terça-feira, 23 de novembro de 2010

MEDITAÇÕES XVII-

MEDITAÇÕES-XVII-PRIMEIRO LIVRO-ALADIN
Segundo Capítulo (continuação)
COCANHA (pág. 29 a 32)
4 – O TRABALHO E SUA DANAÇÃO.
O homem, segundo a Bíblia, foi condenado ao trabalho, que não move em nada o universo. O homem é um envergonhado que se retira nu do Éden, onde morava de favor. (NB. O fundamento ideológico do marxismo). O espaço que o homem consegue transformar é diminuto comparado com o que resta para idealizações. A natureza e os répteis terríveis da era mesozóica. E o que nem se pode imaginar?
5 - Uma idéia para reflexão: É possível alcançar algum bem sem trabalho? O ser da criança passa pelo trabalho que não lhe aparece como necessidade. Crescer, adquirir músculos, aprender, escola e diversões não são atividades assalariadas. É um trabalho nobre (sem escravidão).Saber nessa idade parece mais importante do que poder. Contudo, pensar que se trabalha somente para aprender é permanecer na mentalidade infantil. Passear, freqüentar aulas e depois encontrar comida pronta em casa é próprio da infância. Hoje parece que a infância anda durando muito. Como funcionaria para a criança o dito “quem não trabalha não come”? Faz parte do ser da mentalidade infantil ignorar que alguém planta e colhe trigo, faz a farinha, antes de aparece o bolo enfeitado. A criança quer somente a chave pra abrir o armário, onde as guloseimas estão guardadas.
6 – Não há criança que possa entender que se lhe recuse alguma coisa, porque não pode ser dada. Ela pensa que a recusa depende apenas da vontade dos mais velhos. Seria a partir desse comportamento que iriam derivar as concepções de pobreza e de riqueza? (Clarice Lispector). Como entender nas sociedades os sistemas de trocas? As trocas entre as acrianças são marcadas pelo desejo, sem nenhuma conotação de valor. Como surge a noção de valor? Por tudo isto, percebe-se que o fantástico não é inventado. Ele pertence à realidade do mundo infantil.
Por hoje, basta. E não terminamos o capítulo segundo, a COGAGNE. Até a próxima. Viegas

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