segunda-feira, 29 de novembro de 2010

MEDITAÇÕES XVIII-

MEDITAÇÕES-XVIII-PRIMEIRO LIVRO-ALADIN
Segundo Capítulo (final)
COCANHA (pág. 29 a 32)
1 – A DANAÇÃO DO TRABALHO.
Repetindo e recordando. O fanatismo, ostensivo ou disfarçado, não é invenção. Ele está simbioticamente ligado ao mundo infantil. Quando o infantilismo recrudesce, na adolescência ou idade adulta, os sintomas da doença regurgitam.
Imaginar um universo comestível, ainda que seja uma idéia totalmente falsa, ela é a mais notável e natural. Suas maneiras de apresentação podem ficar sofisticadas. Não é à toa que surgem movimentos às vezes fanáticos em favor da ecologia... Crenças e falsidades, nossas companheiras inseparáveis?
2 – Na esteira dessas reflexões o ser humano sonha frequentemente com um universo de bens compartilhados, esquecendo-se das raízes de avareza entranhadas em alguns. Assim os alimentos estariam armazenados em algum lugar e compete ao homem encontrá-los. Interromper o trabalho seria acabar com a raça humana. No norte gelado esquartejam-se focas em busca de gordura e de sangue, enquanto nos trópicos imagina-se que o amadurecimento das frutas esteja esperando pela colheita. Diferentes atividades e pensamentos diversos.

3- A rica fertilidade da natureza manifesta, na exuberância vegetal, na multiplicação animal e na explosão demográfica, é um perigo. As necessidades presentes, próximas e inexoráveis não podem atingir a criança sem destruí-la. É por isso que a experiência lhe ensina antes de tudo que o mundo é bom e benevolente e que a miséria e o trabalho são conseqüências da maldade de alguém.
4- O s frutos da terra são para todos, é o que se apregoa. Mas há frutos da terra? As hortas e plantações são muito enganadoras. Não há senão frutos do trabalho.
Até outro dia, mas sem trabalho. Viegas

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