Gente amiga, por motivos imprevistos, não haverá reuniões nos dias primeiro e oito de Fevereiro próximo. Retomaremos nossas atividades no dia 15. O tema será TRABALHO, conforme anunciado.
Viegas
sábado, 29 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Lembrete
Na próxima Têrça-Feira,25, por falta de pão de queijo na praça, não haverá reunião.No dia primeiro de fevereiro o tema será TRABALHO. Viegas
sábado, 15 de janeiro de 2011
Meditações XXII
MEDITAÇÕES XXII
PRIMEIRO LIVRO – ALADIN
QUARTO CAPÍTULO –SÚPLICAS (pág. 36 a 38)
1- O contexto é a relação entre realidade, imaginação, palavra declamada e reflexos no corpo. O real da imaginação se manifesta em algum movimento do corpo. Ele não disfarça. A arte de nomear e chamar é a mais utilizada. O objetivo da trama evocativa orienta-se para o futuro que aconteceu há pouco. O engenhoso roteiro prende a nossa atenção para o que há de suceder. O que se anuncia no texto é sempre o que se dará. O predizer é criativo. O encantamento é a lei da poesia, palavra que significa criação. Esta magia, o poder de produção da palavra, é assimilada experimentalmente. O fato de a criança chamar alguém e ele aparecer transforma-se, no adulto, em espetáculos de prestidigitadores ou feiticeiros. Eles fazem as coisas desejadas aparecerem e somem com as indesejáveis.
2- Afirma-se por aí que conhecemos todas as coisas através do convívio humano. Alan acha essa ideia bastante nebulosa. Ela estaria ancorada em evidências abstratas. Um exemplo é a demonstração da imortalidade da alma. O mesmo tipo de raciocínio se aplicaria a falta de condições reais para a invenção (criação) de deuses, praticada por adolescentes e adultos.
3- Outra advertência importante é que crianças e às vezes os adultos enxergam por todo o canto o querer caprichoso de algum humano. Isso é verdade por atacado. Olhando profundamente, percebe-se que esse conceito é totalmente falso. Adultos e crianças não vêem o mundo como ele se mostra ou como ele é de fato. Mas o discurso, recitativo, poesia ou oração, cria um outro mundo, povoado de coisas, animais e de seres humanos e de tudo o que se pode chamar pelo nome. Um mundo que nunca se mostra.
4- Para a magia, Alan tenta explicar-se, é indiferente o objeto evocado.A ligação resulta do vocábulo pronunciado com a coisa invisível. Essa maneira de agir, a evocação, mostra um poder imperioso e imperial sobre a realidade nomeada. Essa experiência é a primeira para todos os seres humanos. Antecipando um pouco o assunto, pode-se concluir que não é menos mitológico querer mudar, por palavras, um homem do que mandar a água brotar de uma pedra.
5- O mundo real dos homens é o que ele é, cego e surdo como os rochedos e sua transformação requer habilidades, roldanas e alavancas, isto é, instrumentos, experiência e trabalho. E isso não se descobre logo, e contudo é sabido mais depressa do que acreditado (cela est su plutôt que cru). Acredita-se no texto declamado. Compreende-se melhor porque uma aparição é o anúncio de uma aparição, e por isso a repetição deve ser feita nos mesmos moldes. Reparem-se os ritos. A criança faz questão dessa fidelidade. Parece que o objeto faz parte da frase evocativa. Os contos são relatos de súplicas atendidas. A palavra garante-se a si própria. Essa é a sua força. E a psicanálise ?
6- Nada falta a história de Aladin e sua lâmpada maravilhosa. Ali se retrata o mundo infantil. Riquezas e coisas deliciosas estão guardadas ou escondidas. O que se requer é chave para descobri-las. Chamar o encarregado, mesmo sem dar-lhe importância como esfregar uma lâmpada, é a solução. Para criança esse processo se utiliza da física dos sinais. Na vida adulta, haja sinais e fricções de lâmpadas. Esse grupo mágico de gênios poderosos passa a cortejar deuses superiores ou neles se transformam. O teólogo, que se recusa a esfregar a lâmpada não tem razão de se achar razoável. Ele não o é bastante. Entenderam?
7- Próximo encontro: o trabalho, quem é que o aguenta? Texto postado sem revisão do Viegas. Patrícia Lucena.
PRIMEIRO LIVRO – ALADIN
QUARTO CAPÍTULO –SÚPLICAS (pág. 36 a 38)
1- O contexto é a relação entre realidade, imaginação, palavra declamada e reflexos no corpo. O real da imaginação se manifesta em algum movimento do corpo. Ele não disfarça. A arte de nomear e chamar é a mais utilizada. O objetivo da trama evocativa orienta-se para o futuro que aconteceu há pouco. O engenhoso roteiro prende a nossa atenção para o que há de suceder. O que se anuncia no texto é sempre o que se dará. O predizer é criativo. O encantamento é a lei da poesia, palavra que significa criação. Esta magia, o poder de produção da palavra, é assimilada experimentalmente. O fato de a criança chamar alguém e ele aparecer transforma-se, no adulto, em espetáculos de prestidigitadores ou feiticeiros. Eles fazem as coisas desejadas aparecerem e somem com as indesejáveis.
2- Afirma-se por aí que conhecemos todas as coisas através do convívio humano. Alan acha essa ideia bastante nebulosa. Ela estaria ancorada em evidências abstratas. Um exemplo é a demonstração da imortalidade da alma. O mesmo tipo de raciocínio se aplicaria a falta de condições reais para a invenção (criação) de deuses, praticada por adolescentes e adultos.
3- Outra advertência importante é que crianças e às vezes os adultos enxergam por todo o canto o querer caprichoso de algum humano. Isso é verdade por atacado. Olhando profundamente, percebe-se que esse conceito é totalmente falso. Adultos e crianças não vêem o mundo como ele se mostra ou como ele é de fato. Mas o discurso, recitativo, poesia ou oração, cria um outro mundo, povoado de coisas, animais e de seres humanos e de tudo o que se pode chamar pelo nome. Um mundo que nunca se mostra.
4- Para a magia, Alan tenta explicar-se, é indiferente o objeto evocado.A ligação resulta do vocábulo pronunciado com a coisa invisível. Essa maneira de agir, a evocação, mostra um poder imperioso e imperial sobre a realidade nomeada. Essa experiência é a primeira para todos os seres humanos. Antecipando um pouco o assunto, pode-se concluir que não é menos mitológico querer mudar, por palavras, um homem do que mandar a água brotar de uma pedra.
5- O mundo real dos homens é o que ele é, cego e surdo como os rochedos e sua transformação requer habilidades, roldanas e alavancas, isto é, instrumentos, experiência e trabalho. E isso não se descobre logo, e contudo é sabido mais depressa do que acreditado (cela est su plutôt que cru). Acredita-se no texto declamado. Compreende-se melhor porque uma aparição é o anúncio de uma aparição, e por isso a repetição deve ser feita nos mesmos moldes. Reparem-se os ritos. A criança faz questão dessa fidelidade. Parece que o objeto faz parte da frase evocativa. Os contos são relatos de súplicas atendidas. A palavra garante-se a si própria. Essa é a sua força. E a psicanálise ?
6- Nada falta a história de Aladin e sua lâmpada maravilhosa. Ali se retrata o mundo infantil. Riquezas e coisas deliciosas estão guardadas ou escondidas. O que se requer é chave para descobri-las. Chamar o encarregado, mesmo sem dar-lhe importância como esfregar uma lâmpada, é a solução. Para criança esse processo se utiliza da física dos sinais. Na vida adulta, haja sinais e fricções de lâmpadas. Esse grupo mágico de gênios poderosos passa a cortejar deuses superiores ou neles se transformam. O teólogo, que se recusa a esfregar a lâmpada não tem razão de se achar razoável. Ele não o é bastante. Entenderam?
7- Próximo encontro: o trabalho, quem é que o aguenta? Texto postado sem revisão do Viegas. Patrícia Lucena.
domingo, 9 de janeiro de 2011
MEDITAÇÕES XXI
MEDITAÇÕES-XXI-PRIMEIRO LIVRO-ALADIN
Quarto Capítulo (continuação)
SÚPLICAS (pág. 35-36)
1- PALAVRAS. Essa maneira de conseguir as coisas, usando súplicas, leva a descobrir a função das palavras. Essa função às vezes é esquecida, por causa da idéia de se achar que o conhecimento precede a linguagem. Falar é o primeiro instrumento para se atingir um objetivo e também o início do conhecimento. Na criança, todo tipo de emissão de sons ou de gestos está diretamente ligado a alguma necessidade. Após um período de desenvolvimento, tal nexo pode resumir-se no famoso “Abre-te Sésamo”. E o encantamento, pelo fato de aparecer a coisa nomeada, seguida de repetições para se verificar a validade, é a primeira aula prática de física. (Beth, é isso mesmo?). E a atitude de aguardar o efeito da palavra pronunciada confere-lhe o poder de expressão (?).
2- POESIA E TEATRO. O movimento da poesia ou de um recitativo evoca a presença, talvez quase a proporcione, da realidade nominada. Mundo mágico. A audição ou declamação reencarna o clima de expectativa significativo na vida da infância. Sherazade emenda uma história na outra e assim decorrem mil e uma noites. Com uma cadeia narrativa, sempre povoada de falsas promessas e ameaças, a contadora de histórias espera escapar viva. Um rico exemplo desse clima ou seu roteiro natural, tecido de medos, esperas, surpresas, ansiedades, pedidos, atendimentos e desfechos encontra-se na história mitológica de Orfeu e Eurídice. (cfr. Márcia Villas-Boas, OLIMPO, A SAGA DOS DEUSES, Edit. Siciliano).
3- CORPO E SENTIDOS. Uma boa narrativa mexe a com a imaginação do ouvinte ou leitor, provocando variadas sensações, repercutidas no corpo. Não se conhece suficientemente o quanto os nossos sentidos nos enganam. E palavras, expressivamente faladas, produzem fantasmas, almas do outro mundo, estrelinhas nos olhos, formigamentos, salivações, náuseas e outros efeitos de um clima passional. A palavra e as figurações abrem a cena, produzem o espetáculo e o silêncio final encarrega-se de deixar o ouvinte consigo mesmo. É o poder teatral vivenciado nos diversos palcos da vida. Expectativas provocando expectativas.
4- O REAL E A IMAGINAÇÃO, próximo tema, ainda no capítulo das SÚPLICAS.
5- Com algum acanhamento, comunico-lhes que no dia 24 do corrente mês, às 19 horas, espero encontrá-los Livraria ARGUMENTO do Leblon, à rua Dias Ferreira,417. Apareceu O BAZAR SORTIDO, olé, olé, olá! Viegas
6-
Quarto Capítulo (continuação)
SÚPLICAS (pág. 35-36)
1- PALAVRAS. Essa maneira de conseguir as coisas, usando súplicas, leva a descobrir a função das palavras. Essa função às vezes é esquecida, por causa da idéia de se achar que o conhecimento precede a linguagem. Falar é o primeiro instrumento para se atingir um objetivo e também o início do conhecimento. Na criança, todo tipo de emissão de sons ou de gestos está diretamente ligado a alguma necessidade. Após um período de desenvolvimento, tal nexo pode resumir-se no famoso “Abre-te Sésamo”. E o encantamento, pelo fato de aparecer a coisa nomeada, seguida de repetições para se verificar a validade, é a primeira aula prática de física. (Beth, é isso mesmo?). E a atitude de aguardar o efeito da palavra pronunciada confere-lhe o poder de expressão (?).
2- POESIA E TEATRO. O movimento da poesia ou de um recitativo evoca a presença, talvez quase a proporcione, da realidade nominada. Mundo mágico. A audição ou declamação reencarna o clima de expectativa significativo na vida da infância. Sherazade emenda uma história na outra e assim decorrem mil e uma noites. Com uma cadeia narrativa, sempre povoada de falsas promessas e ameaças, a contadora de histórias espera escapar viva. Um rico exemplo desse clima ou seu roteiro natural, tecido de medos, esperas, surpresas, ansiedades, pedidos, atendimentos e desfechos encontra-se na história mitológica de Orfeu e Eurídice. (cfr. Márcia Villas-Boas, OLIMPO, A SAGA DOS DEUSES, Edit. Siciliano).
3- CORPO E SENTIDOS. Uma boa narrativa mexe a com a imaginação do ouvinte ou leitor, provocando variadas sensações, repercutidas no corpo. Não se conhece suficientemente o quanto os nossos sentidos nos enganam. E palavras, expressivamente faladas, produzem fantasmas, almas do outro mundo, estrelinhas nos olhos, formigamentos, salivações, náuseas e outros efeitos de um clima passional. A palavra e as figurações abrem a cena, produzem o espetáculo e o silêncio final encarrega-se de deixar o ouvinte consigo mesmo. É o poder teatral vivenciado nos diversos palcos da vida. Expectativas provocando expectativas.
4- O REAL E A IMAGINAÇÃO, próximo tema, ainda no capítulo das SÚPLICAS.
5- Com algum acanhamento, comunico-lhes que no dia 24 do corrente mês, às 19 horas, espero encontrá-los Livraria ARGUMENTO do Leblon, à rua Dias Ferreira,417. Apareceu O BAZAR SORTIDO, olé, olé, olá! Viegas
6-
domingo, 2 de janeiro de 2011
Meditações XX
MEDITAÇÕES-XX-PRIMEIRO LIVRO-ALADIN
Quarto Capítulo (continuação)
SÚPLICAS (pág. 35)
1- Saber pedir é o primeiro conhecimento. E a linguagem é exatamente o instrumento de ação mais antigo. O choro, o grito ou ganido, esse poder da criança, que atinge distâncias sem intermediação, é o começo.
2- O aprendizado do querer é a persuasão. Reconhecer, sorrir e dar nome é quase sempre a condição para se obter algo. A cortesia é uma arma que precedeu o arco e a flecha.
3- A capacidade de nominar está misturada com os poderes físicos. Nós conversamos com as coisas. Nunca se vai entender plenamente que a linguagem é a primeira tentativa de conhecer ou mudar seja lá o que for. E a condição inevitável de chamar pelo nome, antes de conhecer, pode explicar os rodeios para se alcançar o saber.
4- Nós falamos e contamos, aos outros e a nós mesmos. O processo de é inicialmente um discurso que perpassa até mesmo o sonho.
5- É digna de nota a prioridade das palavras em relação ao ato de pensar. Isso seria quase inacreditável, se não se entendesse que a criança tagarela naturalmente, sem saber o que está dizendo. Admira-se o diálogo entre mãe e filho, quando se descobre que a criança devolve vocábulos como bolas, parecendo que há entendimento mútuo. Essa maneira de repetir ecoando ou papaguear é o primeiro significado da linguagem. E sempre será assim?
6- Essa ressonância humana se transforma em música e, por outra parte, a música das palavras se desdobra em magia, pela necessidade de invocar os gênios familiares portadores de brinquedos e frutas, que abrem portas e janelas e protegem o uso das escadas.
7- Quais são as conseqüências desse sistema ou método? Vamos deixar o assunto para o próximo encontro. Quando?
Quarto Capítulo (continuação)
SÚPLICAS (pág. 35)
1- Saber pedir é o primeiro conhecimento. E a linguagem é exatamente o instrumento de ação mais antigo. O choro, o grito ou ganido, esse poder da criança, que atinge distâncias sem intermediação, é o começo.
2- O aprendizado do querer é a persuasão. Reconhecer, sorrir e dar nome é quase sempre a condição para se obter algo. A cortesia é uma arma que precedeu o arco e a flecha.
3- A capacidade de nominar está misturada com os poderes físicos. Nós conversamos com as coisas. Nunca se vai entender plenamente que a linguagem é a primeira tentativa de conhecer ou mudar seja lá o que for. E a condição inevitável de chamar pelo nome, antes de conhecer, pode explicar os rodeios para se alcançar o saber.
4- Nós falamos e contamos, aos outros e a nós mesmos. O processo de é inicialmente um discurso que perpassa até mesmo o sonho.
5- É digna de nota a prioridade das palavras em relação ao ato de pensar. Isso seria quase inacreditável, se não se entendesse que a criança tagarela naturalmente, sem saber o que está dizendo. Admira-se o diálogo entre mãe e filho, quando se descobre que a criança devolve vocábulos como bolas, parecendo que há entendimento mútuo. Essa maneira de repetir ecoando ou papaguear é o primeiro significado da linguagem. E sempre será assim?
6- Essa ressonância humana se transforma em música e, por outra parte, a música das palavras se desdobra em magia, pela necessidade de invocar os gênios familiares portadores de brinquedos e frutas, que abrem portas e janelas e protegem o uso das escadas.
7- Quais são as conseqüências desse sistema ou método? Vamos deixar o assunto para o próximo encontro. Quando?
"Será prioridade a luta pela qualidade da Educação" "",...
" Mas só existirá ensino de qualidade se os Professores forem tratados como as verdadeiras autoridades da Educação.... "
Que as Previsões e Profecias de nossa Presidenta se concretizem !
Que as Previsões e Profecias de nossa Presidenta se concretizem !
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