domingo, 25 de julho de 2010

MEDITAÇÕES XII -

INTRODUÇÃO(pág.21 a 23.)FINAL
LINGUAGEM (2)
1- As línguas são distintas umas das outras, como as nações e os agrupamentos. E também nas línguas nacionais acentuam-se diferenças, por regiões e profissões. Isso se deve ao fato de a linguagem exprimir sempre o mais íntimo das paixões e dos sentimentos, que são instáveis e secretos. Por causa de uma complexidade natural dos afetos, projetos e negócios, é necessário chegar às raízes da comunicação a fim de encontrar o homem.
2- Gramáticos, instituições e puristas quase sempre se opõem a essa energia da linguagem, que é viva e dinâmica. As obras primas, tais como poemas, histórias, tratados e outros, requerem um grupo elitizado para entendê-los. Há uma diferença entre a linguagem escrita e a falada vulgarmente. É por isso que o dialeto jônico, o grego e o latim clássicos perduram, graças a Homero, Sófocles, Ovídio, Virgílio e outros. O mesmo se pode dizer na modernidade da língua francesa usada em seu estilo clássico por Montaigne, Sevigné, Voltaire, Montesquieu, Balzac e outros. Em nossa língua brasileira, ninguém ousa falar como Camões, Eça de Queiroz ou mesmo Fernando Pessoa. Os doutos e clássicos corrigem nossas dificuldades de falar e nossos balbucios infantis que constituem o sistema de comunicação imposto por nós aos interlocutores mais próximos. Onde estaria a verdade dos dizeres?
3- Os variados modos de falar que se conservam através dos tempos, são marcados pelo verdadeiro (qual verdadeiro?), próprios para o raciocínio e à descrição, com fidelidade ao vocabulário. (NB: Vocabulário). Não falta lugar também para belo, vivenciado na prosa, sem a percepção da inestimável verdade implícita, decorrente das entonações, sonoridades, acentos, timbres e sotaques.
4- Convém salientar a força da poesia que é capaz de rejuvenescer o fraseado comum, pobre de idéias, conferindo-lhe (à poesia) um sentimento visceral. O Belo testemunha fielmente o verdadeiro e o prenuncia. Através do ritmo e da rima, a poesia recitada, antes da escrita e da leitura, foi um instrumento de fixação da linguagem. Por isso, a linguagem falada talvez não se reconhecesse ou não seja reconhecida como um instrumento a serviço do pensamento( a ver... ). Pensar seria quase sempre refletir sobre palavras? Sabe-se que a lógica se constrói sobre a maneira de encadear palavras, frases e deduções. Por outro, ignora-se com frequência que o vocabulário (NB: Abecedário...) encerra os tesouros do pensamento. Augusto Conte apresentou alguns exemplos de palavras chaves, ricas em tais significados, tais como coração, povo, mau, necessidade, gosto, graça, arrependimento, parlamento, constituição e outras. Em todos os verbetes consagrados pelo uso depara-se com uma lição de coisas (?) e um assunto ou tema sobre a humanidade.
5- É necessário então constatar que os produtos da linguagem, sobretudo aquelas que foram objeto de algum culto, encerram algo mais do que parecem anunciar e são enigmas não menos importantes que as estátuas dos deuses. O método que eu chamaria de piedoso (pieuse) ou religioso é sempre a suposição de que todas as religiões são verdadeiras. Discordo de Pascal por ter afirmado que a única religião que obteve resultado s é aquela que lutou contra a natureza e contra as demonstrações. Tanto Pascal, como outros, que se declaram fiéis (religiosos ou crentes) não chegam a acreditar. Neles há geometria demais, ou para dizer de outro jeito, são muito pouco pagãos para serem cristãos.Dia 25/07/10- Viegas, o prolixo sem remédio.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

MEDITAÇÕES (X)

DIGRESSÕES (3)
Autores citados por Alain - (Introdução).
1-HERÓDOTO (485 a 429 a.C
-Nasceu em Halicarnasso, hoje Bodrum, na Turquia. É chamado o “Pai da História”, porque foi o primeiro a registrar o passado num estilo novo, por ele criado.
- Considerava a História como instrumento de divulgação do comportamento humano no passado. Era também geógrafo. O assunto principal de sua obra versou sobre a guerra dos Persas, sob o reinado de Xerxes. Viajou muito, mas viveu mais tempo em Atenas.
- OBRAS –
- Seus livros foram escritos em dialeto jônico e estabelecidos pelos alexandrinos. O conjunto da obras ficou intitulado HISTÓRIAS, divididO em nove livros, além de prólogo e epílogo. Cada livro levava o nome de uma das Musas, na seguinte ordem: Clio, Euterpe, Tália, Melpômene, Perpsícore, Erato. Polímnia, Urânia e Calíope.
- LEMBRETE sobre as Musas. Elas eram filhas de Júpiter e de Minemósine (deusa da Memória). CLIO, a proclamadora, que encima o primeiro livro, é a encarregada da História. Na sua figuração, carrega um pergaminho ou uma sacola de livros(?). EUTERPE, a doadora de prazeres, patrocina a música e anda com uma flauta. TÁLIA, a que faz brotar as flores, é a protetora da Comédia, e se apresenta de máscara cômica, com uma coroa de hera e um bastão. MELPÔMENE, a poetisa, é a musa da Tragédia, e aparece de máscara, grinalda e uma clava (tacape). PERPSÍCORE, a rodopiante, patrocina a dança, e tem nas mãos uma lira e uma palheta. ERATO, a amável, musa da poesia lírica e do amor, leva uma pequena lira. POLÍMNIA, a que canta muitos hinos, é a protetora da música de cerimônias religiosas e se esconde sob um véu. URÂNIA, a celestial, é a musa das Astronomia, carrega um mapa dos céus e um compasso. CALÍOPE, a bela voz, protege a eloqüência, e se apresenta com uma tabuleta e um buril. Calíope seria a chefe das musas, com o meu voto.
PENSAMENTOS DE HERÓDOTO
-Para ele as divindades são a fonte das incertezas. Elas são invejosas e a causa de perturbações entre os mortais. Nesse pormenor, parece que Heródoto repete as idéias de seu amigo ÉSQUILO. Essa inveja, atribuída aos deuses, que poderia ter alguma semelhança com o determinismo ou destino, não tira a liberdade humana. Para vencer os deuses o caminho dos mortais é a prática da justiça, da piedade (?) e da modéstia, que seriam as virtudes ensinadas nas tragédias também de Sófocles e Eurípedes.
2-ÉSQUILO (525 a 456 a.C.)
Poeta trágico e fundador desse estilo.
Principal obra: Prometeu Acorrentado.
PENSAMENTOS: Falseando a verdade, grande parte dos homens prefere antes parecer a ser; Há poucos homens capazes de prestar homenagem ao sucesso de um amigo, sem qualquer inveja; O sucesso, entre os mortais, é mais do que um deus.
3- SÓFOCLES (497 a 405 a.C.)
Era um dramaturgo e suas obras principais foram: Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona.
PENSAMENTOS: Os males mais terríveis são aqueles que cada um faz a si mesmo; não existe testemunha mais terrível, nem acusador mais poderoso do que a consciência que habita em nós.
4- EURÍPEDES - (485 a 406 a.C.)
-Nasceu em Salamina e faleceu na Macedônia. Era um poeta trágico. De suas inúmeras obras só restaram dezoito. Parece que levou uma vida de muita austeridade e não era sociável. Foi chamado de filósofo do teatro. Afirmava que os mitos, que ele sempre usava nas tragédias, eram apenas coleções de lendas. A função dos mitos seria manter crenças primitivas. Abordou,em suas tragédias,questões psicológicas, mitos e os sentimentos dos derrotados.
-OBRAS PRINCIPAIS: As Troianas, Medeia, As Bacantes, Electra, Helena, Orestes, As Fenícias, Ifigênia em Táurida e Ifigênia em Áulida, entre outras.
FRASES: Na riqueza nunca faltam amigos; Fala se tens palavras mais fortes do que o silêncio; O tempo dirá tudo à posteridade. É um falador. Fala mesmo quando não é perguntado; o homem que criou a idéia de Deus foi um gênio. Dia 21/07/10 - Viegas

segunda-feira, 19 de julho de 2010

MEDITAÇÕES IX

MEDITAÇÕES – IX -
Introdução, pág. 20 a 21.
LINGUAGEM (1)
1- De início, vamos falar apenas sobre o que se pode chamar de aspecto externo da linguagem. A linguagem é algo natural como o fígado ou os rins. Nada me fará acreditar que linguagem, usada na fala ou na mímica, deixe de revelar algo sobre a estrutura e a condição humanas. Apesar das inclinações para a dúvida, pretendo refletir sobre a linguagem dos gestos, os escritos que tentam registrá-los e também sobre o canto ou o grito modulado.
2- A marca que o homem, e também os animais, deixam na relva aonde venham a dormir, escreve mensagens. Elas ficam nos sinais que sulcam o leito. Algo parecido com perícia criminal... De qualquer maneira, essa escrita não é fácil de ser lida. É por isso que as artes plásticas carregam aspectos enigmáticos.
3- O homem é um enigma em movimento. Cada qual o é para si mesmo. Os vestígios do ser humano permanecem, às vezes, indeléveis, nas suas pegadas, nas abóbadas e nos templos. A passagem do ser humano no espaço terrestre não se afigura como tabula rasa. E sobre esses rabiscos e sinais os pesquisadores irão meditar interminavelmente. Eles assinalam um momento do racional. E esse é o objetivo principal do presente livro.
4-Esses sinais mais relevantes são realmente deuses. Não quero afirmar que os vestígios do vivente humano nada tenham a ver com sua verdade ou história. Nem que o homem seja sempre divino em suas atividades. Em algumas, brilham a comicidade e a farsa. Não estou aqui falando sobre a verdade do homem e de sua história.
5- As grandes obras são aquelas que se tornaram centro de orações, de milagres e de peregrinação. O fiel ou devoto, perante essas realizações do homem, fica extasiado. Nesse lugar e momento, ele se reconcilia com a sua verdadeira, para ele, condição. E empolga-se para descobrir um caminho que possa levá-lo a uma vida melhor, a seu modo de ver.
6- Essas obras-primas se conservam e os artistas procuram imitá-las, isto é, figurar aquele instante do homem e de sua verdade, em réplicas de acordo com seus próprios recursos. Mas a inveja produz apenas imitações sem vida. A admiração talvez possa realizar, por outro lado, respeitáveis obras-primas. As cópias imperfeitas se denunciam por si mesmas, ainda que a história possa descobrir, nelas embutidas, verdades profundas que revelam qualidades do ser humano. Mas o que essa digressão teria a ver com a linguagem? A resposta é simples: tudo. Gestos, pegadas, gritos modulados, esculturas, pinturas rupestres, tudo é linguagem. Cada ser humano usou e usa para se comunicar o que lhe é accessível, em cada fase da história.
7- Mas a linguagem falada ou cantada contém mais aspectos obscuros e enigmáticos. Isso fica para a próxima conversa. Então ficam na reserva: Linguagem (2), Contestação e outros autores citados. Viegas

segunda-feira, 12 de julho de 2010

DIGRESSÕES - 2-

MEDITAÇÕES –VIII –
DIGRESSÕES – 2 –
1 – JOSEPH ERNEST RENAN (1 823 /1 892)
- Nasceu no norte da França, na região da Bretanha. Formou-se em Filosofia e Letras. Iluminista. Professor no Colégio da França. Arqueólogo, historiador e filólogo. Estudou línguas semíticas e foi professor de hebraico. Duvidou da infalibilidade de Bíblia. Era anticlerical ferrenho.
- LIVROS. O futuro da ciência, Vida de Jesus e Dramas filosóficos entre outros.
- Sua tese de doutorado versou sobre Averróes.
- No seu livro sobre a Vida de Jesus defendia que o Cristo foi simplesmente um homem, sábio e admirável, mas não um deus. Por isso sofreu perseguições.
- FRASE IMPORANTE.
“A ciência proverá sempre a satisfação do desejo mais alto da nossa natureza, a curiosidade; fornecerá sempre ao homem o único meio que ele possui para melhorar a própria sorte”.
2 - DAVID HUME (1711/1776).
- Nasceu em Edimburgo, na Escócia. Iluminista. Segundo Bertrand Russel foi o maior dos filósofos britânicos. Defensor do empirismo, ao lado de Locke e Berkeley. Era opositor de Descartes. Considerava-se discípulo de Newton, quanto ao método de análise.
- LIVROS. Tratado da Natureza Humana, investigação sobre o Entendimento Humano e História Natural das Religiões, entre outros.
- N.B. Ofereceu asilo a Rousseau quando este foi perseguido. Nunca se casou.
- FRASES IMPORTANTES
“Que privilégio peculiar tem esta pequena agitação do cérebro que chamamos pensamento?”
“A razão é escrava das paixões”.
“A beleza das coisas existe na mente que as contempla”.
3 - MICHEL EYQUEM DE MONTAIGNE (1533/15920).
- Nasceu na França em Saint-Michel-de-Montainge.
- Refletiu sobre os dogmas de sua época referentes às instituições, opiniões e costumes. Era um humanista cético. Estudou direito e foi magistrado, mas a maior parte de sua foi de um recluso, estudando os problemas da humanidade.
- LIVRO. Escreveu ao que parece um apenas, intitulado Ensaios. A crítica às vezes insinua que sua obra é autobiográfica.
- FRASES
“Mesmo no mais alto trono do mundo estamos sempre sentados sobre o nosso rabo.”
“As palavras pertencem metade a quem profere e metade a quem ouve.”
“Os homens tendem a acreditar, sobretudo naquilo que menos compreendem.”
“Filosofar é duvidar”.
”O homem não é tão ferido pelo que acontece, mas sim por sua opinião sobre o que acontece.”
“Proibir algo é despertar o desejo.” Viegas, repetidor
DIGRESSÕES

MEDITAÇÕES VII -

MEDITAÇÕES –VII –
(págs. 19 a 20)

1 – Vamos conversar sobre crenças e dúvidas. Algumas pessoas acreditam que estão capacitadas para duvidar de algum relato, escrito ou falado. Mas nós somos mal preparados para a atitude de duvidar. O objeto de um relato é justamente aquilo que falta. O relato se refere a algo que, pelo menos, no momento da narração, não está presente. Por isso é impossível tornar esse objeto um fato experimentável. Os debates sobre tais relatos, como na tradição escolástica, restringem-se ao exercício de confirmar se a coisa narrada é ou não possível. É a praia do possível, do impossível, do provável, do que poderia ter siso se algumas condições tivessem acontecido. Essas discussões levaram e levam a conversas ridículas ou risíveis. Lembrei-me de Sócrates insistindo que uma vida sem questionamento não é digna de ser vivida. Alain enumera vários casos, citados por Hume e Renan, decorrentes de crenças simplórias e também do excesso de dúvidas. Pense no povo antigo, uns cinco séculos dantes de Cristo, refletir sobre a existência ou não de antípodas, numa terra que não se considerava redonda. E hoje ainda há gente dita civilizada que acredita em duendes, vivendo nas profundezas do planeta.
2- Por isso é bom sublinhar que a experiência e somente ela pode decidir sobre a realidade das coisas. Note-se que em ciência existe a figura da hipótese como método de pesquisa. Os apressados transformam hipóteses em certezas.
Quando se relata um milagre, ele não pode ser afirmado como real e nem mesmo negado. Negar um relato é perder tempo e a oportunidade de se instruir. Uma das consequências desse aprendizado é constatar o tamanho da credulidade humana e da tendência para vivenciar ilusões.
3- Mas não é dessa maneira que eu considero o espírito livre. Eu gostaria de acreditar, como Montaigne, em tudo que se narra, nos mínimos detalhes, desde que me seja reservado o direito a uma desconfiança do mesmo porte. Confiar desconfiando, como faziam os mineiros antigos. Essa atitude poderá esclarecer o tema principal do livro que é o fato de acreditarmos mais facilmente no que é contado do que naquilo que se vê. Por outro lado, o ser humano que não aprende a duvidar, corre o risco de se fechar fanaticamente naquilo que crê. O fanatismo é uma terrível limitação. Seja lá o que for,o fato é que o ser humano ainda hoje navega entre crenças primitivas e arranjos mentais sofisticados, e quase sempre inclinado a apreciar ilusões. Para muitos a realidade reside nas palavras.
NB. Mais uma vez o tema contestação foi postergado. Na próxima vez começaremos tratando de LINGUAGEM. Viegas, um crente enrustido.

domingo, 11 de julho de 2010

PERGUNTA SOLTA

Alain escreveu à página 19 da Introdução:" On n´évitara pas,en ce genre de recherches, la ridicule idée d´un Renan,qui donne comme impossible qu´une jambe coupée repousse, alors que l´on sait u´une patte d´écrevisse repousse." O assunto é a capacidade humana para duvidar de relatos falados ou escritos.Seria brincadeira?
Como entenderam a crítica a Renan? Beth, você está com a palavra possível ou impossível. Até a próxima. Viegas

segunda-feira, 5 de julho de 2010

MEDITAÇÕES SOBRE ALAIN

MEDITAÇÕES - V -

DIGRESSÕES (1)

Preparando caminhos para o melhor entendimento dos textos de Alain, é conveniente alguma atenção aos autores por ele citados. No momento reporto-me à Introdução (págs. 15 a 23).

1-AUTORES CITADOS.
Aristóteles, Balzac, Descartes, Espinosa, Homero, Hume, Montaigne, Montesquieu, Pascal, Renan, Sevigné, Stendhal, Thales e Voltaire.
2 - VERBETES COM VISTAS AO ABECEDÁRIO
Amizade, amor, deuses, emoção, esperança, felicidade, inveja, lógica, medo, sentimento, religião.
ARISTÓTELES (384-322 a.C.)
1-Nasceu em Estagira, na Macedônia, filho de Nicômano, médico famoso. Casou-se duas vezes e teve um filho chamado Nicômano, em homenagem ao avô. Foi preceptor de Alexandre Mágno.
2-Criador do pensamento lógico. Conheceu Platão. Fundou sua escola, dedicada ao estudo das ciências físicas. Para ele, a base do conhecimento é a experimentação dos fenômenos da natureza.
3-Conta-se que escreveu uns 120 livros, dos quais se mencionam com destaque, Ética a Nicômano, O homem de Gênio e a Melancolia, Física, Metafísica, Sobre a Alma, Retórica das
Paixões e Órganon, entre uns vintes que sobraram.
4 - Ensinamentos: A matéria (os quatro elementos) é potência (em oposição a ato). Por isso tem a capacidade de assumir ou receber alguma forma (processo de individuação). Suas conclusões filosóficas partem exclusivamente da observação minuciosa da natureza, da sociedade e dos indivíduos. Foi o primeiro enciclopedista da história.
Na idade média alguns o consideravam materialista e até ateu. Algumas dessas pechas sobraram para Tomás e Aquino. Contudo Cícero dizia que o estilo literário do estagirita era um “rio de outro”. Augusto Comte o chamava de “príncipe eterno dos verdadeiros filósofos” e Averróes dizia que ele era o “preceptor da inteligência humana”. Portanto, elogios também não faltam.
5 – FRASES
“A principal qualidade do estilo é a clareza”.
“O homem livre é Senhor de sua vontade e escravo somente da própria consciência”
“A felicidade não se encontra nos bens exteriores”.
“A felicidade é para quem se basta a si próprio”.
“A dúvida é o princípio da sabedoria”.
“Nunca existiu uma grande inteligência sem uma via de loucura”.
“A esperança é o sonho do homem acordado”.
“O homem solitário é um animal selvagem ou um deus”.
“A vantagem que carrega o mentiroso é que não é acreditado mesmo quando diz a verdade”.
Dia 03/07/10
Ob.: DÚVIDA E CONTESTAÇÃO aguardam outros encontros. Viegas