MEDITAÇÕES SN/ D docx
(para o dia 28/12/10)
DEVANEIOS- I-
1-O quarto capítulo do ALADIN leva o nome PRIÈRES. Ao tentar traduzir o vocábulo, surgiram algumas indagações que me pareceram relevantes. Por isso chamei de DEVANEIOS I o título de nossa conversa. Seria uma introdução explicativa ao choro das crianças, de sua evolução e de suas variações. O choro dos cavaquinhos e do restinho de pinga no copo (dedicado ao santo) seriam também corruptelas nos adultos das súplicas e rogos infantis?
2-Há uma controvérsia, um tanto equivocada, no seio de recentes confissões religiosas pentecostais, sobre o uso ou abuso dos verbetes rezar e orar. Alguns fundamentalistas evangélicos recusam o emprego da palavra rezar, achando-a carregada de conteúdos ligados aos rezadores, macumbeiros ou adeptos de cultos africanos. Esse é o fato. Alguns evangélicos oram a Deus, enquanto os católicos rezam a Deus, a todos os santos, parentes e amigos falecidos. Ambos pedem ou suplicam o atendimento de necessidades básicas, tais como saúde, trabalho, o pão de cada dia, amor, paz, segurança e alegria.
Os vocábulos rezar e orar, derivados do latim, significam praticamente a mesma ação. A boca, oris no genitivo latino, é a origem. Então temos orar, oral, oralidade, oração, orador. Orar é produzir sons pelo orifício bucal. Rezar, verbete pejorativo para alguns, deriva também do latim, RECITARE, que significa falar ou ler em voz alta. Será que nas escolas, que se chamavam primárias no século passado, ainda se promovem recitativos em dias de auditório? Encontram-se, em algum recanto, senhores e senhoras, rezando e benzendo com ramos de arruda, para afastar espíritos malignos, curando vento-virado ou maus olhares. E as palavras mágicas, mais atraentes quando pronunciadas em língua estrangeira, tornam-se chaves de curas. Há reza para tudo. Recentemente alguns surripiadores de verbas públicas, em Brasília, oravam ou rezavam em grupo, agradecendo aos deuses, o troféu de propinas. É lamentável constatar que religiosos, de todos os credos, rezam ou oram, benzendo armas e soldados que marcham para guerras de conquistas.
3-Rezar ou orar evocam o mesmo ato. O começo dos pedidos, súplicas ou preces, é o choro ou grito das crianças, quando sentem dor, fome, frio, medo de escuro ou de desconhecido. E o som, que sai da boca, oral, choro, grito ou rogo, com o tempo vira palavras articuladas e arbitrárias, aperfeiçoando-se em versos cadenciados, com rimas, recitados ou cantados, chegando até as aleluias e coros retumbantes, ecoando em praças e catedrais.
4-A reza e as orações não se esgotam em palavras eivadas de gentileza. Elas se estendem a praguejamentos, blasfêmias e ataques a desafetos. “Raios que o partam”, palavras mágicas para expulsar demônios e termos de baixo calão fervilham em todas as línguas. Mas também se transformam em sons poéticos e maviosos que se aventuram a descrever o indizível e a criar explicações que não são comprováveis e a inventar um jeito de conviver nesse universo misterioso pouco interessado na felicidade dos habitantes do planeta terra.
5-Há um campo imenso ocupado pelas palavras que descrevem a estrada da felicidade e a vida depois que as cinzas de nossa origem voltam ao pó de onde vieram. A humanidade se sente confortável navegando nesse espaço, matando e morrendo por ele.
6-Ouça o choro de uma criança. Veja as lágrimas que lhe rolam na face. Encare os seus olhos indagadores e curiosos. A criança pede o que lhe falta. E sempre falta alguma coisa, necessária ou fútil, possível ou impossível. Não há mãe que baste. É imperioso aceitar que a necessidade, sobretudo quando se constata a limitação dos pais e adultos, vira um grito, uma demanda, uma súplica, uma prece solicitando socorro. Seria perigoso pensar que quando se manifestam a fraqueza e a impotência das palavras e dos socorristas humanos, surge o habitat dos deuses? Antes de um esforço racional para se demonstrar a existência dos deuses, a partir da procura de uma causa do universo, a necessidade humana, real ou imaginária, já tinha imaginado a existência de deuses para o bem e para o mal. E o pior: muitos transformam os seus deuses em serviçais de prontidão e às ordens, para resolver seus problemas até os mais banais. Deus vira um empregado sem carteira assinada, sem férias e sem os benefícios trabalhistas. E porque é invisível e não costuma responder as aleivosias dos mortais, recebe xingamento inomináveis.É pior do que mãe de juiz de futebol.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
MEDITAÇÕES XIX
MEDITAÇÕES-XIX-PRIMEIRO LIVRO-ALADIN
Terceiro Capítulo
APARIÇÕES E APRESESENTAÇÕES (pág.32 a 34)
1-CARREGAÇÃO
Foi na era do Limbo? De acordo com os ritos católicos, quando se batizavam recém-nascidos, chamava-se de Madrinha de Carregação ou de Apresentação aquela pessoa que levava nos braços o bebê até a pia batismal. Antes de um ano de idade a criança é sempre transportada de um lugar para outro por alguém ou em algum veículo, pois não dispõe de autonomia ambulatória.
Os adultos tentam mostrar à criança uma coisa ou outra, murmurando palavras, chamando-lhe a atenção para fragmentos do mundo exterior. Mas geralmente ela não apresenta interesse e até fica com um pé atrás. Ela se sente muito deslocada com os detalhes do seu entorno, por isso raramente acompanha a intimidade do palco em que vive. Será que o desenvolvimento das crianças de hoje é muito diferente daquele do tempo do Alain? A pensar. Veja o tempo de abrir os olhos, secreções na cabeça, enfaixar o bebê e o seu umbigo...
De qualquer modo, as coisas aparecem e desaparecem por força de uma vontade estranha. A apresentação do mundo é algo fantástico. É essa a realidade da criança. Ela vê tudo pronto para seu uso e consumo. O consumismo atual seria uma doença infantil? E quando, explorando o mundo por sua iniciativa, encontra obstáculos, eles são vencidos magicamente. Alguém abre uma porta ou a caixa de brinquedos.
Nesse percurso percebem-se coisas escondidas e vivem-se ausências da realidade, provocadas por curtos adormecimentos em qualquer lugar e hora. É um jogo de esconde-esconde. A visão é idealista, lembrava Maine de Biran, sobretudo para quem vive longe do paraíso. O quadro da natureza aparece para a criança de acordo com as informações dos adultos.
2-O mundo da criança toma consistência através dos seres que a envolvem: mãe, pai, parentes e auxiliares nas tarefas de criação. Tudo depende desse grupo ou de seus substitutos. Cada personagem dessa turma desempenha um papel e ao mesmo temo pode sinalizar alguma proibição. A conclusão que se pode tirar é que o mundo das bruxas e dos feiticeiros não é inicialmente imaginário. O aparecimento das coisas está subordinado à magia dessas figuras e de suas tramas.
3- O talento importante de Fausto é o de convocar o diabo, chamando -o pelo próprio nome. Essa proeza não nos surpreende tanto quanto gostaríamos. Mas nós nos recordamos de quando pronunciávamos o nome das figuras mágicas e poderosas que conviviam conosco , elas surgiam para e desempenhar a função que lhes cabia: abrir uma porta, trazer a chupeta, pegar um brinquedo no chão ou algo parecido. Quando falo que nos lembramos (nous nous souvenons), eu digo muito, pois essa recordação (souvenir) faz tornar presentes coisas e ao mesmo temo pensar que elas não existem e não existirão mais. Por outro lado a magia que nos era natural, e que assim ainda continua em parte, permanece como a trama de nossos conhecimentos os mais positivos, isto é, alcançar algo pela evocação de sinais. Essa magia nos é familiar, como saber do apartamento do nosso vizinho, sem pensar que já o vimos ( et c´est plutôt mémoire, que souvenir).
Por isso as ficções, os contos de fadas, nos são familiares e estão presentes, ainda que não estejamos atentos a outro lado da existência e ao avesso de tudo.
4- Uma boa pergunta. O que é o real? E m oposição às cenas da vida, o real é o que é esperado. Ou talvez seja o que pode ser esperado, o que é obtido e reencontrado, através de nossos movimentos próprios. Auto-suficientes? È o que pode corresponder à nossa potência ou atividade. E o estudante, o experimentador, o atleta e aqueles que pesquisam recomeçam e repetem os seus exercícios, em busca do real, o êxito e o resultado. Nada mais aparece, na área do conhecimento e das conquistas, se não houver um instrumento de captação, capturação ou recuperação.
A criança não se preocupa com o produtor de leite ou o fabricante de bolo, enquanto o adulto descobre que precisa suar o rosto para defender o pão de cada dia, contemplar a beleza do céu estrelado, ouvir a música do vento e das aves ou assistir as palhaçadas do teatro existencial.
5-FRANÇOIS-PIERRE-GONTHIER MAINE DE BIRAN (1766-1824) nasceu na França. Ele estabeleceu ou acentuou a distinção que lhe parecia fundamental entre as impressões passivas (provocadas pelo mundo exterior ) e as ativas ,( que resultam de atividades internas). É um dos exploradores dos poderes do corpo, às vezes ignorados por muitos pensadores. Até Terça-Feira, dia 14. Viegas
Terceiro Capítulo
APARIÇÕES E APRESESENTAÇÕES (pág.32 a 34)
1-CARREGAÇÃO
Foi na era do Limbo? De acordo com os ritos católicos, quando se batizavam recém-nascidos, chamava-se de Madrinha de Carregação ou de Apresentação aquela pessoa que levava nos braços o bebê até a pia batismal. Antes de um ano de idade a criança é sempre transportada de um lugar para outro por alguém ou em algum veículo, pois não dispõe de autonomia ambulatória.
Os adultos tentam mostrar à criança uma coisa ou outra, murmurando palavras, chamando-lhe a atenção para fragmentos do mundo exterior. Mas geralmente ela não apresenta interesse e até fica com um pé atrás. Ela se sente muito deslocada com os detalhes do seu entorno, por isso raramente acompanha a intimidade do palco em que vive. Será que o desenvolvimento das crianças de hoje é muito diferente daquele do tempo do Alain? A pensar. Veja o tempo de abrir os olhos, secreções na cabeça, enfaixar o bebê e o seu umbigo...
De qualquer modo, as coisas aparecem e desaparecem por força de uma vontade estranha. A apresentação do mundo é algo fantástico. É essa a realidade da criança. Ela vê tudo pronto para seu uso e consumo. O consumismo atual seria uma doença infantil? E quando, explorando o mundo por sua iniciativa, encontra obstáculos, eles são vencidos magicamente. Alguém abre uma porta ou a caixa de brinquedos.
Nesse percurso percebem-se coisas escondidas e vivem-se ausências da realidade, provocadas por curtos adormecimentos em qualquer lugar e hora. É um jogo de esconde-esconde. A visão é idealista, lembrava Maine de Biran, sobretudo para quem vive longe do paraíso. O quadro da natureza aparece para a criança de acordo com as informações dos adultos.
2-O mundo da criança toma consistência através dos seres que a envolvem: mãe, pai, parentes e auxiliares nas tarefas de criação. Tudo depende desse grupo ou de seus substitutos. Cada personagem dessa turma desempenha um papel e ao mesmo temo pode sinalizar alguma proibição. A conclusão que se pode tirar é que o mundo das bruxas e dos feiticeiros não é inicialmente imaginário. O aparecimento das coisas está subordinado à magia dessas figuras e de suas tramas.
3- O talento importante de Fausto é o de convocar o diabo, chamando -o pelo próprio nome. Essa proeza não nos surpreende tanto quanto gostaríamos. Mas nós nos recordamos de quando pronunciávamos o nome das figuras mágicas e poderosas que conviviam conosco , elas surgiam para e desempenhar a função que lhes cabia: abrir uma porta, trazer a chupeta, pegar um brinquedo no chão ou algo parecido. Quando falo que nos lembramos (nous nous souvenons), eu digo muito, pois essa recordação (souvenir) faz tornar presentes coisas e ao mesmo temo pensar que elas não existem e não existirão mais. Por outro lado a magia que nos era natural, e que assim ainda continua em parte, permanece como a trama de nossos conhecimentos os mais positivos, isto é, alcançar algo pela evocação de sinais. Essa magia nos é familiar, como saber do apartamento do nosso vizinho, sem pensar que já o vimos ( et c´est plutôt mémoire, que souvenir).
Por isso as ficções, os contos de fadas, nos são familiares e estão presentes, ainda que não estejamos atentos a outro lado da existência e ao avesso de tudo.
4- Uma boa pergunta. O que é o real? E m oposição às cenas da vida, o real é o que é esperado. Ou talvez seja o que pode ser esperado, o que é obtido e reencontrado, através de nossos movimentos próprios. Auto-suficientes? È o que pode corresponder à nossa potência ou atividade. E o estudante, o experimentador, o atleta e aqueles que pesquisam recomeçam e repetem os seus exercícios, em busca do real, o êxito e o resultado. Nada mais aparece, na área do conhecimento e das conquistas, se não houver um instrumento de captação, capturação ou recuperação.
A criança não se preocupa com o produtor de leite ou o fabricante de bolo, enquanto o adulto descobre que precisa suar o rosto para defender o pão de cada dia, contemplar a beleza do céu estrelado, ouvir a música do vento e das aves ou assistir as palhaçadas do teatro existencial.
5-FRANÇOIS-PIERRE-GONTHIER MAINE DE BIRAN (1766-1824) nasceu na França. Ele estabeleceu ou acentuou a distinção que lhe parecia fundamental entre as impressões passivas (provocadas pelo mundo exterior ) e as ativas ,( que resultam de atividades internas). É um dos exploradores dos poderes do corpo, às vezes ignorados por muitos pensadores. Até Terça-Feira, dia 14. Viegas
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
AVISO
NA SEGUNDA-FEIRA PRÓXIMA, 07 DE DEZEMBRO,INFELIZMENTE NÃO HAVERÁ REUNIÃO DO GRUPO DE ESTUDOS ESOTÉRICOS E OCULTOS.OBRIGADO. VIEGAS
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
MEDITAÇÕES XVIII-
MEDITAÇÕES-XVIII-PRIMEIRO LIVRO-ALADIN
Segundo Capítulo (final)
COCANHA (pág. 29 a 32)
1 – A DANAÇÃO DO TRABALHO.
Repetindo e recordando. O fanatismo, ostensivo ou disfarçado, não é invenção. Ele está simbioticamente ligado ao mundo infantil. Quando o infantilismo recrudesce, na adolescência ou idade adulta, os sintomas da doença regurgitam.
Imaginar um universo comestível, ainda que seja uma idéia totalmente falsa, ela é a mais notável e natural. Suas maneiras de apresentação podem ficar sofisticadas. Não é à toa que surgem movimentos às vezes fanáticos em favor da ecologia... Crenças e falsidades, nossas companheiras inseparáveis?
2 – Na esteira dessas reflexões o ser humano sonha frequentemente com um universo de bens compartilhados, esquecendo-se das raízes de avareza entranhadas em alguns. Assim os alimentos estariam armazenados em algum lugar e compete ao homem encontrá-los. Interromper o trabalho seria acabar com a raça humana. No norte gelado esquartejam-se focas em busca de gordura e de sangue, enquanto nos trópicos imagina-se que o amadurecimento das frutas esteja esperando pela colheita. Diferentes atividades e pensamentos diversos.
3- A rica fertilidade da natureza manifesta, na exuberância vegetal, na multiplicação animal e na explosão demográfica, é um perigo. As necessidades presentes, próximas e inexoráveis não podem atingir a criança sem destruí-la. É por isso que a experiência lhe ensina antes de tudo que o mundo é bom e benevolente e que a miséria e o trabalho são conseqüências da maldade de alguém.
4- O s frutos da terra são para todos, é o que se apregoa. Mas há frutos da terra? As hortas e plantações são muito enganadoras. Não há senão frutos do trabalho.
Até outro dia, mas sem trabalho. Viegas
Segundo Capítulo (final)
COCANHA (pág. 29 a 32)
1 – A DANAÇÃO DO TRABALHO.
Repetindo e recordando. O fanatismo, ostensivo ou disfarçado, não é invenção. Ele está simbioticamente ligado ao mundo infantil. Quando o infantilismo recrudesce, na adolescência ou idade adulta, os sintomas da doença regurgitam.
Imaginar um universo comestível, ainda que seja uma idéia totalmente falsa, ela é a mais notável e natural. Suas maneiras de apresentação podem ficar sofisticadas. Não é à toa que surgem movimentos às vezes fanáticos em favor da ecologia... Crenças e falsidades, nossas companheiras inseparáveis?
2 – Na esteira dessas reflexões o ser humano sonha frequentemente com um universo de bens compartilhados, esquecendo-se das raízes de avareza entranhadas em alguns. Assim os alimentos estariam armazenados em algum lugar e compete ao homem encontrá-los. Interromper o trabalho seria acabar com a raça humana. No norte gelado esquartejam-se focas em busca de gordura e de sangue, enquanto nos trópicos imagina-se que o amadurecimento das frutas esteja esperando pela colheita. Diferentes atividades e pensamentos diversos.
3- A rica fertilidade da natureza manifesta, na exuberância vegetal, na multiplicação animal e na explosão demográfica, é um perigo. As necessidades presentes, próximas e inexoráveis não podem atingir a criança sem destruí-la. É por isso que a experiência lhe ensina antes de tudo que o mundo é bom e benevolente e que a miséria e o trabalho são conseqüências da maldade de alguém.
4- O s frutos da terra são para todos, é o que se apregoa. Mas há frutos da terra? As hortas e plantações são muito enganadoras. Não há senão frutos do trabalho.
Até outro dia, mas sem trabalho. Viegas
terça-feira, 23 de novembro de 2010
MEDITAÇÕES XVII-
MEDITAÇÕES-XVII-PRIMEIRO LIVRO-ALADIN
Segundo Capítulo (continuação)
COCANHA (pág. 29 a 32)
4 – O TRABALHO E SUA DANAÇÃO.
O homem, segundo a Bíblia, foi condenado ao trabalho, que não move em nada o universo. O homem é um envergonhado que se retira nu do Éden, onde morava de favor. (NB. O fundamento ideológico do marxismo). O espaço que o homem consegue transformar é diminuto comparado com o que resta para idealizações. A natureza e os répteis terríveis da era mesozóica. E o que nem se pode imaginar?
5 - Uma idéia para reflexão: É possível alcançar algum bem sem trabalho? O ser da criança passa pelo trabalho que não lhe aparece como necessidade. Crescer, adquirir músculos, aprender, escola e diversões não são atividades assalariadas. É um trabalho nobre (sem escravidão).Saber nessa idade parece mais importante do que poder. Contudo, pensar que se trabalha somente para aprender é permanecer na mentalidade infantil. Passear, freqüentar aulas e depois encontrar comida pronta em casa é próprio da infância. Hoje parece que a infância anda durando muito. Como funcionaria para a criança o dito “quem não trabalha não come”? Faz parte do ser da mentalidade infantil ignorar que alguém planta e colhe trigo, faz a farinha, antes de aparece o bolo enfeitado. A criança quer somente a chave pra abrir o armário, onde as guloseimas estão guardadas.
6 – Não há criança que possa entender que se lhe recuse alguma coisa, porque não pode ser dada. Ela pensa que a recusa depende apenas da vontade dos mais velhos. Seria a partir desse comportamento que iriam derivar as concepções de pobreza e de riqueza? (Clarice Lispector). Como entender nas sociedades os sistemas de trocas? As trocas entre as acrianças são marcadas pelo desejo, sem nenhuma conotação de valor. Como surge a noção de valor? Por tudo isto, percebe-se que o fantástico não é inventado. Ele pertence à realidade do mundo infantil.
Por hoje, basta. E não terminamos o capítulo segundo, a COGAGNE. Até a próxima. Viegas
Segundo Capítulo (continuação)
COCANHA (pág. 29 a 32)
4 – O TRABALHO E SUA DANAÇÃO.
O homem, segundo a Bíblia, foi condenado ao trabalho, que não move em nada o universo. O homem é um envergonhado que se retira nu do Éden, onde morava de favor. (NB. O fundamento ideológico do marxismo). O espaço que o homem consegue transformar é diminuto comparado com o que resta para idealizações. A natureza e os répteis terríveis da era mesozóica. E o que nem se pode imaginar?
5 - Uma idéia para reflexão: É possível alcançar algum bem sem trabalho? O ser da criança passa pelo trabalho que não lhe aparece como necessidade. Crescer, adquirir músculos, aprender, escola e diversões não são atividades assalariadas. É um trabalho nobre (sem escravidão).Saber nessa idade parece mais importante do que poder. Contudo, pensar que se trabalha somente para aprender é permanecer na mentalidade infantil. Passear, freqüentar aulas e depois encontrar comida pronta em casa é próprio da infância. Hoje parece que a infância anda durando muito. Como funcionaria para a criança o dito “quem não trabalha não come”? Faz parte do ser da mentalidade infantil ignorar que alguém planta e colhe trigo, faz a farinha, antes de aparece o bolo enfeitado. A criança quer somente a chave pra abrir o armário, onde as guloseimas estão guardadas.
6 – Não há criança que possa entender que se lhe recuse alguma coisa, porque não pode ser dada. Ela pensa que a recusa depende apenas da vontade dos mais velhos. Seria a partir desse comportamento que iriam derivar as concepções de pobreza e de riqueza? (Clarice Lispector). Como entender nas sociedades os sistemas de trocas? As trocas entre as acrianças são marcadas pelo desejo, sem nenhuma conotação de valor. Como surge a noção de valor? Por tudo isto, percebe-se que o fantástico não é inventado. Ele pertence à realidade do mundo infantil.
Por hoje, basta. E não terminamos o capítulo segundo, a COGAGNE. Até a próxima. Viegas
domingo, 21 de novembro de 2010
Por falar em Palavras...
Précis de Décomposition (1949) de Cioran , no primeiro parágrafo diz:
" En elle-même toute idée est neutre,ou devrait l'être;mais l'homme l'anime,
y projette ses flames et ses démences;impure, transformée em croyance,elle s'insere dans le temp,prend figure d'événement:
le passage de la logique à l'épilepsie est consomé...
Ainsi naissent les ideologies, les doctrines, et les farces sanglantes."
Claudia.
" En elle-même toute idée est neutre,ou devrait l'être;mais l'homme l'anime,
y projette ses flames et ses démences;impure, transformée em croyance,elle s'insere dans le temp,prend figure d'événement:
le passage de la logique à l'épilepsie est consomé...
Ainsi naissent les ideologies, les doctrines, et les farces sanglantes."
Claudia.
sábado, 20 de novembro de 2010
FALANDO DE RETRATOS
No encontro passado falou-se de retrato, se não me engano. Aniversários. Fotos. Pelo menos, eu assim tinha pensado. Hoje,lembrei-mde de Cecília Meirelles.
"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios.
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas, e frias e mortas;
Eu não tinha este coração!
que nem se mostra.
Eu não dei por conta desta mudança
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?"
Viegas e outros velhos voltados para si mesmos.
"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios.
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas, e frias e mortas;
Eu não tinha este coração!
que nem se mostra.
Eu não dei por conta desta mudança
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?"
Viegas e outros velhos voltados para si mesmos.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
REPETIÇÕES
Gente estudiosa,amanhã(16),teremos reunião.
Assunto: A força e a forca das palavras. Os roteiros estão espalhados nas postagens anteriores.Bom proveito! Viegas
Assunto: A força e a forca das palavras. Os roteiros estão espalhados nas postagens anteriores.Bom proveito! Viegas
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
PALAVRAS - COMPLEMENTOS
"SE OLHARMOS AS COISAS DE PERTO, NA MELHOR DAS HIPÓTESES CHEGAREMOS À CONCLUSÃO DE QUE AS PALAVRAS TENTAM DIZER O QUE PENSAMOS OU SENTIMOS, MAS HÁ MOTIVOS PARA SUSPEITAR QUE, POR MUITO QUE PROCUREM, NÃO CHEGARÃO A ENUNCIAR ESSA COISA ESTRANHA, RARA E MISTERIOSA QUE É UM SENTIMENTO". APUD SARAMAGO, OUTROS CADERNOS...
fELICIDADES PARA TODOS QUE NÃO SOMOS AUTISTAS. VIEGAS
fELICIDADES PARA TODOS QUE NÃO SOMOS AUTISTAS. VIEGAS
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
MEDITAÇÕES S/N - D (p/ 08/XI/10
l - Datas (p/ Sílvia)
Jacques Monod (1910-1976); Einstein (1879-1955); Bergson(1859-1941);Theillard de Chardin 1881-1955); Oscar Wilde(1854-1900); Bohr (1885-1962).
2 - A FôRCA E A FORCA DAS PALAVRAS (Cont.)
"Tantas palavras escritas desde o princípio...tanta necessidade de explicar e entender, a ao mesmo tempo tanta dificuldade porque não acabamos de explicar e ainda não conseguimos entender". José Saramago (caderno). NB. Assim acredito que são as nossas conversas, palavras...palavras...Não é Emê?
FÔRÇA - " A realidde não existe, senão os sentimentos que a compõem". Luigi Pirandello (1867-1936).
"...a realidade é quântica, tal como Bohr a descrevia, mas isso é ainda mais difícil de aceitar porque então não há mais ealidade a não ser por nossas medidas....É preciso ...procurar uma outra imagem da realidade".Prigogine, pág. 25 - DO SER AO DEVIR.
Pela palavra organizamos o cosmos e criamos realidades fora do alcance de nossos sentidos. E Deus disse "faça-se a luz e ela se fez". Pela palavra classificamos as pesoas, suas classes e suas doenças e ficamos satisfeitos...
3 - O semblante da criança se esconde atrás do rosto adulto carcomido pelo tempo. E o retrato de Dorian Gray ? " O que a arte espelha realmente é o expectador e não a vida";"Toda arte é inútil". Oscar Wilde
4 - Tempo e Eternidade a partir do movimento local.
Alianças: Retorno
Fim dos tempos.
Digressão sobre Fim e Finalidade.
5 - O HOMEM E A TRANSCENDÊNCIA
Religar, religião, volta.
6 - A VIRA-VOLTA
Na sequência: Dualismo, Galileu, Copérnico,Newton, Darwin, Einstein, Monod, Bergson, Theillad de Cardin, Prigogine.
A irreversibilidade; Big Bang,buraco negro, Stefen Hawking.
Até amanhã. Viegas
Jacques Monod (1910-1976); Einstein (1879-1955); Bergson(1859-1941);Theillard de Chardin 1881-1955); Oscar Wilde(1854-1900); Bohr (1885-1962).
2 - A FôRCA E A FORCA DAS PALAVRAS (Cont.)
"Tantas palavras escritas desde o princípio...tanta necessidade de explicar e entender, a ao mesmo tempo tanta dificuldade porque não acabamos de explicar e ainda não conseguimos entender". José Saramago (caderno). NB. Assim acredito que são as nossas conversas, palavras...palavras...Não é Emê?
FÔRÇA - " A realidde não existe, senão os sentimentos que a compõem". Luigi Pirandello (1867-1936).
"...a realidade é quântica, tal como Bohr a descrevia, mas isso é ainda mais difícil de aceitar porque então não há mais ealidade a não ser por nossas medidas....É preciso ...procurar uma outra imagem da realidade".Prigogine, pág. 25 - DO SER AO DEVIR.
Pela palavra organizamos o cosmos e criamos realidades fora do alcance de nossos sentidos. E Deus disse "faça-se a luz e ela se fez". Pela palavra classificamos as pesoas, suas classes e suas doenças e ficamos satisfeitos...
3 - O semblante da criança se esconde atrás do rosto adulto carcomido pelo tempo. E o retrato de Dorian Gray ? " O que a arte espelha realmente é o expectador e não a vida";"Toda arte é inútil". Oscar Wilde
4 - Tempo e Eternidade a partir do movimento local.
Alianças: Retorno
Fim dos tempos.
Digressão sobre Fim e Finalidade.
5 - O HOMEM E A TRANSCENDÊNCIA
Religar, religião, volta.
6 - A VIRA-VOLTA
Na sequência: Dualismo, Galileu, Copérnico,Newton, Darwin, Einstein, Monod, Bergson, Theillad de Cardin, Prigogine.
A irreversibilidade; Big Bang,buraco negro, Stefen Hawking.
Até amanhã. Viegas
terça-feira, 2 de novembro de 2010
ACASOS E FUTURO
O acaso que escapa ao controle do animal racional enbaralha todos os planos do amanhã. Quinta-Feira próxima às 10 a.m., submeto-me sem entuasiamo a um cateterismo fisioelétrico. É uma avaliação do funcionamento do coração que já aponta para o vencimento do certificado de garantia, se alguma existe. Depois, a gente sempre pensa num depois, marcapasso ao não. Só o acaso sabe.
Desejo e espero brevemente continuar as meditações escritas.
O almoço da Gilza e da Sílvia, na casa da Cláudia, ficou adiado s/d.
Abraços e beijos do Viegas
Desejo e espero brevemente continuar as meditações escritas.
O almoço da Gilza e da Sílvia, na casa da Cláudia, ficou adiado s/d.
Abraços e beijos do Viegas
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
MEDITAÇÕES S/N-C
MEDITAÇÕES PARA 26/10/10)
1-O TEMPO (CONTINUAÇÃO)
Passado, presente e futuro. O tempo é o senhor da história? Ele cura todos os males?
- “O tempo hoje reencontrado é também o tempo que não fala mais de solidão e sim da aliança do homem com a natureza que ele descreve. Chegou o tempo de novas alianças, que sempre existiram, por muito tempo desconhecidas, entre a história dos homens, de sua sociedade, de seu saber, e a abertura exploradora da natureza” (Isabelle Stengers-1949), apud Ilya Prigogine, DO SER AO DEVIR, pág.47.
- A FLECHA DO TEMPO E A IRREVERSIBILIDADE
“ ...O tempo, a direção do Tempo, é o que torna nosso universo coerente porque uma rocha envelhece, um planeta envelhece, nós envelhecemos...-e envelhecemos todos na mesma direção-, então a flecha do tempo é a propriedade comum a tudo o que existe no universo.” (Ibid.pág.51)
OBS. Jacques Monod, Einstein, Bergson e Theilhard de Chardin.
2- O PASSAGEIRO E O QUE NÃO PASSA – A DURAÇÃO
3- A FÔRÇA E A FORCA DAS PALAVRAS
Força: “A realidade não existe, senão nos sentimentos que a compõem.” - Luigi Pirandello (1867-1936).
Força: Pela palavra organizamos o cosmos e criamos realidades fora do alcance de nossos sentidos. E Deus disse, faça-se a luz e a luz se fez.
4 - O semblante da criança se esconde atrás do rosto carcomido pelo tempo. E o retrato de Dorian Gray? “O que a arte espelha realmente é o espectador e não a vida”; “Toda arte é inútil.” Oscar Wilde.
Até breve. Viegas.
1-O TEMPO (CONTINUAÇÃO)
Passado, presente e futuro. O tempo é o senhor da história? Ele cura todos os males?
- “O tempo hoje reencontrado é também o tempo que não fala mais de solidão e sim da aliança do homem com a natureza que ele descreve. Chegou o tempo de novas alianças, que sempre existiram, por muito tempo desconhecidas, entre a história dos homens, de sua sociedade, de seu saber, e a abertura exploradora da natureza” (Isabelle Stengers-1949), apud Ilya Prigogine, DO SER AO DEVIR, pág.47.
- A FLECHA DO TEMPO E A IRREVERSIBILIDADE
“ ...O tempo, a direção do Tempo, é o que torna nosso universo coerente porque uma rocha envelhece, um planeta envelhece, nós envelhecemos...-e envelhecemos todos na mesma direção-, então a flecha do tempo é a propriedade comum a tudo o que existe no universo.” (Ibid.pág.51)
OBS. Jacques Monod, Einstein, Bergson e Theilhard de Chardin.
2- O PASSAGEIRO E O QUE NÃO PASSA – A DURAÇÃO
3- A FÔRÇA E A FORCA DAS PALAVRAS
Força: “A realidade não existe, senão nos sentimentos que a compõem.” - Luigi Pirandello (1867-1936).
Força: Pela palavra organizamos o cosmos e criamos realidades fora do alcance de nossos sentidos. E Deus disse, faça-se a luz e a luz se fez.
4 - O semblante da criança se esconde atrás do rosto carcomido pelo tempo. E o retrato de Dorian Gray? “O que a arte espelha realmente é o espectador e não a vida”; “Toda arte é inútil.” Oscar Wilde.
Até breve. Viegas.
domingo, 17 de outubro de 2010
MEDITAÇÕES S/N - B
MEDITAÇÕES S/N -B
1-SOBREMESAS OU APERITIVOS.
Na última conversa (05/10/10) restaram os seguintes temas:
- O TEMPO
- O PASSAGEIRO E O QUE NÃO PASSA
- A FÔRÇA E A FORCA DAS PALAVRAS
- O VELHO COM ROSTO DE CRIANÇA (DESCARTES)
Parece conveniente retomá-los no dia 19, se concordarem.
OBS - Caso nossa líder Sônia possa comparecer, iremos conversar também sobre MILAGRES, assunto do Alain (pág.56, cap.IX), reavivado com o acidente dos 33 mineiros no Chile.
1 – O TEMPO
O tempo enquanto medida de movimento (existe outro?) é peculiar ao ser humano. Museus (templo das musas) e mausoléus (monumento a Mausolo construção de 353 a 350 a. C.)
O presente passageiro e a fissura em busca de um tempo perdido ou de um tempo que não passa.
2 – AS PALAVRAS, FORÇA E FORCA.
Força: “A realidade não existe, senão nos sentimentos que a compõem.” - Luigi Pirandello (1867-1936).
Força: Pela palavra organizamos o cosmos e criamos realidades fora do alcance de nossos sentidos. E Deus disse, faça-se a luz e a luz se fez.
3. O semblante da criança se esconde atrás do rosto carcomido pelo tempo. E o retrato de Dorian Gray? “O que a arte espelha realmente é o espectador e não a vida”; “Toda arte é inútil”.-Oscar Wilde.
Bom descanso para todos. Viegas.
1-SOBREMESAS OU APERITIVOS.
Na última conversa (05/10/10) restaram os seguintes temas:
- O TEMPO
- O PASSAGEIRO E O QUE NÃO PASSA
- A FÔRÇA E A FORCA DAS PALAVRAS
- O VELHO COM ROSTO DE CRIANÇA (DESCARTES)
Parece conveniente retomá-los no dia 19, se concordarem.
OBS - Caso nossa líder Sônia possa comparecer, iremos conversar também sobre MILAGRES, assunto do Alain (pág.56, cap.IX), reavivado com o acidente dos 33 mineiros no Chile.
1 – O TEMPO
O tempo enquanto medida de movimento (existe outro?) é peculiar ao ser humano. Museus (templo das musas) e mausoléus (monumento a Mausolo construção de 353 a 350 a. C.)
O presente passageiro e a fissura em busca de um tempo perdido ou de um tempo que não passa.
2 – AS PALAVRAS, FORÇA E FORCA.
Força: “A realidade não existe, senão nos sentimentos que a compõem.” - Luigi Pirandello (1867-1936).
Força: Pela palavra organizamos o cosmos e criamos realidades fora do alcance de nossos sentidos. E Deus disse, faça-se a luz e a luz se fez.
3. O semblante da criança se esconde atrás do rosto carcomido pelo tempo. E o retrato de Dorian Gray? “O que a arte espelha realmente é o espectador e não a vida”; “Toda arte é inútil”.-Oscar Wilde.
Bom descanso para todos. Viegas.
domingo, 10 de outubro de 2010
CONTEÚDO LIVRE: MARCELO GLEISER - Prêmios Nobel e o sentido da vi...
CONTEÚDO LIVRE: MARCELO GLEISER - Prêmios Nobel e o sentido da vi...: "A ciência atinge patamares mais elevados quando a invenção dos cientistas é motivada pela compaixão ESSA FOI A semana em que cientistas c..."
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Realidade - Pensamento - Palavra
Resumo do nosso tão esperado encontro depois da síncope(experiência relatada aos presentes).
Ganhamos o texto impresso de : MEDITAÇÔES s/n e passamos a discutir as ideologias como : capitalismo e socialismo e os erros de nossas crenças .
E a transformação da realidade que se faz dialeticamente , e vai desencadear em um sistema - que trata da Realidade.
Qual seria o tema do livro do Alain? Uma iniciação ao erro? Conseguir dizer que o erro não é nada ?
Seria o tema : A Dinâmica da criança que perdura no adulto ?
Essa dialética ( a lógica menor de Aristóteles : juiso ou raciocínio que afirma , nega faz hipótese, tira conclusão ) que leva ao interrogatório e vai crescendo...
Até a Transformação da Realidade em Sistemas, o que falamos no início.
E voltamos a Criança que também passa da Palavra para a Idéia e as coisas.
As Palavras criam as Coisas.
Para pensar ...
Claudia.
Ganhamos o texto impresso de : MEDITAÇÔES s/n e passamos a discutir as ideologias como : capitalismo e socialismo e os erros de nossas crenças .
E a transformação da realidade que se faz dialeticamente , e vai desencadear em um sistema - que trata da Realidade.
Qual seria o tema do livro do Alain? Uma iniciação ao erro? Conseguir dizer que o erro não é nada ?
Seria o tema : A Dinâmica da criança que perdura no adulto ?
Essa dialética ( a lógica menor de Aristóteles : juiso ou raciocínio que afirma , nega faz hipótese, tira conclusão ) que leva ao interrogatório e vai crescendo...
Até a Transformação da Realidade em Sistemas, o que falamos no início.
E voltamos a Criança que também passa da Palavra para a Idéia e as coisas.
As Palavras criam as Coisas.
Para pensar ...
Claudia.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
MEDITAÇÕES S/N
1-Digressão ou devaneios na retomada da trajetória, depois da síncope. Diga-se de passagem, um barato.
2-O tema anunciado para o dia que não aconteceu teria sido sobre o trabalho. Mas, de fato, ninguém é de ferro. Por isso ... nova programação para hoje:
- É possível mudar nossas conversas para as QUARTAS-FEIRAS, no mesmo horário, até o fim do ano?
- Rememoração das nossas charlas sobre o Alain, com a ajuda da Beth e da Sílvia,essa a profécha que armazena as colas escritas.
2-Se tempo houver, sem prejuízo do Pão de Queijo,vamos parlamentar (bonito!)sobre:
- O TEMPO
- O PASSAGEIRO E O QUE NÃO PASSA
- A FÔRÇA E A FORCA DAS PALAVRAS
- O VELHO COM ROSTO DE CRIANÇA(DESCARTES)
E até amanhã, descansando com a advertência da Cláudia: "A última felicidade é filosofar;o prazer de buscar conhecer a razão de cada coisa".E o amigo da onça: e dormir pensando que encontrou.
-
2-O tema anunciado para o dia que não aconteceu teria sido sobre o trabalho. Mas, de fato, ninguém é de ferro. Por isso ... nova programação para hoje:
- É possível mudar nossas conversas para as QUARTAS-FEIRAS, no mesmo horário, até o fim do ano?
- Rememoração das nossas charlas sobre o Alain, com a ajuda da Beth e da Sílvia,essa a profécha que armazena as colas escritas.
2-Se tempo houver, sem prejuízo do Pão de Queijo,vamos parlamentar (bonito!)sobre:
- O TEMPO
- O PASSAGEIRO E O QUE NÃO PASSA
- A FÔRÇA E A FORCA DAS PALAVRAS
- O VELHO COM ROSTO DE CRIANÇA(DESCARTES)
E até amanhã, descansando com a advertência da Cláudia: "A última felicidade é filosofar;o prazer de buscar conhecer a razão de cada coisa".E o amigo da onça: e dormir pensando que encontrou.
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sábado, 2 de outubro de 2010
VOLTAREMOS a nos reunir NA TERÇA dia 5.
Depois desta ótima notícia e saber que o nosso blog não foi desligado e pude reler
as 3 últimas Meditações . Deixo alguns pensamentos para êste Domingo Democrático :
" Meu ideal político é a democracia .Que todo indivíduo seja respeitado e nenhum idolatrado. " A. Einstein.
" A última felicidade é o filosofar;o prazer de buscar conhecer a razão de cada coisa." Baltasar Gracian y Morales nasceu em 1601 - escritor e filósofo - jesuíta espanhol.
Claudia
as 3 últimas Meditações . Deixo alguns pensamentos para êste Domingo Democrático :
" Meu ideal político é a democracia .Que todo indivíduo seja respeitado e nenhum idolatrado. " A. Einstein.
" A última felicidade é o filosofar;o prazer de buscar conhecer a razão de cada coisa." Baltasar Gracian y Morales nasceu em 1601 - escritor e filósofo - jesuíta espanhol.
Claudia
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
MEDITAÇÕES XVI
PRIMEIRO LIVRO-ALADIN
Segundo Capítulo (continuação)
COCANHA (pág.30)
3 – Nas lendas e mitos sobre um paraíso perdido, ou a idade do ouro, vivia-se no estado de inocência e ignorância. A saída desse mundo de delíciaS foi por alguma culpa. O que não deixa de ser verdadeiro, pois a criança escolhe ser adulto e não cessa de fazer essa escolha. É a dialética, movida pela eleição do mais difícil e a curiosidade. Há algo de trágico na criança que a torna má e ainda não sabe o que é esse estado de maldade. Ela mistura palavras, sinais e remexe as paixões como faz com a argila. Seria uma compulsão como se fosse fatalidade. Por isso o pecado original encontra-se por toda parte. Original no sentido em que ele é desejado antes de ser conhecido. Como se sabe muito bem, o que é pressentido é a verdadeira necessidade. Ainda que não alcance o procurado,a criança não o ignora nunca. Ela deixa cair o seu brinquedo e não consegue recuperá-lo. A criança é naturalmente um turbilhão de movimentos. Esse mundo polimorfo no seu conjunto ainda não é perigoso. O grande obstáculo é a proibição e o único pecado é a desobediência. Apenas isso. Ai começa a despontar um importante mito, que não envolve falta alguma. Qual é a função desse mito? Cessar aquela admiração por crenças que perderam seus objetos ou cujo objeto se transforma na ausência do mesmo. Isso é inteligível? Evaporam-se as crenças em provas que não demonstram mais coisa nenhuma. Essa é de fato a lembrança de um ser que envelhece. Próximo assunto: o trabalho e sua danação.
Viegas, hoje fã do ócio.
Segundo Capítulo (continuação)
COCANHA (pág.30)
3 – Nas lendas e mitos sobre um paraíso perdido, ou a idade do ouro, vivia-se no estado de inocência e ignorância. A saída desse mundo de delíciaS foi por alguma culpa. O que não deixa de ser verdadeiro, pois a criança escolhe ser adulto e não cessa de fazer essa escolha. É a dialética, movida pela eleição do mais difícil e a curiosidade. Há algo de trágico na criança que a torna má e ainda não sabe o que é esse estado de maldade. Ela mistura palavras, sinais e remexe as paixões como faz com a argila. Seria uma compulsão como se fosse fatalidade. Por isso o pecado original encontra-se por toda parte. Original no sentido em que ele é desejado antes de ser conhecido. Como se sabe muito bem, o que é pressentido é a verdadeira necessidade. Ainda que não alcance o procurado,a criança não o ignora nunca. Ela deixa cair o seu brinquedo e não consegue recuperá-lo. A criança é naturalmente um turbilhão de movimentos. Esse mundo polimorfo no seu conjunto ainda não é perigoso. O grande obstáculo é a proibição e o único pecado é a desobediência. Apenas isso. Ai começa a despontar um importante mito, que não envolve falta alguma. Qual é a função desse mito? Cessar aquela admiração por crenças que perderam seus objetos ou cujo objeto se transforma na ausência do mesmo. Isso é inteligível? Evaporam-se as crenças em provas que não demonstram mais coisa nenhuma. Essa é de fato a lembrança de um ser que envelhece. Próximo assunto: o trabalho e sua danação.
Viegas, hoje fã do ócio.
domingo, 15 de agosto de 2010
MEDITAÇÕES XV
PRIMEIRO LIVRO-ALADIN
Segundo Capítulo
COCANHA (pág. 29 a 32)
1- Cocanha me lembra Pasárgada, Maracangalha ou o Jardim do Éden. Trata-se de uma terra fictícia, localizada na Europa, datando da Idade Média. A ideia era que nesse lugar vivia-se sem trabalho e a natureza fornecia tudo que fosse necessário à vida. Lá corriam rios de leite, adornados por montanhas de chocolate e outras maravilhas. Muitas vezes procuramos muito longe o que está na frente de nossos olhos. Cocanha não se encontra fora da vista. É a infância. Não é uma existência imaginária. A criança encontra pequenas contrariedades que ela vence com gestos sedutores. Assim os obstáculos desaparecem ou são contornados. Em família vive-se um jogo, que dispensa vencedor.
2- Com muita certeza, pode-se dizer que a necessidade de alimentar-se, de abrigar-se, de dormir nos leva a conhecer outra penúria, isto é, constatar que o mundo não nos promete nada. Acredita-se que a criança não conheça outro obstáculo além do sentimento, que é principalmente de respeito e de amor. Essa primeira experiência que nos forma, com o tempo, vai deixando de ser verdadeira, e talvez nunca o tenha sido, desparecendo na medida em que se aproxima dos rios de leite. Houve um tempo em que a metáfora não era metáfora. E houve também um tempo em que a contextura humana envolvia totalmente a criança e a revestia de um modelo pronto (?). Não há caminho de volta. Sonha-se às vezes com uma Cocanha em algum lugar. O fato é que esse paraíso foi perdido. Mas finge-se um lamento. Não saberemos nunca suficientemente o quanto de fingimento existe nas ficções. Sobre isso os jogos podem ajudar-nos. (págs 29 a 30).
NB. Assunto próximo: INOCÊNCIA E IGNORÂNCIA (PÁG. 30 e ss.) Viegas.
Segundo Capítulo
COCANHA (pág. 29 a 32)
1- Cocanha me lembra Pasárgada, Maracangalha ou o Jardim do Éden. Trata-se de uma terra fictícia, localizada na Europa, datando da Idade Média. A ideia era que nesse lugar vivia-se sem trabalho e a natureza fornecia tudo que fosse necessário à vida. Lá corriam rios de leite, adornados por montanhas de chocolate e outras maravilhas. Muitas vezes procuramos muito longe o que está na frente de nossos olhos. Cocanha não se encontra fora da vista. É a infância. Não é uma existência imaginária. A criança encontra pequenas contrariedades que ela vence com gestos sedutores. Assim os obstáculos desaparecem ou são contornados. Em família vive-se um jogo, que dispensa vencedor.
2- Com muita certeza, pode-se dizer que a necessidade de alimentar-se, de abrigar-se, de dormir nos leva a conhecer outra penúria, isto é, constatar que o mundo não nos promete nada. Acredita-se que a criança não conheça outro obstáculo além do sentimento, que é principalmente de respeito e de amor. Essa primeira experiência que nos forma, com o tempo, vai deixando de ser verdadeira, e talvez nunca o tenha sido, desparecendo na medida em que se aproxima dos rios de leite. Houve um tempo em que a metáfora não era metáfora. E houve também um tempo em que a contextura humana envolvia totalmente a criança e a revestia de um modelo pronto (?). Não há caminho de volta. Sonha-se às vezes com uma Cocanha em algum lugar. O fato é que esse paraíso foi perdido. Mas finge-se um lamento. Não saberemos nunca suficientemente o quanto de fingimento existe nas ficções. Sobre isso os jogos podem ajudar-nos. (págs 29 a 30).
NB. Assunto próximo: INOCÊNCIA E IGNORÂNCIA (PÁG. 30 e ss.) Viegas.
sábado, 7 de agosto de 2010
MEDITAÇÕES XIV
PRIMEIRO LIVRO-ALADIN
Primeiro Capítulo
ANTIGAMENTE (pág.24 a 28)
1- A idéia, repetindo, é uma ficção. Nada se percebe senão através de uma idéia. Ela é uma espécie de antecipação do conhecimento. O fato, em si mesmo, terminou quando aconteceu. Nenhuma ficção pode existir sem o homem, esse adulto que abriga uma criança, como lembrou Descartes. De acordo com a fábula dos gigantes, convém salientar que as idéias são formadas em nós e não são sinais inatos da mente. Por isso é que se pode afirmar que a nossa primeira experiência vital é encharcada de enganos, pois a mente procura e sustenta combinações diversas, que estão longe de ser a coisa em si. É o nosso condicionamento natural. É o imaginário que se despe totalmente da realidade de imaginário. Seria esse o nosso quotidiano? Várias pessoas negligenciaram esse percurso do ser humano. Vou abordar os erros e enganos dessas atitudes e espero também ai encontrar um núcleo de verdade. Mas se o leitor não participar desse espanto, jamais conseguirá pensar ou refletir sobre o que ele acha, pois talvez já saiba muito. Vamos abordar todas as manhas e confessá-las. Esse enredo, objeto principal do atual livro, encontra-se principalmente nos comportamentos mais ou menos voluntários observados nos atos religiosos. Os humanos têm medo de concluir as suas reflexões ou de seus pensamentos?
2- É possível descobrir as percepções ambíguas e enganosas? É possível demonstrar que o erro não é nada? Mas isso é pouco. Onde se situam o verdadeiro passado e a antiguidade bastante próxima no adulto. Mergulha-se num mar de erros verificáveis, uma experiência deslumbrante e sempre enganadora. Em outras palavras, uma espécie de iniciação solene na estrada do erro. Outro assunto seria refletir sobre a verdade dos sentimentos, que permanece totalmente inalterada. Se alguém descobre que a maldade deriva de algum indivíduo e não de causas exteriores, qual seria a consequência?Iria fortalecer a coragem para um estado de indignação? Para outros, o pensamento não reconhece nenhum mal além daquele do qual possa arrepender-se. Assim se processa o julgamento infantil, que é o nosso ancestral. Mas como a ideia falsa é conservada e superada, o esquecimento é a lei da infância. A recordação (souvenir) é nula, ainda que a memória seja fiel e sem culpa. Nosso real futuro é colocar diante de nós a nossa infância. Por isso é que talvez se possa afirmar que conhecer alguma coisa sem nenhum erro seja apenas desconhecer. O existir, as necessidades, o amor e a crença, desenharam imperiosamente o bem e o mal segundo o parecer do homem. O hábito de tudo obter através de súplicas e a paciência de esperar desenvolveram aptidões engenhosas, escoradas na coragem. Há uma criança em todo inventor, bem mais do que se acredita. A ambição cria o tirano e mais ainda um tirano do tirano. É deste modo o infantilismo ou infância na mente dos adultos. Talvez essa presença ainda seja mais acentuada do que pensou Descartes.
3- O autor deixa entender que pretende inventariar o passado infantil sempre próximo e atuante. Como todas as histórias, essa também é dialética. Essa dialética não está nas coisas em si, ela resulta da contínua reforma da maneira de pensar e das interrogações que não se calam. Como entender os “porquês” das crianças? As variações de perguntas revelam o despertar de novidades e assinalando o sentido de crescimento em direção do futuro. Essa dinâmica não é suficientemente lembrada.
4- É necessário descobrir a dialética da infância ou as etapas do esquecimento. O esquecimento é a substância dos sonhos e de certa maneira a forma do pensamento em todos os seus passos. Seria essa a hipótese de Platão? As produções úteis são as brincadeiras, as canções e principalmente as histórias ou contos sempre ouvidos como lendas. Mas é preciso tentar inserir algum tipo e ordem nesse material, sem necessidade de provas. As demonstrações podem melhorar a ordem.
5- A premissa maior é esse passado irrevogável, de onde fomos expulsos sem possibilidade de retorno, perda que não se pode senão lamentar. E o autor enumera as delícias do paraíso perdido ou da infância que não volta mais. Fui alimentado em rios de leite, mas isso não poderia durar sempre. Fui expulso do paraíso porque desejei permanecer lá para sempre e eu lamento essa punição, que é a minha riqueza própria. Edificam-se, em torno desse episódio, riquíssimas e constantes ficções. Até as subtilezas teológicas vão se explicar pela condição de uma infância amada, deplorada ou recusada. Quem não desejaria ser imortal? E se ficar comprovado que viver é morrer continuamente para alguma coisa? Vamos separar essa quantidade de sentimentos e morrer logo no instante agradável da primeira investigação (?). Viegas, empacotador de sugestões. Próximo assunto: COCAGNE, Segundo Capítulo (págs. 29 a 32).
Primeiro Capítulo
ANTIGAMENTE (pág.24 a 28)
1- A idéia, repetindo, é uma ficção. Nada se percebe senão através de uma idéia. Ela é uma espécie de antecipação do conhecimento. O fato, em si mesmo, terminou quando aconteceu. Nenhuma ficção pode existir sem o homem, esse adulto que abriga uma criança, como lembrou Descartes. De acordo com a fábula dos gigantes, convém salientar que as idéias são formadas em nós e não são sinais inatos da mente. Por isso é que se pode afirmar que a nossa primeira experiência vital é encharcada de enganos, pois a mente procura e sustenta combinações diversas, que estão longe de ser a coisa em si. É o nosso condicionamento natural. É o imaginário que se despe totalmente da realidade de imaginário. Seria esse o nosso quotidiano? Várias pessoas negligenciaram esse percurso do ser humano. Vou abordar os erros e enganos dessas atitudes e espero também ai encontrar um núcleo de verdade. Mas se o leitor não participar desse espanto, jamais conseguirá pensar ou refletir sobre o que ele acha, pois talvez já saiba muito. Vamos abordar todas as manhas e confessá-las. Esse enredo, objeto principal do atual livro, encontra-se principalmente nos comportamentos mais ou menos voluntários observados nos atos religiosos. Os humanos têm medo de concluir as suas reflexões ou de seus pensamentos?
2- É possível descobrir as percepções ambíguas e enganosas? É possível demonstrar que o erro não é nada? Mas isso é pouco. Onde se situam o verdadeiro passado e a antiguidade bastante próxima no adulto. Mergulha-se num mar de erros verificáveis, uma experiência deslumbrante e sempre enganadora. Em outras palavras, uma espécie de iniciação solene na estrada do erro. Outro assunto seria refletir sobre a verdade dos sentimentos, que permanece totalmente inalterada. Se alguém descobre que a maldade deriva de algum indivíduo e não de causas exteriores, qual seria a consequência?Iria fortalecer a coragem para um estado de indignação? Para outros, o pensamento não reconhece nenhum mal além daquele do qual possa arrepender-se. Assim se processa o julgamento infantil, que é o nosso ancestral. Mas como a ideia falsa é conservada e superada, o esquecimento é a lei da infância. A recordação (souvenir) é nula, ainda que a memória seja fiel e sem culpa. Nosso real futuro é colocar diante de nós a nossa infância. Por isso é que talvez se possa afirmar que conhecer alguma coisa sem nenhum erro seja apenas desconhecer. O existir, as necessidades, o amor e a crença, desenharam imperiosamente o bem e o mal segundo o parecer do homem. O hábito de tudo obter através de súplicas e a paciência de esperar desenvolveram aptidões engenhosas, escoradas na coragem. Há uma criança em todo inventor, bem mais do que se acredita. A ambição cria o tirano e mais ainda um tirano do tirano. É deste modo o infantilismo ou infância na mente dos adultos. Talvez essa presença ainda seja mais acentuada do que pensou Descartes.
3- O autor deixa entender que pretende inventariar o passado infantil sempre próximo e atuante. Como todas as histórias, essa também é dialética. Essa dialética não está nas coisas em si, ela resulta da contínua reforma da maneira de pensar e das interrogações que não se calam. Como entender os “porquês” das crianças? As variações de perguntas revelam o despertar de novidades e assinalando o sentido de crescimento em direção do futuro. Essa dinâmica não é suficientemente lembrada.
4- É necessário descobrir a dialética da infância ou as etapas do esquecimento. O esquecimento é a substância dos sonhos e de certa maneira a forma do pensamento em todos os seus passos. Seria essa a hipótese de Platão? As produções úteis são as brincadeiras, as canções e principalmente as histórias ou contos sempre ouvidos como lendas. Mas é preciso tentar inserir algum tipo e ordem nesse material, sem necessidade de provas. As demonstrações podem melhorar a ordem.
5- A premissa maior é esse passado irrevogável, de onde fomos expulsos sem possibilidade de retorno, perda que não se pode senão lamentar. E o autor enumera as delícias do paraíso perdido ou da infância que não volta mais. Fui alimentado em rios de leite, mas isso não poderia durar sempre. Fui expulso do paraíso porque desejei permanecer lá para sempre e eu lamento essa punição, que é a minha riqueza própria. Edificam-se, em torno desse episódio, riquíssimas e constantes ficções. Até as subtilezas teológicas vão se explicar pela condição de uma infância amada, deplorada ou recusada. Quem não desejaria ser imortal? E se ficar comprovado que viver é morrer continuamente para alguma coisa? Vamos separar essa quantidade de sentimentos e morrer logo no instante agradável da primeira investigação (?). Viegas, empacotador de sugestões. Próximo assunto: COCAGNE, Segundo Capítulo (págs. 29 a 32).
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
MEDITAÇÕES XIII
PRIMEIRO LIVRO-ALADIN
Primeiro Capítulo
ANTIGAMENTE (pág.24 a 26)
1- História de Aladim apud Mil e Uma Noites. Destaques para o poder mágico, as delongas e a parlamentação.
2- A sombra de Sócrates me lembra que os homens não param de correr atrás dos deuses, como se estivessem procurando serviçais poderosos que teriam sumido de vez. E agora perdemos mais tempo e trabalho implorando o auxílio desses invisíveis desaparecidos do que se nos esforçássemos nós mesmos para realizar os nossos desejos. Esses poderes ocultos nada fazem. É isso que se deveria saber. Nunca se viu construir um palácio e nem uma terra sem juntas de bois. Requer-se tempo e muita mão de obra para se desviar o curso de um rio ou para drenar um terreno pantanoso.
3- O autor recorda-se também da história contada por Sócrates sobre uma idosa dama de leite. Ela descrevia para os latentes um lugar onde se encontrava o paraíso perdido. Era povoado de gigantes poderosos um pouco parecidos com os humanos. Eles tomavam conta de tudo. Alimentos, habitação, vestuário, transporte e saúde. Era o reino dos encantamentos e das fadas. Os homens eram orantes, pedintes e rezadores e entregues à preguiça. Não plantavam, não aravam, não teciam, não faziam barcos e nem domesticavam animais para puxar carroças.Eram exímios observadores da natureza e devotos fiéis desses gigantes, preocupando-se em fazer somente o que lhes pudesse agradar.Os imperativos eram agradar os gigantes para obter favores e evitar cometer atos que os aborrecessem com medo de culpa e de represálias.
4- Os gigantes, enormes e muito pesados e donos de força descomunal, sem querer, às vezes destruíam as plantações dos humanos e suas choças ou cavernas. Reflitam sobre o significado dos ventos, furacões, enchentes, incêndios, maremotos, terremotos e vulcões para esse homem do paraíso. Seriam obras dos gigantes enfurecidos? Por outro lado, atribuíam-se à proteção dos gigantes o êxito na pesca ou a sorte por atingir com a flecha o coração de uma lebre.
5- Uma ideia é uma ficção. Seria a idéia o único instrumento de percepção? Os fatos, uma vez acontecidos, encerram a sua missão. Seria oportuno estudar a pergunta de Descartes, indagando sobre o modo de termos sido crianças antes nos ter transformados em adultos. E mais: não há ficção sem o homem. As ideias são formadas em nós. Elas não nos são dadas. A nossa primeira experiência de vida é totalmente enganosa.
NB. Assunto próximo: IDEIA E FICCÃO (pág.26); a partir de amanhã ficarei uns cinco dias sem computador. Viegas.
Primeiro Capítulo
ANTIGAMENTE (pág.24 a 26)
1- História de Aladim apud Mil e Uma Noites. Destaques para o poder mágico, as delongas e a parlamentação.
2- A sombra de Sócrates me lembra que os homens não param de correr atrás dos deuses, como se estivessem procurando serviçais poderosos que teriam sumido de vez. E agora perdemos mais tempo e trabalho implorando o auxílio desses invisíveis desaparecidos do que se nos esforçássemos nós mesmos para realizar os nossos desejos. Esses poderes ocultos nada fazem. É isso que se deveria saber. Nunca se viu construir um palácio e nem uma terra sem juntas de bois. Requer-se tempo e muita mão de obra para se desviar o curso de um rio ou para drenar um terreno pantanoso.
3- O autor recorda-se também da história contada por Sócrates sobre uma idosa dama de leite. Ela descrevia para os latentes um lugar onde se encontrava o paraíso perdido. Era povoado de gigantes poderosos um pouco parecidos com os humanos. Eles tomavam conta de tudo. Alimentos, habitação, vestuário, transporte e saúde. Era o reino dos encantamentos e das fadas. Os homens eram orantes, pedintes e rezadores e entregues à preguiça. Não plantavam, não aravam, não teciam, não faziam barcos e nem domesticavam animais para puxar carroças.Eram exímios observadores da natureza e devotos fiéis desses gigantes, preocupando-se em fazer somente o que lhes pudesse agradar.Os imperativos eram agradar os gigantes para obter favores e evitar cometer atos que os aborrecessem com medo de culpa e de represálias.
4- Os gigantes, enormes e muito pesados e donos de força descomunal, sem querer, às vezes destruíam as plantações dos humanos e suas choças ou cavernas. Reflitam sobre o significado dos ventos, furacões, enchentes, incêndios, maremotos, terremotos e vulcões para esse homem do paraíso. Seriam obras dos gigantes enfurecidos? Por outro lado, atribuíam-se à proteção dos gigantes o êxito na pesca ou a sorte por atingir com a flecha o coração de uma lebre.
5- Uma ideia é uma ficção. Seria a idéia o único instrumento de percepção? Os fatos, uma vez acontecidos, encerram a sua missão. Seria oportuno estudar a pergunta de Descartes, indagando sobre o modo de termos sido crianças antes nos ter transformados em adultos. E mais: não há ficção sem o homem. As ideias são formadas em nós. Elas não nos são dadas. A nossa primeira experiência de vida é totalmente enganosa.
NB. Assunto próximo: IDEIA E FICCÃO (pág.26); a partir de amanhã ficarei uns cinco dias sem computador. Viegas.
domingo, 25 de julho de 2010
MEDITAÇÕES XII -
INTRODUÇÃO(pág.21 a 23.)FINAL
LINGUAGEM (2)
1- As línguas são distintas umas das outras, como as nações e os agrupamentos. E também nas línguas nacionais acentuam-se diferenças, por regiões e profissões. Isso se deve ao fato de a linguagem exprimir sempre o mais íntimo das paixões e dos sentimentos, que são instáveis e secretos. Por causa de uma complexidade natural dos afetos, projetos e negócios, é necessário chegar às raízes da comunicação a fim de encontrar o homem.
2- Gramáticos, instituições e puristas quase sempre se opõem a essa energia da linguagem, que é viva e dinâmica. As obras primas, tais como poemas, histórias, tratados e outros, requerem um grupo elitizado para entendê-los. Há uma diferença entre a linguagem escrita e a falada vulgarmente. É por isso que o dialeto jônico, o grego e o latim clássicos perduram, graças a Homero, Sófocles, Ovídio, Virgílio e outros. O mesmo se pode dizer na modernidade da língua francesa usada em seu estilo clássico por Montaigne, Sevigné, Voltaire, Montesquieu, Balzac e outros. Em nossa língua brasileira, ninguém ousa falar como Camões, Eça de Queiroz ou mesmo Fernando Pessoa. Os doutos e clássicos corrigem nossas dificuldades de falar e nossos balbucios infantis que constituem o sistema de comunicação imposto por nós aos interlocutores mais próximos. Onde estaria a verdade dos dizeres?
3- Os variados modos de falar que se conservam através dos tempos, são marcados pelo verdadeiro (qual verdadeiro?), próprios para o raciocínio e à descrição, com fidelidade ao vocabulário. (NB: Vocabulário). Não falta lugar também para belo, vivenciado na prosa, sem a percepção da inestimável verdade implícita, decorrente das entonações, sonoridades, acentos, timbres e sotaques.
4- Convém salientar a força da poesia que é capaz de rejuvenescer o fraseado comum, pobre de idéias, conferindo-lhe (à poesia) um sentimento visceral. O Belo testemunha fielmente o verdadeiro e o prenuncia. Através do ritmo e da rima, a poesia recitada, antes da escrita e da leitura, foi um instrumento de fixação da linguagem. Por isso, a linguagem falada talvez não se reconhecesse ou não seja reconhecida como um instrumento a serviço do pensamento( a ver... ). Pensar seria quase sempre refletir sobre palavras? Sabe-se que a lógica se constrói sobre a maneira de encadear palavras, frases e deduções. Por outro, ignora-se com frequência que o vocabulário (NB: Abecedário...) encerra os tesouros do pensamento. Augusto Conte apresentou alguns exemplos de palavras chaves, ricas em tais significados, tais como coração, povo, mau, necessidade, gosto, graça, arrependimento, parlamento, constituição e outras. Em todos os verbetes consagrados pelo uso depara-se com uma lição de coisas (?) e um assunto ou tema sobre a humanidade.
5- É necessário então constatar que os produtos da linguagem, sobretudo aquelas que foram objeto de algum culto, encerram algo mais do que parecem anunciar e são enigmas não menos importantes que as estátuas dos deuses. O método que eu chamaria de piedoso (pieuse) ou religioso é sempre a suposição de que todas as religiões são verdadeiras. Discordo de Pascal por ter afirmado que a única religião que obteve resultado s é aquela que lutou contra a natureza e contra as demonstrações. Tanto Pascal, como outros, que se declaram fiéis (religiosos ou crentes) não chegam a acreditar. Neles há geometria demais, ou para dizer de outro jeito, são muito pouco pagãos para serem cristãos.Dia 25/07/10- Viegas, o prolixo sem remédio.
LINGUAGEM (2)
1- As línguas são distintas umas das outras, como as nações e os agrupamentos. E também nas línguas nacionais acentuam-se diferenças, por regiões e profissões. Isso se deve ao fato de a linguagem exprimir sempre o mais íntimo das paixões e dos sentimentos, que são instáveis e secretos. Por causa de uma complexidade natural dos afetos, projetos e negócios, é necessário chegar às raízes da comunicação a fim de encontrar o homem.
2- Gramáticos, instituições e puristas quase sempre se opõem a essa energia da linguagem, que é viva e dinâmica. As obras primas, tais como poemas, histórias, tratados e outros, requerem um grupo elitizado para entendê-los. Há uma diferença entre a linguagem escrita e a falada vulgarmente. É por isso que o dialeto jônico, o grego e o latim clássicos perduram, graças a Homero, Sófocles, Ovídio, Virgílio e outros. O mesmo se pode dizer na modernidade da língua francesa usada em seu estilo clássico por Montaigne, Sevigné, Voltaire, Montesquieu, Balzac e outros. Em nossa língua brasileira, ninguém ousa falar como Camões, Eça de Queiroz ou mesmo Fernando Pessoa. Os doutos e clássicos corrigem nossas dificuldades de falar e nossos balbucios infantis que constituem o sistema de comunicação imposto por nós aos interlocutores mais próximos. Onde estaria a verdade dos dizeres?
3- Os variados modos de falar que se conservam através dos tempos, são marcados pelo verdadeiro (qual verdadeiro?), próprios para o raciocínio e à descrição, com fidelidade ao vocabulário. (NB: Vocabulário). Não falta lugar também para belo, vivenciado na prosa, sem a percepção da inestimável verdade implícita, decorrente das entonações, sonoridades, acentos, timbres e sotaques.
4- Convém salientar a força da poesia que é capaz de rejuvenescer o fraseado comum, pobre de idéias, conferindo-lhe (à poesia) um sentimento visceral. O Belo testemunha fielmente o verdadeiro e o prenuncia. Através do ritmo e da rima, a poesia recitada, antes da escrita e da leitura, foi um instrumento de fixação da linguagem. Por isso, a linguagem falada talvez não se reconhecesse ou não seja reconhecida como um instrumento a serviço do pensamento( a ver... ). Pensar seria quase sempre refletir sobre palavras? Sabe-se que a lógica se constrói sobre a maneira de encadear palavras, frases e deduções. Por outro, ignora-se com frequência que o vocabulário (NB: Abecedário...) encerra os tesouros do pensamento. Augusto Conte apresentou alguns exemplos de palavras chaves, ricas em tais significados, tais como coração, povo, mau, necessidade, gosto, graça, arrependimento, parlamento, constituição e outras. Em todos os verbetes consagrados pelo uso depara-se com uma lição de coisas (?) e um assunto ou tema sobre a humanidade.
5- É necessário então constatar que os produtos da linguagem, sobretudo aquelas que foram objeto de algum culto, encerram algo mais do que parecem anunciar e são enigmas não menos importantes que as estátuas dos deuses. O método que eu chamaria de piedoso (pieuse) ou religioso é sempre a suposição de que todas as religiões são verdadeiras. Discordo de Pascal por ter afirmado que a única religião que obteve resultado s é aquela que lutou contra a natureza e contra as demonstrações. Tanto Pascal, como outros, que se declaram fiéis (religiosos ou crentes) não chegam a acreditar. Neles há geometria demais, ou para dizer de outro jeito, são muito pouco pagãos para serem cristãos.Dia 25/07/10- Viegas, o prolixo sem remédio.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
MEDITAÇÕES (X)
DIGRESSÕES (3)
Autores citados por Alain - (Introdução).
1-HERÓDOTO (485 a 429 a.C
-Nasceu em Halicarnasso, hoje Bodrum, na Turquia. É chamado o “Pai da História”, porque foi o primeiro a registrar o passado num estilo novo, por ele criado.
- Considerava a História como instrumento de divulgação do comportamento humano no passado. Era também geógrafo. O assunto principal de sua obra versou sobre a guerra dos Persas, sob o reinado de Xerxes. Viajou muito, mas viveu mais tempo em Atenas.
- OBRAS –
- Seus livros foram escritos em dialeto jônico e estabelecidos pelos alexandrinos. O conjunto da obras ficou intitulado HISTÓRIAS, divididO em nove livros, além de prólogo e epílogo. Cada livro levava o nome de uma das Musas, na seguinte ordem: Clio, Euterpe, Tália, Melpômene, Perpsícore, Erato. Polímnia, Urânia e Calíope.
- LEMBRETE sobre as Musas. Elas eram filhas de Júpiter e de Minemósine (deusa da Memória). CLIO, a proclamadora, que encima o primeiro livro, é a encarregada da História. Na sua figuração, carrega um pergaminho ou uma sacola de livros(?). EUTERPE, a doadora de prazeres, patrocina a música e anda com uma flauta. TÁLIA, a que faz brotar as flores, é a protetora da Comédia, e se apresenta de máscara cômica, com uma coroa de hera e um bastão. MELPÔMENE, a poetisa, é a musa da Tragédia, e aparece de máscara, grinalda e uma clava (tacape). PERPSÍCORE, a rodopiante, patrocina a dança, e tem nas mãos uma lira e uma palheta. ERATO, a amável, musa da poesia lírica e do amor, leva uma pequena lira. POLÍMNIA, a que canta muitos hinos, é a protetora da música de cerimônias religiosas e se esconde sob um véu. URÂNIA, a celestial, é a musa das Astronomia, carrega um mapa dos céus e um compasso. CALÍOPE, a bela voz, protege a eloqüência, e se apresenta com uma tabuleta e um buril. Calíope seria a chefe das musas, com o meu voto.
PENSAMENTOS DE HERÓDOTO
-Para ele as divindades são a fonte das incertezas. Elas são invejosas e a causa de perturbações entre os mortais. Nesse pormenor, parece que Heródoto repete as idéias de seu amigo ÉSQUILO. Essa inveja, atribuída aos deuses, que poderia ter alguma semelhança com o determinismo ou destino, não tira a liberdade humana. Para vencer os deuses o caminho dos mortais é a prática da justiça, da piedade (?) e da modéstia, que seriam as virtudes ensinadas nas tragédias também de Sófocles e Eurípedes.
2-ÉSQUILO (525 a 456 a.C.)
Poeta trágico e fundador desse estilo.
Principal obra: Prometeu Acorrentado.
PENSAMENTOS: Falseando a verdade, grande parte dos homens prefere antes parecer a ser; Há poucos homens capazes de prestar homenagem ao sucesso de um amigo, sem qualquer inveja; O sucesso, entre os mortais, é mais do que um deus.
3- SÓFOCLES (497 a 405 a.C.)
Era um dramaturgo e suas obras principais foram: Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona.
PENSAMENTOS: Os males mais terríveis são aqueles que cada um faz a si mesmo; não existe testemunha mais terrível, nem acusador mais poderoso do que a consciência que habita em nós.
4- EURÍPEDES - (485 a 406 a.C.)
-Nasceu em Salamina e faleceu na Macedônia. Era um poeta trágico. De suas inúmeras obras só restaram dezoito. Parece que levou uma vida de muita austeridade e não era sociável. Foi chamado de filósofo do teatro. Afirmava que os mitos, que ele sempre usava nas tragédias, eram apenas coleções de lendas. A função dos mitos seria manter crenças primitivas. Abordou,em suas tragédias,questões psicológicas, mitos e os sentimentos dos derrotados.
-OBRAS PRINCIPAIS: As Troianas, Medeia, As Bacantes, Electra, Helena, Orestes, As Fenícias, Ifigênia em Táurida e Ifigênia em Áulida, entre outras.
FRASES: Na riqueza nunca faltam amigos; Fala se tens palavras mais fortes do que o silêncio; O tempo dirá tudo à posteridade. É um falador. Fala mesmo quando não é perguntado; o homem que criou a idéia de Deus foi um gênio. Dia 21/07/10 - Viegas
Autores citados por Alain - (Introdução).
1-HERÓDOTO (485 a 429 a.C
-Nasceu em Halicarnasso, hoje Bodrum, na Turquia. É chamado o “Pai da História”, porque foi o primeiro a registrar o passado num estilo novo, por ele criado.
- Considerava a História como instrumento de divulgação do comportamento humano no passado. Era também geógrafo. O assunto principal de sua obra versou sobre a guerra dos Persas, sob o reinado de Xerxes. Viajou muito, mas viveu mais tempo em Atenas.
- OBRAS –
- Seus livros foram escritos em dialeto jônico e estabelecidos pelos alexandrinos. O conjunto da obras ficou intitulado HISTÓRIAS, divididO em nove livros, além de prólogo e epílogo. Cada livro levava o nome de uma das Musas, na seguinte ordem: Clio, Euterpe, Tália, Melpômene, Perpsícore, Erato. Polímnia, Urânia e Calíope.
- LEMBRETE sobre as Musas. Elas eram filhas de Júpiter e de Minemósine (deusa da Memória). CLIO, a proclamadora, que encima o primeiro livro, é a encarregada da História. Na sua figuração, carrega um pergaminho ou uma sacola de livros(?). EUTERPE, a doadora de prazeres, patrocina a música e anda com uma flauta. TÁLIA, a que faz brotar as flores, é a protetora da Comédia, e se apresenta de máscara cômica, com uma coroa de hera e um bastão. MELPÔMENE, a poetisa, é a musa da Tragédia, e aparece de máscara, grinalda e uma clava (tacape). PERPSÍCORE, a rodopiante, patrocina a dança, e tem nas mãos uma lira e uma palheta. ERATO, a amável, musa da poesia lírica e do amor, leva uma pequena lira. POLÍMNIA, a que canta muitos hinos, é a protetora da música de cerimônias religiosas e se esconde sob um véu. URÂNIA, a celestial, é a musa das Astronomia, carrega um mapa dos céus e um compasso. CALÍOPE, a bela voz, protege a eloqüência, e se apresenta com uma tabuleta e um buril. Calíope seria a chefe das musas, com o meu voto.
PENSAMENTOS DE HERÓDOTO
-Para ele as divindades são a fonte das incertezas. Elas são invejosas e a causa de perturbações entre os mortais. Nesse pormenor, parece que Heródoto repete as idéias de seu amigo ÉSQUILO. Essa inveja, atribuída aos deuses, que poderia ter alguma semelhança com o determinismo ou destino, não tira a liberdade humana. Para vencer os deuses o caminho dos mortais é a prática da justiça, da piedade (?) e da modéstia, que seriam as virtudes ensinadas nas tragédias também de Sófocles e Eurípedes.
2-ÉSQUILO (525 a 456 a.C.)
Poeta trágico e fundador desse estilo.
Principal obra: Prometeu Acorrentado.
PENSAMENTOS: Falseando a verdade, grande parte dos homens prefere antes parecer a ser; Há poucos homens capazes de prestar homenagem ao sucesso de um amigo, sem qualquer inveja; O sucesso, entre os mortais, é mais do que um deus.
3- SÓFOCLES (497 a 405 a.C.)
Era um dramaturgo e suas obras principais foram: Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona.
PENSAMENTOS: Os males mais terríveis são aqueles que cada um faz a si mesmo; não existe testemunha mais terrível, nem acusador mais poderoso do que a consciência que habita em nós.
4- EURÍPEDES - (485 a 406 a.C.)
-Nasceu em Salamina e faleceu na Macedônia. Era um poeta trágico. De suas inúmeras obras só restaram dezoito. Parece que levou uma vida de muita austeridade e não era sociável. Foi chamado de filósofo do teatro. Afirmava que os mitos, que ele sempre usava nas tragédias, eram apenas coleções de lendas. A função dos mitos seria manter crenças primitivas. Abordou,em suas tragédias,questões psicológicas, mitos e os sentimentos dos derrotados.
-OBRAS PRINCIPAIS: As Troianas, Medeia, As Bacantes, Electra, Helena, Orestes, As Fenícias, Ifigênia em Táurida e Ifigênia em Áulida, entre outras.
FRASES: Na riqueza nunca faltam amigos; Fala se tens palavras mais fortes do que o silêncio; O tempo dirá tudo à posteridade. É um falador. Fala mesmo quando não é perguntado; o homem que criou a idéia de Deus foi um gênio. Dia 21/07/10 - Viegas
segunda-feira, 19 de julho de 2010
MEDITAÇÕES IX
MEDITAÇÕES – IX -
Introdução, pág. 20 a 21.
LINGUAGEM (1)
1- De início, vamos falar apenas sobre o que se pode chamar de aspecto externo da linguagem. A linguagem é algo natural como o fígado ou os rins. Nada me fará acreditar que linguagem, usada na fala ou na mímica, deixe de revelar algo sobre a estrutura e a condição humanas. Apesar das inclinações para a dúvida, pretendo refletir sobre a linguagem dos gestos, os escritos que tentam registrá-los e também sobre o canto ou o grito modulado.
2- A marca que o homem, e também os animais, deixam na relva aonde venham a dormir, escreve mensagens. Elas ficam nos sinais que sulcam o leito. Algo parecido com perícia criminal... De qualquer maneira, essa escrita não é fácil de ser lida. É por isso que as artes plásticas carregam aspectos enigmáticos.
3- O homem é um enigma em movimento. Cada qual o é para si mesmo. Os vestígios do ser humano permanecem, às vezes, indeléveis, nas suas pegadas, nas abóbadas e nos templos. A passagem do ser humano no espaço terrestre não se afigura como tabula rasa. E sobre esses rabiscos e sinais os pesquisadores irão meditar interminavelmente. Eles assinalam um momento do racional. E esse é o objetivo principal do presente livro.
4-Esses sinais mais relevantes são realmente deuses. Não quero afirmar que os vestígios do vivente humano nada tenham a ver com sua verdade ou história. Nem que o homem seja sempre divino em suas atividades. Em algumas, brilham a comicidade e a farsa. Não estou aqui falando sobre a verdade do homem e de sua história.
5- As grandes obras são aquelas que se tornaram centro de orações, de milagres e de peregrinação. O fiel ou devoto, perante essas realizações do homem, fica extasiado. Nesse lugar e momento, ele se reconcilia com a sua verdadeira, para ele, condição. E empolga-se para descobrir um caminho que possa levá-lo a uma vida melhor, a seu modo de ver.
6- Essas obras-primas se conservam e os artistas procuram imitá-las, isto é, figurar aquele instante do homem e de sua verdade, em réplicas de acordo com seus próprios recursos. Mas a inveja produz apenas imitações sem vida. A admiração talvez possa realizar, por outro lado, respeitáveis obras-primas. As cópias imperfeitas se denunciam por si mesmas, ainda que a história possa descobrir, nelas embutidas, verdades profundas que revelam qualidades do ser humano. Mas o que essa digressão teria a ver com a linguagem? A resposta é simples: tudo. Gestos, pegadas, gritos modulados, esculturas, pinturas rupestres, tudo é linguagem. Cada ser humano usou e usa para se comunicar o que lhe é accessível, em cada fase da história.
7- Mas a linguagem falada ou cantada contém mais aspectos obscuros e enigmáticos. Isso fica para a próxima conversa. Então ficam na reserva: Linguagem (2), Contestação e outros autores citados. Viegas
Introdução, pág. 20 a 21.
LINGUAGEM (1)
1- De início, vamos falar apenas sobre o que se pode chamar de aspecto externo da linguagem. A linguagem é algo natural como o fígado ou os rins. Nada me fará acreditar que linguagem, usada na fala ou na mímica, deixe de revelar algo sobre a estrutura e a condição humanas. Apesar das inclinações para a dúvida, pretendo refletir sobre a linguagem dos gestos, os escritos que tentam registrá-los e também sobre o canto ou o grito modulado.
2- A marca que o homem, e também os animais, deixam na relva aonde venham a dormir, escreve mensagens. Elas ficam nos sinais que sulcam o leito. Algo parecido com perícia criminal... De qualquer maneira, essa escrita não é fácil de ser lida. É por isso que as artes plásticas carregam aspectos enigmáticos.
3- O homem é um enigma em movimento. Cada qual o é para si mesmo. Os vestígios do ser humano permanecem, às vezes, indeléveis, nas suas pegadas, nas abóbadas e nos templos. A passagem do ser humano no espaço terrestre não se afigura como tabula rasa. E sobre esses rabiscos e sinais os pesquisadores irão meditar interminavelmente. Eles assinalam um momento do racional. E esse é o objetivo principal do presente livro.
4-Esses sinais mais relevantes são realmente deuses. Não quero afirmar que os vestígios do vivente humano nada tenham a ver com sua verdade ou história. Nem que o homem seja sempre divino em suas atividades. Em algumas, brilham a comicidade e a farsa. Não estou aqui falando sobre a verdade do homem e de sua história.
5- As grandes obras são aquelas que se tornaram centro de orações, de milagres e de peregrinação. O fiel ou devoto, perante essas realizações do homem, fica extasiado. Nesse lugar e momento, ele se reconcilia com a sua verdadeira, para ele, condição. E empolga-se para descobrir um caminho que possa levá-lo a uma vida melhor, a seu modo de ver.
6- Essas obras-primas se conservam e os artistas procuram imitá-las, isto é, figurar aquele instante do homem e de sua verdade, em réplicas de acordo com seus próprios recursos. Mas a inveja produz apenas imitações sem vida. A admiração talvez possa realizar, por outro lado, respeitáveis obras-primas. As cópias imperfeitas se denunciam por si mesmas, ainda que a história possa descobrir, nelas embutidas, verdades profundas que revelam qualidades do ser humano. Mas o que essa digressão teria a ver com a linguagem? A resposta é simples: tudo. Gestos, pegadas, gritos modulados, esculturas, pinturas rupestres, tudo é linguagem. Cada ser humano usou e usa para se comunicar o que lhe é accessível, em cada fase da história.
7- Mas a linguagem falada ou cantada contém mais aspectos obscuros e enigmáticos. Isso fica para a próxima conversa. Então ficam na reserva: Linguagem (2), Contestação e outros autores citados. Viegas
segunda-feira, 12 de julho de 2010
DIGRESSÕES - 2-
MEDITAÇÕES –VIII –
DIGRESSÕES – 2 –
1 – JOSEPH ERNEST RENAN (1 823 /1 892)
- Nasceu no norte da França, na região da Bretanha. Formou-se em Filosofia e Letras. Iluminista. Professor no Colégio da França. Arqueólogo, historiador e filólogo. Estudou línguas semíticas e foi professor de hebraico. Duvidou da infalibilidade de Bíblia. Era anticlerical ferrenho.
- LIVROS. O futuro da ciência, Vida de Jesus e Dramas filosóficos entre outros.
- Sua tese de doutorado versou sobre Averróes.
- No seu livro sobre a Vida de Jesus defendia que o Cristo foi simplesmente um homem, sábio e admirável, mas não um deus. Por isso sofreu perseguições.
- FRASE IMPORANTE.
“A ciência proverá sempre a satisfação do desejo mais alto da nossa natureza, a curiosidade; fornecerá sempre ao homem o único meio que ele possui para melhorar a própria sorte”.
2 - DAVID HUME (1711/1776).
- Nasceu em Edimburgo, na Escócia. Iluminista. Segundo Bertrand Russel foi o maior dos filósofos britânicos. Defensor do empirismo, ao lado de Locke e Berkeley. Era opositor de Descartes. Considerava-se discípulo de Newton, quanto ao método de análise.
- LIVROS. Tratado da Natureza Humana, investigação sobre o Entendimento Humano e História Natural das Religiões, entre outros.
- N.B. Ofereceu asilo a Rousseau quando este foi perseguido. Nunca se casou.
- FRASES IMPORTANTES
“Que privilégio peculiar tem esta pequena agitação do cérebro que chamamos pensamento?”
“A razão é escrava das paixões”.
“A beleza das coisas existe na mente que as contempla”.
3 - MICHEL EYQUEM DE MONTAIGNE (1533/15920).
- Nasceu na França em Saint-Michel-de-Montainge.
- Refletiu sobre os dogmas de sua época referentes às instituições, opiniões e costumes. Era um humanista cético. Estudou direito e foi magistrado, mas a maior parte de sua foi de um recluso, estudando os problemas da humanidade.
- LIVRO. Escreveu ao que parece um apenas, intitulado Ensaios. A crítica às vezes insinua que sua obra é autobiográfica.
- FRASES
“Mesmo no mais alto trono do mundo estamos sempre sentados sobre o nosso rabo.”
“As palavras pertencem metade a quem profere e metade a quem ouve.”
“Os homens tendem a acreditar, sobretudo naquilo que menos compreendem.”
“Filosofar é duvidar”.
”O homem não é tão ferido pelo que acontece, mas sim por sua opinião sobre o que acontece.”
“Proibir algo é despertar o desejo.” Viegas, repetidor
DIGRESSÕES – 2 –
1 – JOSEPH ERNEST RENAN (1 823 /1 892)
- Nasceu no norte da França, na região da Bretanha. Formou-se em Filosofia e Letras. Iluminista. Professor no Colégio da França. Arqueólogo, historiador e filólogo. Estudou línguas semíticas e foi professor de hebraico. Duvidou da infalibilidade de Bíblia. Era anticlerical ferrenho.
- LIVROS. O futuro da ciência, Vida de Jesus e Dramas filosóficos entre outros.
- Sua tese de doutorado versou sobre Averróes.
- No seu livro sobre a Vida de Jesus defendia que o Cristo foi simplesmente um homem, sábio e admirável, mas não um deus. Por isso sofreu perseguições.
- FRASE IMPORANTE.
“A ciência proverá sempre a satisfação do desejo mais alto da nossa natureza, a curiosidade; fornecerá sempre ao homem o único meio que ele possui para melhorar a própria sorte”.
2 - DAVID HUME (1711/1776).
- Nasceu em Edimburgo, na Escócia. Iluminista. Segundo Bertrand Russel foi o maior dos filósofos britânicos. Defensor do empirismo, ao lado de Locke e Berkeley. Era opositor de Descartes. Considerava-se discípulo de Newton, quanto ao método de análise.
- LIVROS. Tratado da Natureza Humana, investigação sobre o Entendimento Humano e História Natural das Religiões, entre outros.
- N.B. Ofereceu asilo a Rousseau quando este foi perseguido. Nunca se casou.
- FRASES IMPORTANTES
“Que privilégio peculiar tem esta pequena agitação do cérebro que chamamos pensamento?”
“A razão é escrava das paixões”.
“A beleza das coisas existe na mente que as contempla”.
3 - MICHEL EYQUEM DE MONTAIGNE (1533/15920).
- Nasceu na França em Saint-Michel-de-Montainge.
- Refletiu sobre os dogmas de sua época referentes às instituições, opiniões e costumes. Era um humanista cético. Estudou direito e foi magistrado, mas a maior parte de sua foi de um recluso, estudando os problemas da humanidade.
- LIVRO. Escreveu ao que parece um apenas, intitulado Ensaios. A crítica às vezes insinua que sua obra é autobiográfica.
- FRASES
“Mesmo no mais alto trono do mundo estamos sempre sentados sobre o nosso rabo.”
“As palavras pertencem metade a quem profere e metade a quem ouve.”
“Os homens tendem a acreditar, sobretudo naquilo que menos compreendem.”
“Filosofar é duvidar”.
”O homem não é tão ferido pelo que acontece, mas sim por sua opinião sobre o que acontece.”
“Proibir algo é despertar o desejo.” Viegas, repetidor
MEDITAÇÕES VII -
MEDITAÇÕES –VII –
(págs. 19 a 20)
1 – Vamos conversar sobre crenças e dúvidas. Algumas pessoas acreditam que estão capacitadas para duvidar de algum relato, escrito ou falado. Mas nós somos mal preparados para a atitude de duvidar. O objeto de um relato é justamente aquilo que falta. O relato se refere a algo que, pelo menos, no momento da narração, não está presente. Por isso é impossível tornar esse objeto um fato experimentável. Os debates sobre tais relatos, como na tradição escolástica, restringem-se ao exercício de confirmar se a coisa narrada é ou não possível. É a praia do possível, do impossível, do provável, do que poderia ter siso se algumas condições tivessem acontecido. Essas discussões levaram e levam a conversas ridículas ou risíveis. Lembrei-me de Sócrates insistindo que uma vida sem questionamento não é digna de ser vivida. Alain enumera vários casos, citados por Hume e Renan, decorrentes de crenças simplórias e também do excesso de dúvidas. Pense no povo antigo, uns cinco séculos dantes de Cristo, refletir sobre a existência ou não de antípodas, numa terra que não se considerava redonda. E hoje ainda há gente dita civilizada que acredita em duendes, vivendo nas profundezas do planeta.
2- Por isso é bom sublinhar que a experiência e somente ela pode decidir sobre a realidade das coisas. Note-se que em ciência existe a figura da hipótese como método de pesquisa. Os apressados transformam hipóteses em certezas.
Quando se relata um milagre, ele não pode ser afirmado como real e nem mesmo negado. Negar um relato é perder tempo e a oportunidade de se instruir. Uma das consequências desse aprendizado é constatar o tamanho da credulidade humana e da tendência para vivenciar ilusões.
3- Mas não é dessa maneira que eu considero o espírito livre. Eu gostaria de acreditar, como Montaigne, em tudo que se narra, nos mínimos detalhes, desde que me seja reservado o direito a uma desconfiança do mesmo porte. Confiar desconfiando, como faziam os mineiros antigos. Essa atitude poderá esclarecer o tema principal do livro que é o fato de acreditarmos mais facilmente no que é contado do que naquilo que se vê. Por outro lado, o ser humano que não aprende a duvidar, corre o risco de se fechar fanaticamente naquilo que crê. O fanatismo é uma terrível limitação. Seja lá o que for,o fato é que o ser humano ainda hoje navega entre crenças primitivas e arranjos mentais sofisticados, e quase sempre inclinado a apreciar ilusões. Para muitos a realidade reside nas palavras.
NB. Mais uma vez o tema contestação foi postergado. Na próxima vez começaremos tratando de LINGUAGEM. Viegas, um crente enrustido.
(págs. 19 a 20)
1 – Vamos conversar sobre crenças e dúvidas. Algumas pessoas acreditam que estão capacitadas para duvidar de algum relato, escrito ou falado. Mas nós somos mal preparados para a atitude de duvidar. O objeto de um relato é justamente aquilo que falta. O relato se refere a algo que, pelo menos, no momento da narração, não está presente. Por isso é impossível tornar esse objeto um fato experimentável. Os debates sobre tais relatos, como na tradição escolástica, restringem-se ao exercício de confirmar se a coisa narrada é ou não possível. É a praia do possível, do impossível, do provável, do que poderia ter siso se algumas condições tivessem acontecido. Essas discussões levaram e levam a conversas ridículas ou risíveis. Lembrei-me de Sócrates insistindo que uma vida sem questionamento não é digna de ser vivida. Alain enumera vários casos, citados por Hume e Renan, decorrentes de crenças simplórias e também do excesso de dúvidas. Pense no povo antigo, uns cinco séculos dantes de Cristo, refletir sobre a existência ou não de antípodas, numa terra que não se considerava redonda. E hoje ainda há gente dita civilizada que acredita em duendes, vivendo nas profundezas do planeta.
2- Por isso é bom sublinhar que a experiência e somente ela pode decidir sobre a realidade das coisas. Note-se que em ciência existe a figura da hipótese como método de pesquisa. Os apressados transformam hipóteses em certezas.
Quando se relata um milagre, ele não pode ser afirmado como real e nem mesmo negado. Negar um relato é perder tempo e a oportunidade de se instruir. Uma das consequências desse aprendizado é constatar o tamanho da credulidade humana e da tendência para vivenciar ilusões.
3- Mas não é dessa maneira que eu considero o espírito livre. Eu gostaria de acreditar, como Montaigne, em tudo que se narra, nos mínimos detalhes, desde que me seja reservado o direito a uma desconfiança do mesmo porte. Confiar desconfiando, como faziam os mineiros antigos. Essa atitude poderá esclarecer o tema principal do livro que é o fato de acreditarmos mais facilmente no que é contado do que naquilo que se vê. Por outro lado, o ser humano que não aprende a duvidar, corre o risco de se fechar fanaticamente naquilo que crê. O fanatismo é uma terrível limitação. Seja lá o que for,o fato é que o ser humano ainda hoje navega entre crenças primitivas e arranjos mentais sofisticados, e quase sempre inclinado a apreciar ilusões. Para muitos a realidade reside nas palavras.
NB. Mais uma vez o tema contestação foi postergado. Na próxima vez começaremos tratando de LINGUAGEM. Viegas, um crente enrustido.
domingo, 11 de julho de 2010
PERGUNTA SOLTA
Alain escreveu à página 19 da Introdução:" On n´évitara pas,en ce genre de recherches, la ridicule idée d´un Renan,qui donne comme impossible qu´une jambe coupée repousse, alors que l´on sait u´une patte d´écrevisse repousse." O assunto é a capacidade humana para duvidar de relatos falados ou escritos.Seria brincadeira?
Como entenderam a crítica a Renan? Beth, você está com a palavra possível ou impossível. Até a próxima. Viegas
Como entenderam a crítica a Renan? Beth, você está com a palavra possível ou impossível. Até a próxima. Viegas
segunda-feira, 5 de julho de 2010
MEDITAÇÕES SOBRE ALAIN
MEDITAÇÕES - V -
DIGRESSÕES (1)
Preparando caminhos para o melhor entendimento dos textos de Alain, é conveniente alguma atenção aos autores por ele citados. No momento reporto-me à Introdução (págs. 15 a 23).
1-AUTORES CITADOS.
Aristóteles, Balzac, Descartes, Espinosa, Homero, Hume, Montaigne, Montesquieu, Pascal, Renan, Sevigné, Stendhal, Thales e Voltaire.
2 - VERBETES COM VISTAS AO ABECEDÁRIO
Amizade, amor, deuses, emoção, esperança, felicidade, inveja, lógica, medo, sentimento, religião.
ARISTÓTELES (384-322 a.C.)
1-Nasceu em Estagira, na Macedônia, filho de Nicômano, médico famoso. Casou-se duas vezes e teve um filho chamado Nicômano, em homenagem ao avô. Foi preceptor de Alexandre Mágno.
2-Criador do pensamento lógico. Conheceu Platão. Fundou sua escola, dedicada ao estudo das ciências físicas. Para ele, a base do conhecimento é a experimentação dos fenômenos da natureza.
3-Conta-se que escreveu uns 120 livros, dos quais se mencionam com destaque, Ética a Nicômano, O homem de Gênio e a Melancolia, Física, Metafísica, Sobre a Alma, Retórica das
Paixões e Órganon, entre uns vintes que sobraram.
4 - Ensinamentos: A matéria (os quatro elementos) é potência (em oposição a ato). Por isso tem a capacidade de assumir ou receber alguma forma (processo de individuação). Suas conclusões filosóficas partem exclusivamente da observação minuciosa da natureza, da sociedade e dos indivíduos. Foi o primeiro enciclopedista da história.
Na idade média alguns o consideravam materialista e até ateu. Algumas dessas pechas sobraram para Tomás e Aquino. Contudo Cícero dizia que o estilo literário do estagirita era um “rio de outro”. Augusto Comte o chamava de “príncipe eterno dos verdadeiros filósofos” e Averróes dizia que ele era o “preceptor da inteligência humana”. Portanto, elogios também não faltam.
5 – FRASES
“A principal qualidade do estilo é a clareza”.
“O homem livre é Senhor de sua vontade e escravo somente da própria consciência”
“A felicidade não se encontra nos bens exteriores”.
“A felicidade é para quem se basta a si próprio”.
“A dúvida é o princípio da sabedoria”.
“Nunca existiu uma grande inteligência sem uma via de loucura”.
“A esperança é o sonho do homem acordado”.
“O homem solitário é um animal selvagem ou um deus”.
“A vantagem que carrega o mentiroso é que não é acreditado mesmo quando diz a verdade”.
Dia 03/07/10
Ob.: DÚVIDA E CONTESTAÇÃO aguardam outros encontros. Viegas
DIGRESSÕES (1)
Preparando caminhos para o melhor entendimento dos textos de Alain, é conveniente alguma atenção aos autores por ele citados. No momento reporto-me à Introdução (págs. 15 a 23).
1-AUTORES CITADOS.
Aristóteles, Balzac, Descartes, Espinosa, Homero, Hume, Montaigne, Montesquieu, Pascal, Renan, Sevigné, Stendhal, Thales e Voltaire.
2 - VERBETES COM VISTAS AO ABECEDÁRIO
Amizade, amor, deuses, emoção, esperança, felicidade, inveja, lógica, medo, sentimento, religião.
ARISTÓTELES (384-322 a.C.)
1-Nasceu em Estagira, na Macedônia, filho de Nicômano, médico famoso. Casou-se duas vezes e teve um filho chamado Nicômano, em homenagem ao avô. Foi preceptor de Alexandre Mágno.
2-Criador do pensamento lógico. Conheceu Platão. Fundou sua escola, dedicada ao estudo das ciências físicas. Para ele, a base do conhecimento é a experimentação dos fenômenos da natureza.
3-Conta-se que escreveu uns 120 livros, dos quais se mencionam com destaque, Ética a Nicômano, O homem de Gênio e a Melancolia, Física, Metafísica, Sobre a Alma, Retórica das
Paixões e Órganon, entre uns vintes que sobraram.
4 - Ensinamentos: A matéria (os quatro elementos) é potência (em oposição a ato). Por isso tem a capacidade de assumir ou receber alguma forma (processo de individuação). Suas conclusões filosóficas partem exclusivamente da observação minuciosa da natureza, da sociedade e dos indivíduos. Foi o primeiro enciclopedista da história.
Na idade média alguns o consideravam materialista e até ateu. Algumas dessas pechas sobraram para Tomás e Aquino. Contudo Cícero dizia que o estilo literário do estagirita era um “rio de outro”. Augusto Comte o chamava de “príncipe eterno dos verdadeiros filósofos” e Averróes dizia que ele era o “preceptor da inteligência humana”. Portanto, elogios também não faltam.
5 – FRASES
“A principal qualidade do estilo é a clareza”.
“O homem livre é Senhor de sua vontade e escravo somente da própria consciência”
“A felicidade não se encontra nos bens exteriores”.
“A felicidade é para quem se basta a si próprio”.
“A dúvida é o princípio da sabedoria”.
“Nunca existiu uma grande inteligência sem uma via de loucura”.
“A esperança é o sonho do homem acordado”.
“O homem solitário é um animal selvagem ou um deus”.
“A vantagem que carrega o mentiroso é que não é acreditado mesmo quando diz a verdade”.
Dia 03/07/10
Ob.: DÚVIDA E CONTESTAÇÃO aguardam outros encontros. Viegas
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Les Dieux
Estou me deliciando com a leitura do Alain e agora mesmo interrompo para refletir sobre o que ele escreve no cap. I, Aladin, Autrefois, pag. 18, 19 e 20, muito profundo. Adorei que ele tenha chamado sua obra de Iniciação ao erro.
Abraços, SSilv
Abraços, SSilv
segunda-feira, 21 de junho de 2010
MEDITAÇÕES (IV)
1- Quando nossas imagens derivam dos movimentos do corpo e das paixões que deles resultam, a dificuldade de conhecer com exatidão é muito diferente. Um bom exemplo são os sentimentos de medo e de esperança. O medo, falando genericamente, é um tipo de emoção que nos afeta. O olho cansado vê manchas, os ouvidos misturam ruídos com os próprios sussurros. Tapando as minhas orelhas sinto um silêncio que não existe. A imaginação, perante qualquer obra de arte, recua e até desparece de repente.
2- A lua em si permanece sempre a mesma, na alvorada e ao entardecer. Ninguém fica assombrado com essas ilusões. Será que, neste exemplo, Alain estaria concordando com Spinoza? Quais seriam as consequências dessa ilusão? A física ensina apenas que no caso o erro não está onde se acredita. Allain alega que nem sempre é entendido ou que talvez não consiga ser suficientemente claro, quando trata da lua. O que ele está vendo que escapa à percepção dos leitores? Alain, talvez como hipótese de trabalho, acha que o tamanho da lua no horizonte derivaria de um leve movimento de medo ou de surpresa? E prossegue, lembrando que a imaginação, toda ela, está no corpo humano (pág.16) e consiste somente nos movimentos desse corpo, pelo menos como instrumento. Essa referência a “instrumento” seria uma homenagem ao dualismo? Mais emocionante que o nascer da lua seria a vertigem. Ela nos invade e parece que nos arremessa em um abismo. Essa aparência pavorosa de precipício iminente de onde vem? Como isso acontece?
3 – As coisas que nós deformamos, com nosso olhar, não afetam em nada as coisas em si mesmas (pág.17). A mudança é puramente imaginária. É apenas uma atitude de corpo, uma espécie de mímica. Enfim, permanecendo sempre as mesmas, elas só variam por causa dos ângulos de visão, pelas condições de luz e pelas nossas disposições de humor. Alain arrisca uma conclusão, dizendo que essa análise elaborada até agora pode nos esclarecer sobre a natureza dos deuses (pág.17). É nesse invisível que procuramos nossas principais emoções, que transportamos às coisas com as quais convivemos. Talvez seja por isso que Thales teria afirmado que tudo está cheio de deus.
4 – Farei agora uma curta digressão. Thales, (+ ou – 640 a 550 A.C.), comerciante rico, de origem fenícia, pré-socrático, foi o primeiro filósofo do ocidente. Estudou no Egito. Ensinava que a água é a substância original de todas as coisas. Aristóteles, em um de seus livros, afirmou que a alma estava misturada com o todo da pessoa, lembrando Thales que afirmara que todas as coisas estão repletas de deuses, e provavelmente supunha que a alma tinha movimentos, como o imã que atrai o ferro. E o teorema de Thales? Ele teria previsto um eclipse? Ele iniciou o método de demonstração por prova, usando o conceito de dedução na ciência. Conseguiu medir a altura da pirâmide de Quéops. São célebres algumas frases que lhe são atribuídas. Por causa de nosso tema, destaco as seguintes: A esperança é o único bem comum a todos aqueles que nada mais têm, mas ainda a possuem: e outra; “ a coisa de maior extensão no mundo( quem está em quem ?) é o universo; a mais rápida é o pensamento; a mais sábia é o tempo; e a mais agradável é realizar a vontade de Deus ( no singular ou no plural ?). Lembrei-me que o apóstolo Paulo, judeu e cidadão romano, disse que os cristãos , vivem, movimentam-se e existem em Cristo que é Deus. Deus não está mundo. Os cristãos e o mundo é que estão em Deus. Já falamos, em outra oportunidade que, para Spinoza, o pensamento e a extensão seriam afecções da Substância divina. A nave do universo seria Deus e nós flutuamos com ela em boa companhia. Essas
imagens e reflexões me parecem que eram como picumãs de chaminé que coçavam as meditações de Alain. Até a próxima. (21/06/10).Viegas, travestido de maestro
2- A lua em si permanece sempre a mesma, na alvorada e ao entardecer. Ninguém fica assombrado com essas ilusões. Será que, neste exemplo, Alain estaria concordando com Spinoza? Quais seriam as consequências dessa ilusão? A física ensina apenas que no caso o erro não está onde se acredita. Allain alega que nem sempre é entendido ou que talvez não consiga ser suficientemente claro, quando trata da lua. O que ele está vendo que escapa à percepção dos leitores? Alain, talvez como hipótese de trabalho, acha que o tamanho da lua no horizonte derivaria de um leve movimento de medo ou de surpresa? E prossegue, lembrando que a imaginação, toda ela, está no corpo humano (pág.16) e consiste somente nos movimentos desse corpo, pelo menos como instrumento. Essa referência a “instrumento” seria uma homenagem ao dualismo? Mais emocionante que o nascer da lua seria a vertigem. Ela nos invade e parece que nos arremessa em um abismo. Essa aparência pavorosa de precipício iminente de onde vem? Como isso acontece?
3 – As coisas que nós deformamos, com nosso olhar, não afetam em nada as coisas em si mesmas (pág.17). A mudança é puramente imaginária. É apenas uma atitude de corpo, uma espécie de mímica. Enfim, permanecendo sempre as mesmas, elas só variam por causa dos ângulos de visão, pelas condições de luz e pelas nossas disposições de humor. Alain arrisca uma conclusão, dizendo que essa análise elaborada até agora pode nos esclarecer sobre a natureza dos deuses (pág.17). É nesse invisível que procuramos nossas principais emoções, que transportamos às coisas com as quais convivemos. Talvez seja por isso que Thales teria afirmado que tudo está cheio de deus.
4 – Farei agora uma curta digressão. Thales, (+ ou – 640 a 550 A.C.), comerciante rico, de origem fenícia, pré-socrático, foi o primeiro filósofo do ocidente. Estudou no Egito. Ensinava que a água é a substância original de todas as coisas. Aristóteles, em um de seus livros, afirmou que a alma estava misturada com o todo da pessoa, lembrando Thales que afirmara que todas as coisas estão repletas de deuses, e provavelmente supunha que a alma tinha movimentos, como o imã que atrai o ferro. E o teorema de Thales? Ele teria previsto um eclipse? Ele iniciou o método de demonstração por prova, usando o conceito de dedução na ciência. Conseguiu medir a altura da pirâmide de Quéops. São célebres algumas frases que lhe são atribuídas. Por causa de nosso tema, destaco as seguintes: A esperança é o único bem comum a todos aqueles que nada mais têm, mas ainda a possuem: e outra; “ a coisa de maior extensão no mundo( quem está em quem ?) é o universo; a mais rápida é o pensamento; a mais sábia é o tempo; e a mais agradável é realizar a vontade de Deus ( no singular ou no plural ?). Lembrei-me que o apóstolo Paulo, judeu e cidadão romano, disse que os cristãos , vivem, movimentam-se e existem em Cristo que é Deus. Deus não está mundo. Os cristãos e o mundo é que estão em Deus. Já falamos, em outra oportunidade que, para Spinoza, o pensamento e a extensão seriam afecções da Substância divina. A nave do universo seria Deus e nós flutuamos com ela em boa companhia. Essas
imagens e reflexões me parecem que eram como picumãs de chaminé que coçavam as meditações de Alain. Até a próxima. (21/06/10).Viegas, travestido de maestro
segunda-feira, 14 de junho de 2010
MEDITAÇÕES, ALAIN (III)
MEDITAÇÕES, ALAIN (III) – PÁG.14-
1 – Spinoza (1 632-1 677), um mestre difícil de ser seguido, afirma que não há nada de positivo no erro, talvez querendo afirmar que em Deus qualquer imaginação do homem é verdadeira. Fico desesperado, pois me julgo incapaz de uma intuição dessa sabedoria como sendo dos profetas vociferantes que se identificam com a reflexão do sábio. Mas essa idéia importante não pode ser deixada de lado ainda que, segundo penso, seria prudente adiar o estudo dessa citada intuição. Se eu estivesse de acordo, cisma Alain, teria de aceitar que todas as religiões são verdadeiras, o que impediria ao mesmo tempo o esforço de atualizá-las na medida do possível (pág.15).
Se eu conseguisse pensar os deuses, imaginando-me como um deles, to-dos eles seriam verdadeiros... Porém, permanecendo na condição huma-na, interrogando um deus depois de outro, uma aparência depois de ou-tra, melhor dizendo, uma aparição depois de outra, sempre procurando o verdadeiro atrás da imaginação, não estaria procurando a mesma coisa que a verdade da aparência. Não se trata, no caso de apenas ilusões de ótica, que não são negadas, mas confirmadas como tais. Qual a distância entre a especulação e a realidade cosmológica?
2- Alain preocupou-se com Spinoza. Muita erudição, especulações ou problema real? Pode-se dizer que o “mestre difícil de ser seguido” rompeu o dualismo corpo + alma, tão caro a Descartes e à tradição escolástica. Consequentemente, o pensamento e a extensão (espaço, corpo, movimento, tempo) são atributos da natureza que produziu o corpo pensante. Ele foi mais longe, Deus ou natureza são nomes da mesma realidade. E essa realidade (deus+ natureza) dispõe de infinitos atributos.
Nosso conhecido Damásio, (EM BUSCA DE ESPINOSA, pág.285) já comentava que o deus do “mestre” não era providente e nem concebido à imagem dos homens. Ele é a raiz de tudo que nossos sentidos atingem, mas é uma substância sem causa, eterna, com atributos infinitos. Ele nunca se apresentou aos homens para algum diálogo. Não se pode conversar com ele e nem ele deve ser temido porque não tem tempo parar distribuir castigos ou recompensas. A única coisa que precisamos temer é o nosso próprio comportamento. Hoje se diz ecologicamente que vimos fazendo muito mal ao planeta terra. Enfim, conhecer a natureza, que seria atributo de Deus, é única possível missão do homem. Talvez essa visão possa ajudar a explicar a profissão de Spinoza que era fabricar lentes para microscópios. Alain parece que tinha muito medo de Spinoza.
3 – Outro nosso conhecido, Marcelo Gleiser (A DANÇA DO UNI-VERSO) e passim lembra que Einstein , em 1947, escreveu que se aproximava de Spinoza, participando da “admiração pela beleza do mundo e pela simplicidade lógica de sua ordem e harmonia que podemos compreender”. Para Einstein e talvez Newton “adorar a natureza, estudá-la cientificamente era uma atitude religiosa”. De fato, enquanto viver for possível, não podemos quebrar ou romper nossas relações com o cosmo, de onde viemos. Depois da recordação dessas nossas antigas conversas voltaremos às preocupações de Alain.
Dia 12/06/10.
1 – Spinoza (1 632-1 677), um mestre difícil de ser seguido, afirma que não há nada de positivo no erro, talvez querendo afirmar que em Deus qualquer imaginação do homem é verdadeira. Fico desesperado, pois me julgo incapaz de uma intuição dessa sabedoria como sendo dos profetas vociferantes que se identificam com a reflexão do sábio. Mas essa idéia importante não pode ser deixada de lado ainda que, segundo penso, seria prudente adiar o estudo dessa citada intuição. Se eu estivesse de acordo, cisma Alain, teria de aceitar que todas as religiões são verdadeiras, o que impediria ao mesmo tempo o esforço de atualizá-las na medida do possível (pág.15).
Se eu conseguisse pensar os deuses, imaginando-me como um deles, to-dos eles seriam verdadeiros... Porém, permanecendo na condição huma-na, interrogando um deus depois de outro, uma aparência depois de ou-tra, melhor dizendo, uma aparição depois de outra, sempre procurando o verdadeiro atrás da imaginação, não estaria procurando a mesma coisa que a verdade da aparência. Não se trata, no caso de apenas ilusões de ótica, que não são negadas, mas confirmadas como tais. Qual a distância entre a especulação e a realidade cosmológica?
2- Alain preocupou-se com Spinoza. Muita erudição, especulações ou problema real? Pode-se dizer que o “mestre difícil de ser seguido” rompeu o dualismo corpo + alma, tão caro a Descartes e à tradição escolástica. Consequentemente, o pensamento e a extensão (espaço, corpo, movimento, tempo) são atributos da natureza que produziu o corpo pensante. Ele foi mais longe, Deus ou natureza são nomes da mesma realidade. E essa realidade (deus+ natureza) dispõe de infinitos atributos.
Nosso conhecido Damásio, (EM BUSCA DE ESPINOSA, pág.285) já comentava que o deus do “mestre” não era providente e nem concebido à imagem dos homens. Ele é a raiz de tudo que nossos sentidos atingem, mas é uma substância sem causa, eterna, com atributos infinitos. Ele nunca se apresentou aos homens para algum diálogo. Não se pode conversar com ele e nem ele deve ser temido porque não tem tempo parar distribuir castigos ou recompensas. A única coisa que precisamos temer é o nosso próprio comportamento. Hoje se diz ecologicamente que vimos fazendo muito mal ao planeta terra. Enfim, conhecer a natureza, que seria atributo de Deus, é única possível missão do homem. Talvez essa visão possa ajudar a explicar a profissão de Spinoza que era fabricar lentes para microscópios. Alain parece que tinha muito medo de Spinoza.
3 – Outro nosso conhecido, Marcelo Gleiser (A DANÇA DO UNI-VERSO) e passim lembra que Einstein , em 1947, escreveu que se aproximava de Spinoza, participando da “admiração pela beleza do mundo e pela simplicidade lógica de sua ordem e harmonia que podemos compreender”. Para Einstein e talvez Newton “adorar a natureza, estudá-la cientificamente era uma atitude religiosa”. De fato, enquanto viver for possível, não podemos quebrar ou romper nossas relações com o cosmo, de onde viemos. Depois da recordação dessas nossas antigas conversas voltaremos às preocupações de Alain.
Dia 12/06/10.
sábado, 5 de junho de 2010
MEDITAÇÕES, ALAIN (II)
INTRODUCÃO
1-Um conhecido, com veia filosófica, contou uma visão ou sonho. Viajava de trem, sentado do lado da janela, contemplando a paisagem. Vales, colinas, pastagens, outeiros e gente que vez por outra caminhava nas estradas. De repente, olhando firme através do vidro, respingado de gotas de chuva e flocos de neve, deparei-me com um monstro horrendo, de patas enormes, chifres ameaçadores, dentes ferozes à mostra, passeando sobre a paisagem. Olhei com mais atenção. Era uma vespa que pousara na vidraça. Esse curto momento de erro e engano me encantou. Os encontros inesperados tecem a beleza da existência.
Comentava então o bom filósofo. A verdade nos engana sobre nós mesmos. E o erro nos ensina bem mais adequadamente. Parece que todas as visões da história poderiam ser entendidas segundo esse exemplo simples. É uma felicidade (bonheur) surpreender nossas convicções velhas ou novas descobertas lá nas origens do nosso hábito de cismar.
Essa imagem ou pano de fundo serve de aperitivo para entender o sentido da pesquisa aqui empreendida.
Convém parar a roda do tempo, a fim de entrar num clima de reflexão. A doideira da rotatividade, da chuva de estímulos e da vontade de agarrar tudo num instante impede o pensar a origem, o percurso e a finalidade da existência. Parece que a procura da essência das coisas só acontece com as mentes dos maduros ou dos idosos que abandonaram a ânsia de dominar o mundo e os nossos vizinhos no planeta.
2- Em geral nós conhecemos as coisas através de vidraças. Não é possível contem-plar o sol sem lentes escuras. Para embaralhar o nosso conhecimento não é necessária a presença de uma vespa, pois antes de ela aparecer só chegávamos às coisas, através de uma vidraça. E mais ainda: essa vidraça se movimenta e nós no trem.
Essa pesquisa não pretende ficar só na instabilidade da vidraça que deforma o meu olhar. Vou além. Ultrapasso os borrões que embaçam o vidro em movimento. Quero acrescentar também a procura do lugar onde se situa a imaginação sobre a vidraça. Ela, também em movimento, deforma a realidade. A imaginação pertence ao movimento psíquico de conhecer.
Na verdade a vidraça seria eu mesmo. Parece que todo o movimento que faço, intencionalmente ou não, agindo por emoção, se estou com medo, se me altero pelo ato de respirar ou pela circulação do sangue, tudo isso modifica as imagens que durante a vida vou construído sobre o real, fora de mim. Será que se pode falar de erro nesse caso?
No fundo, os movimentos intemperantes ou exagerados, que o doido chega a produzir, levam-no a não saber onde está, o que deseja, o que vê e nem o que faz.
É bastante claro que, nesse sentido, nós todos somos um pouco malucos. Não é só por isso que as idéias aqui expostas nem sempre são claras e distintas.
3-A sabedoria, enquanto possível, tenta arrebatar do nosso conhecer todos os traços de nós mesmos, enfim, de nossa subjetividade. Chegar até ai parece ser o procedimento da ciência rigorosa. Chegar lá, não sem sofrimento, é o que faz compreender a ordem do abstrato haurido do concreto, que somos obrigados a admitir. É desvendar, inicialmente, em clima de contínuo espanto, quantidades e distâncias entre as coisas e seus sinais e depois, os movimentos, os efeitos dos choques e das descobertas, as combinações químicas de nosso íntimo. Tudo isso nos leva a entender penosamente um pouco dos movimentos da vida, até alcançar as nossas próprias paixões. Então se observa que a causa de nossos erros não foi eliminada senão provisoriamente. As perturbações do sujeito que conhece continuam participando das verdades positivas. Pelo que foi narrado, parece que tudo seria verdadeiro, mesmo as extravagâncias de um demente, se um dia soubéssemos tudo. Imagino que se esse dia chegar para alguém, ele poderia ser chamado de deus.
05/VI/10
1-Um conhecido, com veia filosófica, contou uma visão ou sonho. Viajava de trem, sentado do lado da janela, contemplando a paisagem. Vales, colinas, pastagens, outeiros e gente que vez por outra caminhava nas estradas. De repente, olhando firme através do vidro, respingado de gotas de chuva e flocos de neve, deparei-me com um monstro horrendo, de patas enormes, chifres ameaçadores, dentes ferozes à mostra, passeando sobre a paisagem. Olhei com mais atenção. Era uma vespa que pousara na vidraça. Esse curto momento de erro e engano me encantou. Os encontros inesperados tecem a beleza da existência.
Comentava então o bom filósofo. A verdade nos engana sobre nós mesmos. E o erro nos ensina bem mais adequadamente. Parece que todas as visões da história poderiam ser entendidas segundo esse exemplo simples. É uma felicidade (bonheur) surpreender nossas convicções velhas ou novas descobertas lá nas origens do nosso hábito de cismar.
Essa imagem ou pano de fundo serve de aperitivo para entender o sentido da pesquisa aqui empreendida.
Convém parar a roda do tempo, a fim de entrar num clima de reflexão. A doideira da rotatividade, da chuva de estímulos e da vontade de agarrar tudo num instante impede o pensar a origem, o percurso e a finalidade da existência. Parece que a procura da essência das coisas só acontece com as mentes dos maduros ou dos idosos que abandonaram a ânsia de dominar o mundo e os nossos vizinhos no planeta.
2- Em geral nós conhecemos as coisas através de vidraças. Não é possível contem-plar o sol sem lentes escuras. Para embaralhar o nosso conhecimento não é necessária a presença de uma vespa, pois antes de ela aparecer só chegávamos às coisas, através de uma vidraça. E mais ainda: essa vidraça se movimenta e nós no trem.
Essa pesquisa não pretende ficar só na instabilidade da vidraça que deforma o meu olhar. Vou além. Ultrapasso os borrões que embaçam o vidro em movimento. Quero acrescentar também a procura do lugar onde se situa a imaginação sobre a vidraça. Ela, também em movimento, deforma a realidade. A imaginação pertence ao movimento psíquico de conhecer.
Na verdade a vidraça seria eu mesmo. Parece que todo o movimento que faço, intencionalmente ou não, agindo por emoção, se estou com medo, se me altero pelo ato de respirar ou pela circulação do sangue, tudo isso modifica as imagens que durante a vida vou construído sobre o real, fora de mim. Será que se pode falar de erro nesse caso?
No fundo, os movimentos intemperantes ou exagerados, que o doido chega a produzir, levam-no a não saber onde está, o que deseja, o que vê e nem o que faz.
É bastante claro que, nesse sentido, nós todos somos um pouco malucos. Não é só por isso que as idéias aqui expostas nem sempre são claras e distintas.
3-A sabedoria, enquanto possível, tenta arrebatar do nosso conhecer todos os traços de nós mesmos, enfim, de nossa subjetividade. Chegar até ai parece ser o procedimento da ciência rigorosa. Chegar lá, não sem sofrimento, é o que faz compreender a ordem do abstrato haurido do concreto, que somos obrigados a admitir. É desvendar, inicialmente, em clima de contínuo espanto, quantidades e distâncias entre as coisas e seus sinais e depois, os movimentos, os efeitos dos choques e das descobertas, as combinações químicas de nosso íntimo. Tudo isso nos leva a entender penosamente um pouco dos movimentos da vida, até alcançar as nossas próprias paixões. Então se observa que a causa de nossos erros não foi eliminada senão provisoriamente. As perturbações do sujeito que conhece continuam participando das verdades positivas. Pelo que foi narrado, parece que tudo seria verdadeiro, mesmo as extravagâncias de um demente, se um dia soubéssemos tudo. Imagino que se esse dia chegar para alguém, ele poderia ser chamado de deus.
05/VI/10
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Alain
Agradou-mme muito a escolha de um assunto concreto para segurar as pontas. "Deuses" dá espaço para tudo, e refletir, meditar sobre o conteúdo do livro posso fazer onde estou agora, embora minha vontade de sair corrredo mundo afora seja grande; e daqui mesmo, desse espaço, poderei participar das reflexões do grupo.
Muito bom Viegas. Beijos a todos.
SSilv
Muito bom Viegas. Beijos a todos.
SSilv
domingo, 30 de maio de 2010
ALAIN, DEUSES (I)
MEDITAÇÕES DE ALAIN
Sobre deuses, mitos e fábulas
APRESENTAÇÃO
O francês Alain se chamava Émile Chartier. Nascido em Mortagne-Perche, 1868, morreu em 1951 na cidade de Vésinet(1). Professor e jornalista, ele era um filoso-fo. Pouco conhecido em seu tempo. Era citado com frequência nos escritos e semi-nários de Jacques Lacan. Pretendo compartilhar essas meditações que faço no sobre o livro de Alain (2) com meus amigos e conhecidos interessados em reflexões sobre temas polêmicos.
O autor
I – DEUSES
DEDICATÓRIA
Alain dedicou a seu livro a Mme Morre-Lambelin. Afirma que começou a perceber melhor o significado dos mitos e a ligação deles com a linguagem (1). Não agüentou. Resolveu escrever seu livro, ainda que suas idéias estivessem um tanto obscuras e confusas. Ligeiramente pretensioso, ele se propunha a abordar problemas religiosos que estariam naquele momento perdidos na história. Achava ele que a chave das religiões seria um vazio assombroso que se esconde atrás das metáforas.
Esse vazio provoca o medo, sobretudo nas crianças, que sempre temem o desconhecido. Esse invisível, se for possível figurá-lo fisicamente, é o Deus dos Deuses, em outras palavras, é nada (2). Então participo da certeza de que muitas das nossas primeiras impressões do tempo da infância não têm início em algo real ou físico. A natureza que está longe ou perto, ao alcance dos sentidos visível ou escondida, pequena ou grande, continua sempre a mesma. Será que os leitores concordam com essa sugestão? Em outras palavras, nossos pensamentos são moldados pela realidade da natureza que nós vemos e sentimos e na qual estamos mergulhados. Não faltam pessoas que se colocam acima da terra, do sistema solar e até do universo invisível. São os queridinhos dos deuses que eles esmo inventaram, na falta de outras soluções menos fantasiosas.
É assim que talvez se possa explicar a terceira dimensão da metáfora, que não se identifica com o carregador de malas no lobby e um hotel. Ri-se de uma imagem, mas não da palavra. A gente esquece que ela também é um tipo de imagem ou sinal. (à couteaux tirés...) O verdadeiro nome da palavra mergulhada em metá-foras é poesia. Meditar, refletir, pensar, entregar-se a devaneios é o apogeu do uso da razão ou da mente. Mas pode ser também um pesadelo. Que os deuses nos ensinem o uso do juízo e do raciocínio.
O autor.
(30/05/10
Sobre deuses, mitos e fábulas
APRESENTAÇÃO
O francês Alain se chamava Émile Chartier. Nascido em Mortagne-Perche, 1868, morreu em 1951 na cidade de Vésinet(1). Professor e jornalista, ele era um filoso-fo. Pouco conhecido em seu tempo. Era citado com frequência nos escritos e semi-nários de Jacques Lacan. Pretendo compartilhar essas meditações que faço no sobre o livro de Alain (2) com meus amigos e conhecidos interessados em reflexões sobre temas polêmicos.
O autor
I – DEUSES
DEDICATÓRIA
Alain dedicou a seu livro a Mme Morre-Lambelin. Afirma que começou a perceber melhor o significado dos mitos e a ligação deles com a linguagem (1). Não agüentou. Resolveu escrever seu livro, ainda que suas idéias estivessem um tanto obscuras e confusas. Ligeiramente pretensioso, ele se propunha a abordar problemas religiosos que estariam naquele momento perdidos na história. Achava ele que a chave das religiões seria um vazio assombroso que se esconde atrás das metáforas.
Esse vazio provoca o medo, sobretudo nas crianças, que sempre temem o desconhecido. Esse invisível, se for possível figurá-lo fisicamente, é o Deus dos Deuses, em outras palavras, é nada (2). Então participo da certeza de que muitas das nossas primeiras impressões do tempo da infância não têm início em algo real ou físico. A natureza que está longe ou perto, ao alcance dos sentidos visível ou escondida, pequena ou grande, continua sempre a mesma. Será que os leitores concordam com essa sugestão? Em outras palavras, nossos pensamentos são moldados pela realidade da natureza que nós vemos e sentimos e na qual estamos mergulhados. Não faltam pessoas que se colocam acima da terra, do sistema solar e até do universo invisível. São os queridinhos dos deuses que eles esmo inventaram, na falta de outras soluções menos fantasiosas.
É assim que talvez se possa explicar a terceira dimensão da metáfora, que não se identifica com o carregador de malas no lobby e um hotel. Ri-se de uma imagem, mas não da palavra. A gente esquece que ela também é um tipo de imagem ou sinal. (à couteaux tirés...) O verdadeiro nome da palavra mergulhada em metá-foras é poesia. Meditar, refletir, pensar, entregar-se a devaneios é o apogeu do uso da razão ou da mente. Mas pode ser também um pesadelo. Que os deuses nos ensinem o uso do juízo e do raciocínio.
O autor.
(30/05/10
IMPORTANCIA DE
Alain (1868-1951), professor, ensaísta e filósofo francês conhecido por seus Propos. Nascido em Mortagne au Perche, onde seu pai era um médico veterinário, Emile-Auguste Chartier, que mais tarde se chamou de Alain, foi educado no Liceu em Vanves, perto de Paris, onde foi profundamente influenciado por seu professor de filosofia Lagneau Jules (1851-1894), para o qual o pensamento filosófico foi o próprio exercício da liberdade. Ex-alunos da École Normale Supérieure e Associados, que ele ensinou em várias escolas nas províncias, enquanto publicação de artigos regulares no jornal radical, La Depeche de Rouen. Nomeado professor de filosofia em Paris, exerceu influência considerável sobre várias gerações de estudantes, ensinando-lhes o que não pensam, mas a forma de pensar. Na guerra de 1914, durante a qual serviu na artilharia, ele mantém um pacifismo profundo expresso em Março, ou a guerra encontrados (1921). Depois da guerra, retomou a sua actividade como escritor e professor no Lycée Henri IV. Aposentou-se a um Vésinet pequena casa, perto de Paris, onde seus discípulos vieram visitá-lo regularmente. Suas obras principais são: Idéias e idades (1927), Idéias (1932), Deuses (1934) e As Aventuras do coração (1945). Em 1951, a quantidade impressionante de seu trabalho foi coroado pelo primeiro Grande Prémio Nacional de Literatura, a única distinção que ele estava disposto a aceitar.
Alain
(Emile-Auguste Chartier)
filósofo e jornalista francês
1868 - 1951
Biografia de Emile Auguste Chartier ".
O filho de um veterinário, Emile-Auguste ChartierDito AlainÉ principalmente um professor. Após a Ecole Normale Superieure, foi admitido à agregação de filosofia e foi nomeado professor sucessivamente em Pontivy, Lorient, Rouen e Paris (Lycée Condorcet, eo Lycée Michelet).
Desde 1903, Emile-Auguste Chartier publicado no Despacho de Rouen, no âmbito da assinatura de Alain, "Sobre Sunday", depois em "Sobre a segunda-feira" em forma de colunas semanais. Ele se tornou professor de khâgne no Lycée Henri IV, em 1909, ele exerce uma profunda influência sobre seus alunos (Raymond Aron, Simone Weil, Georges Canguilhem...).
Depois de ter visto de perto as atrocidades da Grande Guerra, Alain publicado em 1921 seu famoso panfleto "Marte ou guerra julgados". Politicamente, ele se envolve com o movimento radical em favor de uma república liberal estritamente controlados pelas pessoas. Considerando que a única liberdade do homem é a da mente, Alain ensina em centros de educação de adultos. Embora nunca tenha aderido ao socialismo, ele expressou simpatia pelo movimento operário e sindical. Até o final dos 30, seu trabalho é orientado pela luta de pacifismo e contra a ascensão do fascismo. Em 1936, um acidente vascular cerebral condenado a uma cadeira de rodas.
Alain desenvolve depois de 1906 o gênero literário que caracteriza a "Observações". Estes são artigos curtos, inspirados pelos acontecimentos da vida quotidiana, em embalagens de forma concisa e atraente, que cobrem quase todas as áreas. Esta forma de avaliação do público em geral, no entanto, poderia desviar alguns críticos de um estudo completo de sua obra filosófica.
Os mentores foram : Platão, Descartes, Kant e Comte. O objetivo de sua filosofia é aprender a refletir e pensar racionalmente e evitar o prejuízo.
Cartesiano humanista, é um "Raiser da MenteApaixonado, sobre a liberdade, que não oferece um sistema filosófico ou escola, mas aprende a ser cauteloso em idéias preconcebidas. Para ele, a capacidade de juiz que dá a percepção deve estar em sintonia com a realidade do mundo e não construído a partir de um sistema teórico.
DECIDI COLOCAR UM POUCO DA BIOGRAFIA SOBRE O AUTOR QUE COMEÇAREMOS A ESTUDAR.
CLAUDIA.
(Emile-Auguste Chartier)
filósofo e jornalista francês
1868 - 1951
Biografia de Emile Auguste Chartier ".
O filho de um veterinário, Emile-Auguste ChartierDito AlainÉ principalmente um professor. Após a Ecole Normale Superieure, foi admitido à agregação de filosofia e foi nomeado professor sucessivamente em Pontivy, Lorient, Rouen e Paris (Lycée Condorcet, eo Lycée Michelet).
Desde 1903, Emile-Auguste Chartier publicado no Despacho de Rouen, no âmbito da assinatura de Alain, "Sobre Sunday", depois em "Sobre a segunda-feira" em forma de colunas semanais. Ele se tornou professor de khâgne no Lycée Henri IV, em 1909, ele exerce uma profunda influência sobre seus alunos (Raymond Aron, Simone Weil, Georges Canguilhem...).
Depois de ter visto de perto as atrocidades da Grande Guerra, Alain publicado em 1921 seu famoso panfleto "Marte ou guerra julgados". Politicamente, ele se envolve com o movimento radical em favor de uma república liberal estritamente controlados pelas pessoas. Considerando que a única liberdade do homem é a da mente, Alain ensina em centros de educação de adultos. Embora nunca tenha aderido ao socialismo, ele expressou simpatia pelo movimento operário e sindical. Até o final dos 30, seu trabalho é orientado pela luta de pacifismo e contra a ascensão do fascismo. Em 1936, um acidente vascular cerebral condenado a uma cadeira de rodas.
Alain desenvolve depois de 1906 o gênero literário que caracteriza a "Observações". Estes são artigos curtos, inspirados pelos acontecimentos da vida quotidiana, em embalagens de forma concisa e atraente, que cobrem quase todas as áreas. Esta forma de avaliação do público em geral, no entanto, poderia desviar alguns críticos de um estudo completo de sua obra filosófica.
Os mentores foram : Platão, Descartes, Kant e Comte. O objetivo de sua filosofia é aprender a refletir e pensar racionalmente e evitar o prejuízo.
Cartesiano humanista, é um "Raiser da MenteApaixonado, sobre a liberdade, que não oferece um sistema filosófico ou escola, mas aprende a ser cauteloso em idéias preconcebidas. Para ele, a capacidade de juiz que dá a percepção deve estar em sintonia com a realidade do mundo e não construído a partir de um sistema teórico.
DECIDI COLOCAR UM POUCO DA BIOGRAFIA SOBRE O AUTOR QUE COMEÇAREMOS A ESTUDAR.
CLAUDIA.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Espaço e tempo.
"Buddhism has what would be expected in a cosmic religion for the future: It transcends a personal God, avoids dogmas and theology; it covers both the natural and the spiritual, and it is based on a religious sense aspiring from the experience of all things, natural and spiritual, as a meaningful unity. If there is any religion that could cope with modern scientific needs it would be Buddhism." - ALBERT EINSTEIN.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
E O ESPETÁCULO CONTINUA
O assunto para o dia 15 será o prosseguimento do ítem V.
Acrescente-se ao tema uma reflexão sobre ESPAÇO E TEMPO,iniciada na semana passada.
Estamos aguardando a presença da Eliud, segundo informou a Gilza, se não me engano.
Saudades de todos os turistas, no exterior e na nossa cidade. Viegas
Acrescente-se ao tema uma reflexão sobre ESPAÇO E TEMPO,iniciada na semana passada.
Estamos aguardando a presença da Eliud, segundo informou a Gilza, se não me engano.
Saudades de todos os turistas, no exterior e na nossa cidade. Viegas
quarta-feira, 12 de maio de 2010
DIA 11 DE MAIO
Houve o encontro. Assunto: pauta aberta.Falou-se, como convém a civilizados e inimigos da barbárie, sobre os ausentes: Rogério e Níte, Fabiano, Camila,Beth e Emê( fugitivas das cinzas do vulcão), Dilma e Dunga. Presentes: Sílvia, Cláudia, Gilza, o infalível Dr. Lunch e o hospedeiro de plantão. A Gilza,tendo gostado muito da pauta, prometeu voltar a nossas atividades de "normais". Está querendo um cachê pelas hilárias contribuiçõesas avulsas. É preciso estudar seriamente o pleito.
Sívia, Gilza e outros estão reclamando, porque não foram convidados(as) para a solene visita feita a nossa Mestre Sônia, que já está muito bem.
Esse blog já está parecendo Orkut ou facebook! Enfim, ninguém segura a evolução, que desobedece sempre cartilhas, compêndios, leis, regulamentos e dógmas. Amém.
Para o dia 18, a pauta continua em aberto. Viegas, clown frustrado.
Sívia, Gilza e outros estão reclamando, porque não foram convidados(as) para a solene visita feita a nossa Mestre Sônia, que já está muito bem.
Esse blog já está parecendo Orkut ou facebook! Enfim, ninguém segura a evolução, que desobedece sempre cartilhas, compêndios, leis, regulamentos e dógmas. Amém.
Para o dia 18, a pauta continua em aberto. Viegas, clown frustrado.
sábado, 1 de maio de 2010
PRÓXIMA: DIA 04/V/10
Que reste-t-il encore?
O assunto de Têrça é o número V(PROSSEGUIMENTOS), já postado.
Além do abecedário e dos "Para Casa","Deuses, Mitos e Fábulas" do Alain que não é Délon...nem de perto,entram na pauta. Viegas
O assunto de Têrça é o número V(PROSSEGUIMENTOS), já postado.
Além do abecedário e dos "Para Casa","Deuses, Mitos e Fábulas" do Alain que não é Délon...nem de perto,entram na pauta. Viegas
terça-feira, 27 de abril de 2010
que reste-t-il de nos amours??????
Que reste-t-il de nos amours ?
Já entendemos que o organismo quando começa vem na forma de ovo, embrião. Brotinho que vingou. Todo enroladinho sobre si mesmo.
Pura inconsciência, nem cérebro tem.
Depois ele cresce, floresce, se multiplica,
e num entardecer colorido começa
a murchar, a secar, a quebrar, como graveto fino.
Alguns tomam consciência do percurso. Outros parecem que não. O fim é igual: todos viram pó.
Alguns levantam poeira.
Bem no meio, ainda que, a errar- por -uma -selva -escura, o organismo feminino, masculino ou gay experimenta as delicias do sexo, do amor e da paixão.
Alienação absoluta.
Encontro quase perfeito
Ilusão quase mortal.
Feito se existisse cara- metade, feito se cara- metade existisse.
Momento de altas loucuras.
De “bouleversement”. O que estava em cima vai para baixo
e o que estava em baixo vem para cima.
Trauma, marca , perplexidade
Dúvida, caos, despedaçamento.
Curva de Moebius. Revirão.
Novas galáxias.
Novos sistemas planetários.
Nossas possibilidades.
Alívio geral!
Ninguém é pedaço de ninguém.
Cada um é um. O mundo gira
Único invólucro,
Ùnica identidade,
Unico DNA.
O outro existe!
Sendo assim, como é que fica?
"Que reste-t-il de nos amours?" é o que pergunto!
Emê
Só para refrescar a memoria:
Que reste-t-il de nos amours
Ce soir le vent qui frappe à ma porte
Me parle des amours mortes
Devant le feu qui s' éteint
Ce soir c'est une chanson d' automne
Dans la maison qui frissonne
Et je pense aux jours lointains
{Refrain:}
Que reste-t-il de nos amours
Que reste-t-il de ces beaux jours
Une photo, vieille photo
De ma jeunesse
Que reste-t-il des billets doux
Des mois d' avril, des rendez-vous
Un souvenir qui me poursuit
Sans cesse
Bonheur fané, cheveux au vent
Baisers volés, rêves mouvants
Que reste-t-il de tout cela
Dites-le-moi
Un petit village, un vieux clocher
Un paysage si bien caché
Et dans un nuage le cher visage
De mon passé
Les mots les mots tendres qu'on murmure
Les caresses les plus pures
Les serments au fond des bois
Les fleurs qu'on retrouve dans un livre
Dont le parfum vous enivre
Se sont envolés pourquoi?
Já entendemos que o organismo quando começa vem na forma de ovo, embrião. Brotinho que vingou. Todo enroladinho sobre si mesmo.
Pura inconsciência, nem cérebro tem.
Depois ele cresce, floresce, se multiplica,
e num entardecer colorido começa
a murchar, a secar, a quebrar, como graveto fino.
Alguns tomam consciência do percurso. Outros parecem que não. O fim é igual: todos viram pó.
Alguns levantam poeira.
Bem no meio, ainda que, a errar- por -uma -selva -escura, o organismo feminino, masculino ou gay experimenta as delicias do sexo, do amor e da paixão.
Alienação absoluta.
Encontro quase perfeito
Ilusão quase mortal.
Feito se existisse cara- metade, feito se cara- metade existisse.
Momento de altas loucuras.
De “bouleversement”. O que estava em cima vai para baixo
e o que estava em baixo vem para cima.
Trauma, marca , perplexidade
Dúvida, caos, despedaçamento.
Curva de Moebius. Revirão.
Novas galáxias.
Novos sistemas planetários.
Nossas possibilidades.
Alívio geral!
Ninguém é pedaço de ninguém.
Cada um é um. O mundo gira
Único invólucro,
Ùnica identidade,
Unico DNA.
O outro existe!
Sendo assim, como é que fica?
"Que reste-t-il de nos amours?" é o que pergunto!
Emê
Só para refrescar a memoria:
Que reste-t-il de nos amours
Ce soir le vent qui frappe à ma porte
Me parle des amours mortes
Devant le feu qui s' éteint
Ce soir c'est une chanson d' automne
Dans la maison qui frissonne
Et je pense aux jours lointains
{Refrain:}
Que reste-t-il de nos amours
Que reste-t-il de ces beaux jours
Une photo, vieille photo
De ma jeunesse
Que reste-t-il des billets doux
Des mois d' avril, des rendez-vous
Un souvenir qui me poursuit
Sans cesse
Bonheur fané, cheveux au vent
Baisers volés, rêves mouvants
Que reste-t-il de tout cela
Dites-le-moi
Un petit village, un vieux clocher
Un paysage si bien caché
Et dans un nuage le cher visage
De mon passé
Les mots les mots tendres qu'on murmure
Les caresses les plus pures
Les serments au fond des bois
Les fleurs qu'on retrouve dans un livre
Dont le parfum vous enivre
Se sont envolés pourquoi?
domingo, 25 de abril de 2010
TÊRÇA - 27/O4
PARA AS/OS PACIENTES INTERLOCUTORES/AS
Esse negócio de gênero mexe muito com a redação... e cansa. Se pudesse continuar como se faz com roupa unisex...
O assunto, se não houver nada em contrário,serão (Sílvia,isso é que é silepse?) os PROSSEGUIMENTOS IV e V, já postados aqui no BLOG anteriormente.
Viegas,decorador de pensamentos alheios.
Esse negócio de gênero mexe muito com a redação... e cansa. Se pudesse continuar como se faz com roupa unisex...
O assunto, se não houver nada em contrário,serão (Sílvia,isso é que é silepse?) os PROSSEGUIMENTOS IV e V, já postados aqui no BLOG anteriormente.
Viegas,decorador de pensamentos alheios.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Últimos resumos
Tenho lido o Viegas no blog. De longe não entendo nada, acho que está mais para samba de crioulo doido.
SSilv
SSilv
terça-feira, 20 de abril de 2010
PROSSEGUIMENTO (V).
ESQUEMA PARA O DIA 20/04/10
1- LUGARES ( há outra palavra não espacial?)DE DEUS ( DE BUDA, MOISÉS, ARISTÓTELES, CRISTO, MAOMÉ E COMPANHEIROS...)
- SINAIS DOS TEMPOS
- HARMONIA DO UNIVERSO (?)
- ACONTECIMENTOS PARANORMAIS
- CONTATOS IMEDIATOS (INDIVIDUAL): místicos, videntes, possuídos e outros.
2-O CRIADOR A SERVIÇO DA CRIATURA OU A CRIATURA A SERVIÇO DO CRIADOR ?
- Fenômenos impetratórios: dansas, transes, sacrifícios (humanos), mortificações, promessas, correntes da sorte et caterva.
3- DIVERSOS: - Zaratustra " Não com a ira, se mata, mas com o riso..."
- Gray, John, CACHORROS DE PALHA,pág. 197: "... agon significava rivalidde no esporte e o combate mortal na guera. Ambos são jogos, e - salvo pela glória que vem com o triunfo ou a morte - nenhum tem um objetivo além de si mesmo. Nos temos homéricos e pré-socráticos .... agon ( N.B. Daí deriva agonia ) era um princípio cósmico que govrenava as transações entre heróis,entre os deuses,entre homens e deuses, e entre mortais e Moira(destino). A Ilíada é a história de um jogo de guerra jogado pelos mortais para a diversão dos deuses ( NB. Deus precisa dos homens,pág. 66). Nos fragmentos de Heráclito o próprio mundo é "uma criança brincando, movendo peças de um jogo. O reino pertence à criança".
- Albert Schweitzer " Perdi a fé,é hora de seguir Jesus" - Ele teria descoberto que sumira o Deus da infância ( há muito adulto que continua infante... ) aquele que faz chover, que resolve todos os problemas e que garante a vida
eterna...)
20/04/10 Viegas
1- LUGARES ( há outra palavra não espacial?)DE DEUS ( DE BUDA, MOISÉS, ARISTÓTELES, CRISTO, MAOMÉ E COMPANHEIROS...)
- SINAIS DOS TEMPOS
- HARMONIA DO UNIVERSO (?)
- ACONTECIMENTOS PARANORMAIS
- CONTATOS IMEDIATOS (INDIVIDUAL): místicos, videntes, possuídos e outros.
2-O CRIADOR A SERVIÇO DA CRIATURA OU A CRIATURA A SERVIÇO DO CRIADOR ?
- Fenômenos impetratórios: dansas, transes, sacrifícios (humanos), mortificações, promessas, correntes da sorte et caterva.
3- DIVERSOS: - Zaratustra " Não com a ira, se mata, mas com o riso..."
- Gray, John, CACHORROS DE PALHA,pág. 197: "... agon significava rivalidde no esporte e o combate mortal na guera. Ambos são jogos, e - salvo pela glória que vem com o triunfo ou a morte - nenhum tem um objetivo além de si mesmo. Nos temos homéricos e pré-socráticos .... agon ( N.B. Daí deriva agonia ) era um princípio cósmico que govrenava as transações entre heróis,entre os deuses,entre homens e deuses, e entre mortais e Moira(destino). A Ilíada é a história de um jogo de guerra jogado pelos mortais para a diversão dos deuses ( NB. Deus precisa dos homens,pág. 66). Nos fragmentos de Heráclito o próprio mundo é "uma criança brincando, movendo peças de um jogo. O reino pertence à criança".
- Albert Schweitzer " Perdi a fé,é hora de seguir Jesus" - Ele teria descoberto que sumira o Deus da infância ( há muito adulto que continua infante... ) aquele que faz chover, que resolve todos os problemas e que garante a vida
eterna...)
20/04/10 Viegas
PROSSEGUIMENTOS (IV)
1- ESPÍRITO x ou + MATÉRIA ; ALMA x OU + CORPO (SOMA).
- ESPÍTO - Spiritus,respiração, sopro,ar (extensão: vivente, algo divino)- Kardec: "A alma é o espírito encarnado ( fora com o encalhado...)". Bíblia: Deus soprou nas narínas do boneco feito de barro e ele se tornou um vivente (Imagem e semelhança de Deus).
- ALMA - Anima(lat. de anemos gr.) OBS. Greg. Anomia=sem lei...)
Muitas vezes a palavra significa o mesmo que espírito.
Energia, princípio vital ( vida vegetativa, animal e racional)
Outras conotações: Mente (mens)
Psíqico- Psiquê ( gr. ) ( NB. O burro de ouro...) - Aplica-se mais ao conjunto de operações da inteligência, do sistema emocional( corpo excluído ); Psicossomática.
Consciência,( cum scire ou conscientia)
Inconsciência - significação jurídica, hebetude,inconsciente freudiano ( o desconhecido ou não... que produz efeitos na vida dita consciente).
Subconsciência( uso vulgar, jurídico, literário e filosófico).
2 - ABORDAGENS de querelas sobre o palavreado expressando a luta entre espiritualimo e materialismo ( O BEM x MAL ; DEUS x SATAN; FAUSTO E MEFISTO). Viegas
- ESPÍTO - Spiritus,respiração, sopro,ar (extensão: vivente, algo divino)- Kardec: "A alma é o espírito encarnado ( fora com o encalhado...)". Bíblia: Deus soprou nas narínas do boneco feito de barro e ele se tornou um vivente (Imagem e semelhança de Deus).
- ALMA - Anima(lat. de anemos gr.) OBS. Greg. Anomia=sem lei...)
Muitas vezes a palavra significa o mesmo que espírito.
Energia, princípio vital ( vida vegetativa, animal e racional)
Outras conotações: Mente (mens)
Psíqico- Psiquê ( gr. ) ( NB. O burro de ouro...) - Aplica-se mais ao conjunto de operações da inteligência, do sistema emocional( corpo excluído ); Psicossomática.
Consciência,( cum scire ou conscientia)
Inconsciência - significação jurídica, hebetude,inconsciente freudiano ( o desconhecido ou não... que produz efeitos na vida dita consciente).
Subconsciência( uso vulgar, jurídico, literário e filosófico).
2 - ABORDAGENS de querelas sobre o palavreado expressando a luta entre espiritualimo e materialismo ( O BEM x MAL ; DEUS x SATAN; FAUSTO E MEFISTO). Viegas
segunda-feira, 19 de abril de 2010
PROSSEGUIMENTO(III)
1 - PREÂMBULO: Procusto, o esticador: Teseu, o labirinto, Ariádne, O Homem Superior (Zaratustra, Nietzsche).
2- Níveis do saber(conhecimento) : o individual via sentidos; a natureza sensível; a quantidade simbolizada ; conhecimento extra-sensivel e não simbolizável, apenas inteligível (metafífica, mística, mitologias).
3- Saber intuitivo; conhecimento sobrenatural ; ações mentais com repercussão em realidades sensoriais.
4- Fé (crença): saber a partir da autoridade de quem fala.
5--PALAVRA e REALIDADE (externa ou interna).
- PALAVRA - Manoel de Barros : "Porque o homem não se transfigura senão pelas palavras"...(?)
Signo : evocação da realidade
Fotografias ou cortes da ralidade dinâmica (Bergson).
- REALIDADE : " Ninguém toma banho duas vezes na mesma água do rio"; tudo corre e nada permanece (Heráclito adversário de Parmênides); Devenir e élan vital Bergson).
PS. Depois eu continuo o resumo da conversa do dia 13/04. Viegas
2- Níveis do saber(conhecimento) : o individual via sentidos; a natureza sensível; a quantidade simbolizada ; conhecimento extra-sensivel e não simbolizável, apenas inteligível (metafífica, mística, mitologias).
3- Saber intuitivo; conhecimento sobrenatural ; ações mentais com repercussão em realidades sensoriais.
4- Fé (crença): saber a partir da autoridade de quem fala.
5--PALAVRA e REALIDADE (externa ou interna).
- PALAVRA - Manoel de Barros : "Porque o homem não se transfigura senão pelas palavras"...(?)
Signo : evocação da realidade
Fotografias ou cortes da ralidade dinâmica (Bergson).
- REALIDADE : " Ninguém toma banho duas vezes na mesma água do rio"; tudo corre e nada permanece (Heráclito adversário de Parmênides); Devenir e élan vital Bergson).
PS. Depois eu continuo o resumo da conversa do dia 13/04. Viegas
quarta-feira, 14 de abril de 2010
PROSSEGUIMENTOS(II)
Gente, aprontei uma bagunça federal. Condizente com a idade. Quem souber fazê-lo, favor apagar o PROSSEGUIMENTO (I).
Retomando o intento. A frase de Huxley "O dógma
transforma o homem num PROCUSTO intelectual.
(Procusto o esticador ou cortador).
Ele passa a forçar as coisas
(coisa, res, realidade)
a se tornarem signos de seu
vocabulário-padrão,
( vejam palavras, abecedários, catecismos, cartilhas e vamos por aí a fora )
quando deveria estar adaptando
( O dicionário como o linguajar são processos dinâmicos)
seus vocábulos-padrão
a se tornarem
signos
( a palvra é um signo ou sinal: ela evoca as coisas)
das coisas."
(A realidade, ( interna ou externa ao sujeito que conhece), é dinâmica, caótica e dependurado com frequência na pilastra do acaso).
Retomando o intento. A frase de Huxley "O dógma
transforma o homem num PROCUSTO intelectual.
(Procusto o esticador ou cortador).
Ele passa a forçar as coisas
(coisa, res, realidade)
a se tornarem signos de seu
vocabulário-padrão,
( vejam palavras, abecedários, catecismos, cartilhas e vamos por aí a fora )
quando deveria estar adaptando
( O dicionário como o linguajar são processos dinâmicos)
seus vocábulos-padrão
a se tornarem
signos
( a palvra é um signo ou sinal: ela evoca as coisas)
das coisas."
(A realidade, ( interna ou externa ao sujeito que conhece), é dinâmica, caótica e dependurado com frequência na pilastra do acaso).
domingo, 11 de abril de 2010
O MEU PROCUSTO(II)
Voltando ao tema. E qual era mesmo? Acho que a tendência que os humanos têm de transformar as próprias idéias em realidades e,ainda por cima, tornando-as as únicas.
Aldous Huxley falou de "Procusto intelectual". Pouco ou muito intelectual?
Fato histórico ou mito, Procusto tem vários nomes. De fato ele é uma legião. Perante suas dificuldades de existência e convívio, escolheu a estrada real(?) que lhe pareceu mais interessante. Talvez a mais fácil e divertida.Torturadores antigos e contemporâneos esboçam sinais de risos.
Procusto alistou-se (voluntariamente?)num grupo de assaltantes, um fora da lei, enfrentando a repressão ou coerção das facções que se nomeavam civilizadas. Será que ele não teria algum aliado secreto entre os ditos honestos? Pergunte aos bicheiros, aos bingueiros, aos adeptos dos movimentos dos sem terra, aos mensaleiros, ao José Sarney e a sua ilustre família.
Contaram esses gregos antigos e ladinos que PROCUSTO, o deles, mandou fazer, provavelmente com a ajuda de Hefesto, uma cama de ferro, colocando-a no seu aparelho ou Apê. (Em tempo: para evitar a transgressão não basta tirar o sofá da sala). Esse catre tinha um dispositivo especial que a gente pode imaginar. As suas vítimas eram colocadas nesse sofá, que não era do analista de Bagé. Não era de fato um lugar para repouso. O leito fazia manobras horríveis. O bandidão colocava suas vítims na cama. As que não cabiam, Procusto cortava-lhe uns pedaços das pernas para encaixar o corpo direitinho. Se o paciente era pequeno, para ajeitá-lo, as molas e correntes o esticavam, a fim de ocupar todo espaço do leito. Tamanho único, meio que unisex. Havia um modelo padrão ao qual todos deveriam se amoldar. Já viram coisas iguais na política,em regimes autoritários,em algumas religiões e em famílias patriarcais antigas e modernas? Outro dia apedrejaram uma jovem que andava de mini-saia. Acho que foi na Colômbia, digo, Venezuela.
Vocês conhecem muitos Procustos? Será que eu sou um deles?
Cá para nós, ao pé do ouvido, a intolerância e a presunção têm cores e sabores que até o Demo( não é o partido do Arruda ) desconhece.
Viegas, ainda não encantado,para lembrar Guimarães Rosa e entristecer os herdeiros.
Aldous Huxley falou de "Procusto intelectual". Pouco ou muito intelectual?
Fato histórico ou mito, Procusto tem vários nomes. De fato ele é uma legião. Perante suas dificuldades de existência e convívio, escolheu a estrada real(?) que lhe pareceu mais interessante. Talvez a mais fácil e divertida.Torturadores antigos e contemporâneos esboçam sinais de risos.
Procusto alistou-se (voluntariamente?)num grupo de assaltantes, um fora da lei, enfrentando a repressão ou coerção das facções que se nomeavam civilizadas. Será que ele não teria algum aliado secreto entre os ditos honestos? Pergunte aos bicheiros, aos bingueiros, aos adeptos dos movimentos dos sem terra, aos mensaleiros, ao José Sarney e a sua ilustre família.
Contaram esses gregos antigos e ladinos que PROCUSTO, o deles, mandou fazer, provavelmente com a ajuda de Hefesto, uma cama de ferro, colocando-a no seu aparelho ou Apê. (Em tempo: para evitar a transgressão não basta tirar o sofá da sala). Esse catre tinha um dispositivo especial que a gente pode imaginar. As suas vítimas eram colocadas nesse sofá, que não era do analista de Bagé. Não era de fato um lugar para repouso. O leito fazia manobras horríveis. O bandidão colocava suas vítims na cama. As que não cabiam, Procusto cortava-lhe uns pedaços das pernas para encaixar o corpo direitinho. Se o paciente era pequeno, para ajeitá-lo, as molas e correntes o esticavam, a fim de ocupar todo espaço do leito. Tamanho único, meio que unisex. Havia um modelo padrão ao qual todos deveriam se amoldar. Já viram coisas iguais na política,em regimes autoritários,em algumas religiões e em famílias patriarcais antigas e modernas? Outro dia apedrejaram uma jovem que andava de mini-saia. Acho que foi na Colômbia, digo, Venezuela.
Vocês conhecem muitos Procustos? Será que eu sou um deles?
Cá para nós, ao pé do ouvido, a intolerância e a presunção têm cores e sabores que até o Demo( não é o partido do Arruda ) desconhece.
Viegas, ainda não encantado,para lembrar Guimarães Rosa e entristecer os herdeiros.
sábado, 10 de abril de 2010
O MEU PROCUSTO
A palavra PROCUSTO etimologicamente significa “esticador”. Estou compartilhado com vocês, meus amigos do Blog, serenas meditações das madrugadas. Se não as quiserem, é só dizer que eu paro (do verbo parar e nunca de outro parecido...).
O homem nasce e, ao crescer, um dos obstáculos que enfrenta é atravessar a fase de perversidade polimorfa.O Nenem,com aqueles ares beócios e às vezes até de majestade,domina o ambiente,sobretudo quando sentado num carrinho e puxado por uma “auxiliar”, como se diz agora no dialeto politicamente correto. Depois dessa estação, envolto em birras histéricas, lamentos lancinantes, (infelizmente alguns continuam com os mesmos sintomas depois de velhos) já um pouco crescidinho, o Napoleão agora sem fraldas, depara-se com a misteriosa esfinge. E ela lhe diz, sem tergiversar, com cara de feitor de obras: escolha o prazer ou a realidade. Parece que o monstro só admite a disjuntiva. Falta-lhe qualquer escapatória de flexibilidade.
Na disjuntiva, os caminhos apresentam performances variadas e diferentes. Lá nas profundezas seriam parecidas? Pena que nem Sófocles, nem Shakespeare e nem Goethe andem por aqui, mesmo reencarnados, para deslindar a questão. Ou eles já a solucionaram e os leitores, que nem que eu, não entenderam? São duas estradas federais com paisagens, viadutos, túneis, obras de arte, e favelas nas beiradas, igrejinhas azuis com campanário e sino, mulheres sem lenço e documentos fazendo auto-stop, alheias ao destino.
Se o sujeito optar pelo princípio da realidade, é-lhe conferido o direito de entrar no santuário do mundo civilizado. Uma casta especial, parecida com religião, um tanto elitizada e talvez contando número restrito de fiéis. E então o indivíduo vira gente com diploma e tudo que tem direito. Em outras palavras, o pimpolho ou o miúdo torna-se indivíduo, sujeito, cidadão, proprietário (às vezes não exatamente nessa ordem) e então é reconhecido pelo grupo social a que pertence. O convívio vai ensinar-lhe a respeitar os semelhantes (ainda que nem todos sejam muito semelhantes),acatar as leis, ouvir curiosamente as opiniões, enfim, tocar a vida. Aprende-se ou não a arte de viver (andar na corda bamba?). É claro que no imenso palco desse teatro ao ar livre, aparece muito “cara” de máscaras, persona, (personalidades...),fariseus com decoração de sepulcro caiado.
Essa lengalenga é um aperitivo para apresentar o tal de PROCUSTO. Espero que ninguém o digira. (Eu continuarei amanhã de madrugada, pois outras apelações me chamam agora: fisioterapia, caminhada, faxina...).
10/04/10
O homem nasce e, ao crescer, um dos obstáculos que enfrenta é atravessar a fase de perversidade polimorfa.O Nenem,com aqueles ares beócios e às vezes até de majestade,domina o ambiente,sobretudo quando sentado num carrinho e puxado por uma “auxiliar”, como se diz agora no dialeto politicamente correto. Depois dessa estação, envolto em birras histéricas, lamentos lancinantes, (infelizmente alguns continuam com os mesmos sintomas depois de velhos) já um pouco crescidinho, o Napoleão agora sem fraldas, depara-se com a misteriosa esfinge. E ela lhe diz, sem tergiversar, com cara de feitor de obras: escolha o prazer ou a realidade. Parece que o monstro só admite a disjuntiva. Falta-lhe qualquer escapatória de flexibilidade.
Na disjuntiva, os caminhos apresentam performances variadas e diferentes. Lá nas profundezas seriam parecidas? Pena que nem Sófocles, nem Shakespeare e nem Goethe andem por aqui, mesmo reencarnados, para deslindar a questão. Ou eles já a solucionaram e os leitores, que nem que eu, não entenderam? São duas estradas federais com paisagens, viadutos, túneis, obras de arte, e favelas nas beiradas, igrejinhas azuis com campanário e sino, mulheres sem lenço e documentos fazendo auto-stop, alheias ao destino.
Se o sujeito optar pelo princípio da realidade, é-lhe conferido o direito de entrar no santuário do mundo civilizado. Uma casta especial, parecida com religião, um tanto elitizada e talvez contando número restrito de fiéis. E então o indivíduo vira gente com diploma e tudo que tem direito. Em outras palavras, o pimpolho ou o miúdo torna-se indivíduo, sujeito, cidadão, proprietário (às vezes não exatamente nessa ordem) e então é reconhecido pelo grupo social a que pertence. O convívio vai ensinar-lhe a respeitar os semelhantes (ainda que nem todos sejam muito semelhantes),acatar as leis, ouvir curiosamente as opiniões, enfim, tocar a vida. Aprende-se ou não a arte de viver (andar na corda bamba?). É claro que no imenso palco desse teatro ao ar livre, aparece muito “cara” de máscaras, persona, (personalidades...),fariseus com decoração de sepulcro caiado.
Essa lengalenga é um aperitivo para apresentar o tal de PROCUSTO. Espero que ninguém o digira. (Eu continuarei amanhã de madrugada, pois outras apelações me chamam agora: fisioterapia, caminhada, faxina...).
10/04/10
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Ainda sôbre Mitologia:
Agradeço a delicada postagem do professor (que não chora porque tem tanto para rir!)
e que me fez enxergar a minha falta de rigor , de cuidado, ao apressadamente postar no blog sem confirmação de datas e sem duvidar dos meus sentidos .
Basta teclar , e aparecem inúmeras páginas sobre os citados : Giovanni Battista Vico e Karoly Kerényi .
(O pior é que numa das páginas do google está o nosso blog !)
e ao ler " Introdução à edição portuguesa " de Victor Jabouille no Dicionário da Mitologia de Pierre Grimal ,
recolhi aqui algumas citações das diferentes teorias que fundamentam as pesquisas míticas :
" Entre as perspectivas SIMBOLISTAS da análise mitológica , consideram-se os autores que encaram o mito como um modo diferente de exprimir o pensamento , a cultura e a forma de observar o mundo.
W.F. Otto (1874-1958), um filólogo clássico , exprime uma concepção inovadora da Mitologia e da Religião ao afirmar que os Deuses gregos , com são apresentados , são imagens símbolicas de uma intuição vital não traduzível de outro modo.
Díscípulo de W.F. Otto , e também influenciado pelo pensamento de Frobenius ,
Karl Kerényi , exprime uma nova concepção do mundo mítico e a da Religião , consiliando a sua formação classicista com a interpretação psicológica de Jung.
Kerényi considera em " Einfuhrunginder Wesen des Mythologie " , obra escrita em 1941 em colaboração com Jung , que a mitologia tem a sua própria linguagem , como a música , e que é necessário ter em conta essas imagens essenciais que , surgindo nos textos de autores antigos , tem paralelo em outras culturas.
....A mitologia informa a vida social do homem antigo e é um traço básico da vida comum.
A análise mitológica pode , nesta perspectiva, recair sobre a comparação entre as representações de uma mesma imagem mítica , isto é , as materializações de um mitologema em mitologias distintas.
Esta perspectiva de leitura do mito é exemplificada por trabalhos vários : Jung e Kerényi , na obra citada , analisam o tema do menino e menina divinos ; O.Rank , o nascimento do herói ; J . Campbell , o do " herói com mil rostos ".
É Claude Lévi-Strauss quem, em meados do nosso século surge como o grande investigador do ESTRUTURALISMO .
Estruturalismo , Simbolismo , Funcionalismo , Semiótica , Generativismo , Análise computacional : eis algumas fórmulas contemporaneas de o homem se aproximar do mito e de o tentar compreender.
Os progressos são evidentes e enormes e o conceito alargou-se , actualizou-se , desenvolveu-se.
Mito já não é apenas dos deuses e heróis da Grécia e da Roma antigas ; o mito reinventado ou , simplesmente recordado , faz parte do nosso cotidiano como realidade ou apenas como referente.
Mas o que é de fato o Mito ? Uma forma de o homem , à boa maneira socrática , se conhecer a si próprio ou ,
como dizia Pessoa , apenas "o nada que é tudo". "
Esperando Bom tempo na próxima terça.
Claudia
e que me fez enxergar a minha falta de rigor , de cuidado, ao apressadamente postar no blog sem confirmação de datas e sem duvidar dos meus sentidos .
Basta teclar , e aparecem inúmeras páginas sobre os citados : Giovanni Battista Vico e Karoly Kerényi .
(O pior é que numa das páginas do google está o nosso blog !)
e ao ler " Introdução à edição portuguesa " de Victor Jabouille no Dicionário da Mitologia de Pierre Grimal ,
recolhi aqui algumas citações das diferentes teorias que fundamentam as pesquisas míticas :
" Entre as perspectivas SIMBOLISTAS da análise mitológica , consideram-se os autores que encaram o mito como um modo diferente de exprimir o pensamento , a cultura e a forma de observar o mundo.
W.F. Otto (1874-1958), um filólogo clássico , exprime uma concepção inovadora da Mitologia e da Religião ao afirmar que os Deuses gregos , com são apresentados , são imagens símbolicas de uma intuição vital não traduzível de outro modo.
Díscípulo de W.F. Otto , e também influenciado pelo pensamento de Frobenius ,
Karl Kerényi , exprime uma nova concepção do mundo mítico e a da Religião , consiliando a sua formação classicista com a interpretação psicológica de Jung.
Kerényi considera em " Einfuhrunginder Wesen des Mythologie " , obra escrita em 1941 em colaboração com Jung , que a mitologia tem a sua própria linguagem , como a música , e que é necessário ter em conta essas imagens essenciais que , surgindo nos textos de autores antigos , tem paralelo em outras culturas.
....A mitologia informa a vida social do homem antigo e é um traço básico da vida comum.
A análise mitológica pode , nesta perspectiva, recair sobre a comparação entre as representações de uma mesma imagem mítica , isto é , as materializações de um mitologema em mitologias distintas.
Esta perspectiva de leitura do mito é exemplificada por trabalhos vários : Jung e Kerényi , na obra citada , analisam o tema do menino e menina divinos ; O.Rank , o nascimento do herói ; J . Campbell , o do " herói com mil rostos ".
É Claude Lévi-Strauss quem, em meados do nosso século surge como o grande investigador do ESTRUTURALISMO .
Estruturalismo , Simbolismo , Funcionalismo , Semiótica , Generativismo , Análise computacional : eis algumas fórmulas contemporaneas de o homem se aproximar do mito e de o tentar compreender.
Os progressos são evidentes e enormes e o conceito alargou-se , actualizou-se , desenvolveu-se.
Mito já não é apenas dos deuses e heróis da Grécia e da Roma antigas ; o mito reinventado ou , simplesmente recordado , faz parte do nosso cotidiano como realidade ou apenas como referente.
Mas o que é de fato o Mito ? Uma forma de o homem , à boa maneira socrática , se conhecer a si próprio ou ,
como dizia Pessoa , apenas "o nada que é tudo". "
Esperando Bom tempo na próxima terça.
Claudia
terça-feira, 6 de abril de 2010
ARENGAS NO PLUVIOMOTO
1-GIOVANNI BATTISTA VICO (1668-1794) era um napolitano um tanto solitário. Humanista exímio e jurista. Escreveu sobre mitologia. Insinuava que algumas narrações bíblicas seriam também dizeres mitológicos. Teria dito ironicmente: "Mitologia é a religião dos outros".
2-KÁROLY KERÉNYI(1897-1973)era um Húngaro de Temesvár. Filólogo clássico. Escreveu vários livros sobre mitologia grega. O labirinto,homens-deuses, Asclépio, Apolo e outros. Associou-se a Carl Gustav Jung por volta de l940. Juntos escreveram EINE EINFÜRUNG IN DAS WESEN DER MYTHOLOGIE (UMA INTRODUÇÃO SOBRE A ESSÊNCIA DA MITOLOGIA). Parece que na coleção de Jung( Edit.Vozes)no livro intitulado OS ARQUÉTIPOS E O INCONSCIENTE COLETIVO,encontra-se algo sobre o assunto. Não juro por nada e por ninguém...sobretudo depois dos 80 anos de guerras.
3-LEMBRANÇAS ENEVOADAS - É o tempo...
-Vocês se lembram do NOME DA ROSA de Umberto Eco?
-Recordam-se de SEAN CONNERY, o detetive no famoso Mosteiro incendiado? -O livro e o filme recordam o franciscano INGLÊS GUILHERME OCKHAM
-A magia dos monges, no labirinto da Biblioteca, era a busca(proibida ?) do desconhecido, do conhecimento do Bem e do Mal, do livro sobre o RISO(?).
4- Por tudo isso, a próxima conversa será sobre NOMINALISMO, a procura da ROSA que não murcha e tentando escapar da sina do velho PROCUSTO.
5- Pensei nisso a partir de uma frase de Aldous Huxley "O dógma fransforma o homem num PROCUSTO intelectual. Ele passa a forçar as coisas a se tornarem signos de seus vocábulos-padrão, quando deveria estar adaptando seus vocábulos-padrão a se tornarem signos das coisas". Nós não estamos pensando em escrever um vocabulário? A tarefa não é fácil. Mas basta esscrever um vocábulo por ano..... Viegas, o velho quase desencantado.
2-KÁROLY KERÉNYI(1897-1973)era um Húngaro de Temesvár. Filólogo clássico. Escreveu vários livros sobre mitologia grega. O labirinto,homens-deuses, Asclépio, Apolo e outros. Associou-se a Carl Gustav Jung por volta de l940. Juntos escreveram EINE EINFÜRUNG IN DAS WESEN DER MYTHOLOGIE (UMA INTRODUÇÃO SOBRE A ESSÊNCIA DA MITOLOGIA). Parece que na coleção de Jung( Edit.Vozes)no livro intitulado OS ARQUÉTIPOS E O INCONSCIENTE COLETIVO,encontra-se algo sobre o assunto. Não juro por nada e por ninguém...sobretudo depois dos 80 anos de guerras.
3-LEMBRANÇAS ENEVOADAS - É o tempo...
-Vocês se lembram do NOME DA ROSA de Umberto Eco?
-Recordam-se de SEAN CONNERY, o detetive no famoso Mosteiro incendiado? -O livro e o filme recordam o franciscano INGLÊS GUILHERME OCKHAM
-A magia dos monges, no labirinto da Biblioteca, era a busca(proibida ?) do desconhecido, do conhecimento do Bem e do Mal, do livro sobre o RISO(?).
4- Por tudo isso, a próxima conversa será sobre NOMINALISMO, a procura da ROSA que não murcha e tentando escapar da sina do velho PROCUSTO.
5- Pensei nisso a partir de uma frase de Aldous Huxley "O dógma fransforma o homem num PROCUSTO intelectual. Ele passa a forçar as coisas a se tornarem signos de seus vocábulos-padrão, quando deveria estar adaptando seus vocábulos-padrão a se tornarem signos das coisas". Nós não estamos pensando em escrever um vocabulário? A tarefa não é fácil. Mas basta esscrever um vocábulo por ano..... Viegas, o velho quase desencantado.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Esqueci de dizer que até a época de Giovani Batista Vico ( século 2 ou 3 D C ) homens acreditavam em Deuses que eram cultuados.
Vico dizia que a crença dos outros são chamadas fábulas,isto é,
o que o outro acredita é mitologia.
Platao dizia que Mitologia eram fábulas , contos de fadas;
e criou fábulas fabulosas.
Mitologia é maneira de dizer aquilo para o qual não temos resposta adequada.
Jung ,Lévis-Strauss e Kerendi( seria antropólogo americano?) - fala da nossa Faculdade de Mitar.
O Mito do meio ,a impossibilidade da Fraternidade é o Mito de Caim e Abel.
Êste mito foi recentemente reescrito,inventado,ao seu modo , por Saramago.
Até amanhã,
Vico dizia que a crença dos outros são chamadas fábulas,isto é,
o que o outro acredita é mitologia.
Platao dizia que Mitologia eram fábulas , contos de fadas;
e criou fábulas fabulosas.
Mitologia é maneira de dizer aquilo para o qual não temos resposta adequada.
Jung ,Lévis-Strauss e Kerendi( seria antropólogo americano?) - fala da nossa Faculdade de Mitar.
O Mito do meio ,a impossibilidade da Fraternidade é o Mito de Caim e Abel.
Êste mito foi recentemente reescrito,inventado,ao seu modo , por Saramago.
Até amanhã,
cont . de 30 - 03.
A Filosofia se divide em:
1- Proped~eutica , lógica.
2- Primeiro grau de abstração , Psicologia ou estudo da Alma ( Descartes).
3- Cosmologia ou estudo das coisas visíveis.
4- Metafísica:
a- ontologia:teoria do ser- Essencia e Existencia.
b- epistemologia:tratado do conhecimento, possibilidade que tenho de saber.
c- estudo da causa primeira .
5-Ètica - estudo dos atos.
6-Estética, estudo das feituras.
Há filósofos que abordaram todas as questões.
Que tipo de saber seriam a Religião e a Mitologia? Estudo da causa primeira .
" Eu quero baber tudo , não sei e invento.
As principais fontes do Mito se situam em 3 perguntas :
De onde vim , para onde vou? e no percurso , existe o Amor e a Comunicação.
De onde vim?
A queda do Paraíso: Todos percebem , este lugar onde não tem FALTA é o Paraiso.
Como o útero ( e Quando a criança nasce ela cai e é aparada ).
Para onde vou ?
Dilúvio Universal.
Relação é o caminho , a impossibilidade da fraternidade.
E o mito da comunicação ilustrado no Mito da Torre de Babel.
Mitologia é faculdade de dar explicação para o que não sabemos.
Religião bem estruturada se institui dentro das respostas. As Religiões são institualizações das Mitologias.
Claudia.
1- Proped~eutica , lógica.
2- Primeiro grau de abstração , Psicologia ou estudo da Alma ( Descartes).
3- Cosmologia ou estudo das coisas visíveis.
4- Metafísica:
a- ontologia:teoria do ser- Essencia e Existencia.
b- epistemologia:tratado do conhecimento, possibilidade que tenho de saber.
c- estudo da causa primeira .
5-Ètica - estudo dos atos.
6-Estética, estudo das feituras.
Há filósofos que abordaram todas as questões.
Que tipo de saber seriam a Religião e a Mitologia? Estudo da causa primeira .
" Eu quero baber tudo , não sei e invento.
As principais fontes do Mito se situam em 3 perguntas :
De onde vim , para onde vou? e no percurso , existe o Amor e a Comunicação.
De onde vim?
A queda do Paraíso: Todos percebem , este lugar onde não tem FALTA é o Paraiso.
Como o útero ( e Quando a criança nasce ela cai e é aparada ).
Para onde vou ?
Dilúvio Universal.
Relação é o caminho , a impossibilidade da fraternidade.
E o mito da comunicação ilustrado no Mito da Torre de Babel.
Mitologia é faculdade de dar explicação para o que não sabemos.
Religião bem estruturada se institui dentro das respostas. As Religiões são institualizações das Mitologias.
Claudia.
domingo, 4 de abril de 2010
Apanhado geral de 30-03.
Bem vinda ao nosso grupo Giovanna!
Costumo fazer um resumo das aulas, este pode ser completado , complementado ou incrementado.
Viegas tentou resumir os assuntos que temos estudado este ano.
A noção de homem com agente da História mudou.
A Origem para os gregos era o caos,nenhum poder sôbre êle.E Gaia é a Deusa originária de tudo . A terra que cria os Deuses, ( do mesmo modo que são os homens que criam os mitos , os Deuses.)
O nosso ambiente esta penetrado pelo Monoteismo, tanto cristianismo como Judaismo , maometismo. E essa idéia de que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus.
A preocupação é organizar o pensamento.
Para isso classificar os estados da mente: a dúvida , a certeza ,a opinião , a ignorância. ( Explicações mais detalhadas estão no blog).
Classificão dos Saberes :Etica, Estética e Natureza (este saber está como objeto dos sentidos).
Tudo que compôe a ciência fala como Conhecimento:
Experimentáveis ,repetitíveis e previsíveis. Ex: a lei da gravidade.
Há uma lei que estabeleceu que corpos se atraem- Estabeleceu Mensurabilidade.Primeiro grau de Abstração.Esta é a Realidade que nos assegura a Certeza.É contato com Realidade. Mas existem muitas Realidades e alguma de maneira indireta. Ex: os neutrinos , que atravessa o sólido.
Nossa constituição perceptiva sabe que exixte Realidade mas não tem meio para ver.
Ex: raio laser ou infra vermelho.
Primeiro grau é Natureza , física; nós admitimos sem ver e que não é metafísica,são reais,não virtuais.
Ciência chamada matemática é o segundo grau de Abstração.Precinde do uso dos sentidos ,precinde de Realidade.
Matemática é esforço de enumerar as Realidades.Reais e hipóteses possíveis.
Cálculos em relação ao tempo até chegar ao calculo diferencial.
o número já é Símbolo.Depois sai da Aritimética e vai para a Algebra.E os Símbolos aparecem com mais evidência.
Conhecimento de segundo grau , as pessoas dão aos Símbolos valor de Realidade.
Terceiro grau de Abstração que é mais difícil.Não abstraimos o sensível e o símbólico , abstraimos tudo.Fazemos Deduções na área do Racional.
Na Metafísica não há nem Realidade sensível nem Símbolo de Realidade.
Metafísica procura saber que nas coisas que existem como o mar , a Gaia ,...Qual é a Essencia de um Existente?
Distinguir Substancia de Acidente.Vou batizando a Realidade.
O Movimento supoe que o Corpo passa de A ---B ,ou Potencia passa para Ato.
Quando numera conta esse movimento qual a essencia e se tem causa?
Lovelock lembra :Todo efeito tem causa. Nunca viu a causa e Não pode experimentar.
Causa incausada ou Primeiro Motor.Quando deduz racionalmente a causa prrimeira está na Metafísica.
Vou colocar este trecho e depois continuo .
Claudia.
Costumo fazer um resumo das aulas, este pode ser completado , complementado ou incrementado.
Viegas tentou resumir os assuntos que temos estudado este ano.
A noção de homem com agente da História mudou.
A Origem para os gregos era o caos,nenhum poder sôbre êle.E Gaia é a Deusa originária de tudo . A terra que cria os Deuses, ( do mesmo modo que são os homens que criam os mitos , os Deuses.)
O nosso ambiente esta penetrado pelo Monoteismo, tanto cristianismo como Judaismo , maometismo. E essa idéia de que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus.
A preocupação é organizar o pensamento.
Para isso classificar os estados da mente: a dúvida , a certeza ,a opinião , a ignorância. ( Explicações mais detalhadas estão no blog).
Classificão dos Saberes :Etica, Estética e Natureza (este saber está como objeto dos sentidos).
Tudo que compôe a ciência fala como Conhecimento:
Experimentáveis ,repetitíveis e previsíveis. Ex: a lei da gravidade.
Há uma lei que estabeleceu que corpos se atraem- Estabeleceu Mensurabilidade.Primeiro grau de Abstração.Esta é a Realidade que nos assegura a Certeza.É contato com Realidade. Mas existem muitas Realidades e alguma de maneira indireta. Ex: os neutrinos , que atravessa o sólido.
Nossa constituição perceptiva sabe que exixte Realidade mas não tem meio para ver.
Ex: raio laser ou infra vermelho.
Primeiro grau é Natureza , física; nós admitimos sem ver e que não é metafísica,são reais,não virtuais.
Ciência chamada matemática é o segundo grau de Abstração.Precinde do uso dos sentidos ,precinde de Realidade.
Matemática é esforço de enumerar as Realidades.Reais e hipóteses possíveis.
Cálculos em relação ao tempo até chegar ao calculo diferencial.
o número já é Símbolo.Depois sai da Aritimética e vai para a Algebra.E os Símbolos aparecem com mais evidência.
Conhecimento de segundo grau , as pessoas dão aos Símbolos valor de Realidade.
Terceiro grau de Abstração que é mais difícil.Não abstraimos o sensível e o símbólico , abstraimos tudo.Fazemos Deduções na área do Racional.
Na Metafísica não há nem Realidade sensível nem Símbolo de Realidade.
Metafísica procura saber que nas coisas que existem como o mar , a Gaia ,...Qual é a Essencia de um Existente?
Distinguir Substancia de Acidente.Vou batizando a Realidade.
O Movimento supoe que o Corpo passa de A ---B ,ou Potencia passa para Ato.
Quando numera conta esse movimento qual a essencia e se tem causa?
Lovelock lembra :Todo efeito tem causa. Nunca viu a causa e Não pode experimentar.
Causa incausada ou Primeiro Motor.Quando deduz racionalmente a causa prrimeira está na Metafísica.
Vou colocar este trecho e depois continuo .
Claudia.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
nova colega no grupo: Giovanna mazzoni
Giovanna participou de nosso encontro no dia 30 de março e quer continuar. Seja bemvinda! Ela é membro da Sociedade Analise Bioenergetica do R.J. Emê
domingo, 28 de março de 2010
Resumo da aula de : 23-03-2010.
O estudo científico da matemática antecede o estudo da natureza : com os 4 elementos e o atomismo.
A física foi mexendo com a matemática ; achavam que se os elementos sendo numerados , poderiam ser entendidos.
Mas não há continuidade na natureza , ela é revolucionária e imprevisivel ,e o que sabemos é muito limitado.
Um ramo da ciência da natureza passou a ser Astronomia .
Para Lovelock a ciência só existe há 100 anos e para Marcelo Gleiser há 400 anos.
A ciência começa com Galileu , Newton - a lei da gravidade , e Descartes.
Newton acreditava em astrologia e tentava explicar como Deus parava o Sol.
Tudo que não se pode medir é mitologia,diz Lovelock.
O Universo tem 14 Bilhóes de anos , a terra 4 Bilhoes e a vida de nossos antepassados unicelulares talvez 1 bilhão de anos.
Mas só 300 mil os humanoides .
No verbete Física: marcaremos pontos fundamentais.De Demócrito à Galileu.
Como vou encarar hoje a Natureza?
Tempo é medida do movimento, mas o tempo dura , nasce e definha.
Só ha movimento com corpos que tem densidade; mas as descobertas dos neutrinos , da ressonancia que passa pelos corpos,que a luz tem massa, que energia tem massa.
E assim admitindo os limites do conhecimento , que começa com o mundo sensivel , passa para as relações e os juizos.
Mas mesmo dentro do conhecimento sensível , no que podemos observar , há coisas que não entendemos; as explicações extrapolam a realidade .
Nós navegamos na dúvida.
Moisés diz que falou com Deus acreditaram e aí começa o Judaismo.
Que depois passsa a ser raça;
Eram tribos, vndos da escravidão com muita variedade ,mas homens achavam que tinha raça , decidem exterminar . Mas o testemunho é Moisés.
Livros sôbre Moisés e Judeus que viram uma religião, depois achavam que era raça e depois raça escolhida.Desde o tempo dos romanos foram perseguidos.
Jesus aos 30 anos diz eu sou luz deste mundo .Teve muitos seguidores,surge o monoteismo que ameaça o politeismo e por isso ,é perigoso.
As grandes Construções à partir de querer intepretar o que não entendemos.Isto é Metafísica (fantasia).
Mas a Metafísica de Aristoteles não era fantasmagorica .
Pode até não ser a verdade absoluta . Algunas conquista alem da fisica:
1- Conceito de Existência. A essência da coisa. Ex Essencia da agua é H e O.
A metafisica se baseia na fisica para entender a realidae.
2- Um principio vital da Metafísica : " todo efeito tem causa."
3- Outro é : "uma coisa não pode ser e não ser."
E não é contradito pela física , permanece..
Refletir sôbre conhecimento ; se sou natureza inteligente ,me pergunto se o que falo é certo?
A teoria do conhecimento se questiona : até que ponto o conhecimento pode ser verdadeiro? Os sentidos nos enganam todo dia.
Isto tudo reflete na nova visão da Ciência ,que não é mais idealizadora,
e nos coloca ante a Complexidade do Real;
A evolução das nossas idéias sôbre a natureza é um novo capítulo da história do nosso dialogo com a Natureza.
Claudia.
A física foi mexendo com a matemática ; achavam que se os elementos sendo numerados , poderiam ser entendidos.
Mas não há continuidade na natureza , ela é revolucionária e imprevisivel ,e o que sabemos é muito limitado.
Um ramo da ciência da natureza passou a ser Astronomia .
Para Lovelock a ciência só existe há 100 anos e para Marcelo Gleiser há 400 anos.
A ciência começa com Galileu , Newton - a lei da gravidade , e Descartes.
Newton acreditava em astrologia e tentava explicar como Deus parava o Sol.
Tudo que não se pode medir é mitologia,diz Lovelock.
O Universo tem 14 Bilhóes de anos , a terra 4 Bilhoes e a vida de nossos antepassados unicelulares talvez 1 bilhão de anos.
Mas só 300 mil os humanoides .
No verbete Física: marcaremos pontos fundamentais.De Demócrito à Galileu.
Como vou encarar hoje a Natureza?
Tempo é medida do movimento, mas o tempo dura , nasce e definha.
Só ha movimento com corpos que tem densidade; mas as descobertas dos neutrinos , da ressonancia que passa pelos corpos,que a luz tem massa, que energia tem massa.
E assim admitindo os limites do conhecimento , que começa com o mundo sensivel , passa para as relações e os juizos.
Mas mesmo dentro do conhecimento sensível , no que podemos observar , há coisas que não entendemos; as explicações extrapolam a realidade .
Nós navegamos na dúvida.
Moisés diz que falou com Deus acreditaram e aí começa o Judaismo.
Que depois passsa a ser raça;
Eram tribos, vndos da escravidão com muita variedade ,mas homens achavam que tinha raça , decidem exterminar . Mas o testemunho é Moisés.
Livros sôbre Moisés e Judeus que viram uma religião, depois achavam que era raça e depois raça escolhida.Desde o tempo dos romanos foram perseguidos.
Jesus aos 30 anos diz eu sou luz deste mundo .Teve muitos seguidores,surge o monoteismo que ameaça o politeismo e por isso ,é perigoso.
As grandes Construções à partir de querer intepretar o que não entendemos.Isto é Metafísica (fantasia).
Mas a Metafísica de Aristoteles não era fantasmagorica .
Pode até não ser a verdade absoluta . Algunas conquista alem da fisica:
1- Conceito de Existência. A essência da coisa. Ex Essencia da agua é H e O.
A metafisica se baseia na fisica para entender a realidae.
2- Um principio vital da Metafísica : " todo efeito tem causa."
3- Outro é : "uma coisa não pode ser e não ser."
E não é contradito pela física , permanece..
Refletir sôbre conhecimento ; se sou natureza inteligente ,me pergunto se o que falo é certo?
A teoria do conhecimento se questiona : até que ponto o conhecimento pode ser verdadeiro? Os sentidos nos enganam todo dia.
Isto tudo reflete na nova visão da Ciência ,que não é mais idealizadora,
e nos coloca ante a Complexidade do Real;
A evolução das nossas idéias sôbre a natureza é um novo capítulo da história do nosso dialogo com a Natureza.
Claudia.
terça-feira, 23 de março de 2010
24/03/2010
Infelizmente ainda não foi possível ir à reunião no dia de hoje. Vontade não falta, mas na parte da manhã meu movimento ainda é lento. Paciência!!!! Li o resumo da Cláudia. Fiquei na dúvida se o assunto foi falado na reunião ou se é do livro do Marcelo Gleiser. Se for pelo verbete "ASTRONOMIA" bem pode ter sido discutido pela turma. Espero estar com vocês em breve. Até mais.
SSilv
SSilv
sábado, 20 de março de 2010
Na última reunião tratamos da noção de espaço , antigamente visto como sacão onde tudo estava dentro.
Se matéria ou corpo ocupa o espaço nós dizemos que se movimenta : de A - B , caracteriza contagem do movimento.
A contagem do tempo do início até hoje :Bilhoes de anos, tempo foi variando noite e dia , o giro da terra , e com Bergson uma nova dimensão _ Duração, permanencia das coisas , dos seres.Independente do movimento.
A física conclui que matemática não tem nada a ver com a realidade, é tentativa de fixar conceitos fazendo um símbolo que se remete a realidade ,é o sistema de referencia. Exemplo é o símbolo do infinito ,do mistério.
Na Astronomia , físicos até pouco tempo entusiasmados com descobertas matemáticas e ficam pensando que existe simetria perfeita no universo, e que a matenática poderia descobrir a unidade .
No novo livro Marcelo Gleiser ele fala da criação imperfeita, como uma nova visão de mundo.
O mundo ocidental foi dominado pela idéia que existe uma unidade profunda. A natureza é caotica mas a unidade existe.
Este Pensamento monoteista que influenciou os gregos vem do Egito com Akenaton 1200ac,depois os assírios e semitas criaram Deus onipresente e onipotente de qual tudo emerge, infiltrando pela Grecia com TALES E PITAGORAS, que cria seita filosofica religiosa :Natureza é obra da mente divina que pensa de forma geométrica.
A função seria desvendar atravez da matemática a mente de Deus.Este Deus geometra influenciou Platão que dizia que para entender o misterio do mundo tinha que usar a Razão.Pensamento abstrato matemático,
No Renascimento Galileu, Newton tinham o pensamento platonico, isto é a filosofia natural atravez da matematica ppar compreensão das leis.Kepler dizia que mundo era uma representação matamatica que nos cabia desvendar.
Espinosa sec. 17 dizia que Deus e Natureza uma coisa só e atravez da razão entenderíamos. Unificação de monoteismo e natureza.
Os físicos do sec. 20 todos platonicos. Einstein nos ultimos 20 anos tentava a teoria do campo unificado- natureza geometrica.O todo pode ser entendido atravez da simetria profunda.E falhou como todos. A mesma ideia faz parte da fisica moderna com as super cordas,a procura por equação e com Hawkings tambem: para entender a mente de Deus.
Idéias monoteista fazem parte da Ciencia. Porque o problemaa?
A crítica construtiva feita pelo autor é que ate agora nenhuma previsao foi feita. A fisica é ciencia empirica descreve o mundo que agente ve se nao foi confirmado está na Metafísica,é uma projeção racional.
Essa necessidade de encontrar unificação atras das coisas como um "eldorado ou país prometido", mas os ultimos 40 anos mostra que Simetria não existe, são aproximações.
Esta ideia na estetica ja ultrapassada, na musica atonal , e a Arte fez ruptura com maneira classica com a destruição da REPRESENTAÇÃO DA NATUREZA.ESTETICA É IMPERFEITA.
MAS A FISICA INSISTINDO.AS assimetrias SAO FUNDAMENTAIS ,está na hora de parar de olhar o ceu como um mundo artificial, abstrato, elegante (Brian Green)que não descreve como é mas como gostaríamos que fosse.
Na Astrobiologia ,vida no universo tem ideia de antropocentrismo.Mas nossa galaxia nao é a mais importante e a materia ex. quarks so representam 4%, o resto nao tem nada a ver com atomo.
Nosso sistema solar é fascinante pois outros mundos não tem vida.(Em Jupiter pode existis amebas primitivas ).
Há 5 bilhóes de anos que a vida surgiu,
mas por 3 bilhoes só seres unicelulares (amebas ,as celulas verde azuis)
E só ha 500 milhoes para existirem esponjas e aguas vivas.Depois Muticelulares complexos.
E só a 300 mil existem seres inteligentes.
Para atravessar de seres simples foram grandes desafios. Até a celula virar orgão é pulo gigantesco.
E para os mamiferos se desenvolverem ,e impossível de se repetir pois acidental e não houve plano de criação.
Nos somos especiais pois raros.O universo é hostil a vida.
Marte e Venus quente e com efeito estufa e chove acido sulfurico , é um inferno.
A vida é sagrada pois é rara e nós somos capazes de pensarmos sobre nos mesmos.
Nós somos como a consciencia do universo,tudo indica que estamos sós, solidão cósmica.
A missao cosmica é preservar este oasis que chamamos terra.O futuro do planeta depende dagente ( e por isso o sucsso de AVATAR, a mensagem é importante este planeta e uma preciosidade, produto de acidentes).
Deixar de olhar a metafisica e olhar a fisica- ciencia empirica,sem a bagagem monoteista de 3000 anos.
Conclusão : Cuidar da casa!
Claudia.
Se matéria ou corpo ocupa o espaço nós dizemos que se movimenta : de A - B , caracteriza contagem do movimento.
A contagem do tempo do início até hoje :Bilhoes de anos, tempo foi variando noite e dia , o giro da terra , e com Bergson uma nova dimensão _ Duração, permanencia das coisas , dos seres.Independente do movimento.
A física conclui que matemática não tem nada a ver com a realidade, é tentativa de fixar conceitos fazendo um símbolo que se remete a realidade ,é o sistema de referencia. Exemplo é o símbolo do infinito ,do mistério.
Na Astronomia , físicos até pouco tempo entusiasmados com descobertas matemáticas e ficam pensando que existe simetria perfeita no universo, e que a matenática poderia descobrir a unidade .
No novo livro Marcelo Gleiser ele fala da criação imperfeita, como uma nova visão de mundo.
O mundo ocidental foi dominado pela idéia que existe uma unidade profunda. A natureza é caotica mas a unidade existe.
Este Pensamento monoteista que influenciou os gregos vem do Egito com Akenaton 1200ac,depois os assírios e semitas criaram Deus onipresente e onipotente de qual tudo emerge, infiltrando pela Grecia com TALES E PITAGORAS, que cria seita filosofica religiosa :Natureza é obra da mente divina que pensa de forma geométrica.
A função seria desvendar atravez da matemática a mente de Deus.Este Deus geometra influenciou Platão que dizia que para entender o misterio do mundo tinha que usar a Razão.Pensamento abstrato matemático,
No Renascimento Galileu, Newton tinham o pensamento platonico, isto é a filosofia natural atravez da matematica ppar compreensão das leis.Kepler dizia que mundo era uma representação matamatica que nos cabia desvendar.
Espinosa sec. 17 dizia que Deus e Natureza uma coisa só e atravez da razão entenderíamos. Unificação de monoteismo e natureza.
Os físicos do sec. 20 todos platonicos. Einstein nos ultimos 20 anos tentava a teoria do campo unificado- natureza geometrica.O todo pode ser entendido atravez da simetria profunda.E falhou como todos. A mesma ideia faz parte da fisica moderna com as super cordas,a procura por equação e com Hawkings tambem: para entender a mente de Deus.
Idéias monoteista fazem parte da Ciencia. Porque o problemaa?
A crítica construtiva feita pelo autor é que ate agora nenhuma previsao foi feita. A fisica é ciencia empirica descreve o mundo que agente ve se nao foi confirmado está na Metafísica,é uma projeção racional.
Essa necessidade de encontrar unificação atras das coisas como um "eldorado ou país prometido", mas os ultimos 40 anos mostra que Simetria não existe, são aproximações.
Esta ideia na estetica ja ultrapassada, na musica atonal , e a Arte fez ruptura com maneira classica com a destruição da REPRESENTAÇÃO DA NATUREZA.ESTETICA É IMPERFEITA.
MAS A FISICA INSISTINDO.AS assimetrias SAO FUNDAMENTAIS ,está na hora de parar de olhar o ceu como um mundo artificial, abstrato, elegante (Brian Green)que não descreve como é mas como gostaríamos que fosse.
Na Astrobiologia ,vida no universo tem ideia de antropocentrismo.Mas nossa galaxia nao é a mais importante e a materia ex. quarks so representam 4%, o resto nao tem nada a ver com atomo.
Nosso sistema solar é fascinante pois outros mundos não tem vida.(Em Jupiter pode existis amebas primitivas ).
Há 5 bilhóes de anos que a vida surgiu,
mas por 3 bilhoes só seres unicelulares (amebas ,as celulas verde azuis)
E só ha 500 milhoes para existirem esponjas e aguas vivas.Depois Muticelulares complexos.
E só a 300 mil existem seres inteligentes.
Para atravessar de seres simples foram grandes desafios. Até a celula virar orgão é pulo gigantesco.
E para os mamiferos se desenvolverem ,e impossível de se repetir pois acidental e não houve plano de criação.
Nos somos especiais pois raros.O universo é hostil a vida.
Marte e Venus quente e com efeito estufa e chove acido sulfurico , é um inferno.
A vida é sagrada pois é rara e nós somos capazes de pensarmos sobre nos mesmos.
Nós somos como a consciencia do universo,tudo indica que estamos sós, solidão cósmica.
A missao cosmica é preservar este oasis que chamamos terra.O futuro do planeta depende dagente ( e por isso o sucsso de AVATAR, a mensagem é importante este planeta e uma preciosidade, produto de acidentes).
Deixar de olhar a metafisica e olhar a fisica- ciencia empirica,sem a bagagem monoteista de 3000 anos.
Conclusão : Cuidar da casa!
Claudia.
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