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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Próxima reunião
Eu gostaria de saber se as pessoas do grupo estão lendo esse blog que foi criado para isto. Está difícil a participação, não é? Por que será? De qualquer maneira, a pedido da Camila, aviso que a próxima reunião será em casa dela. A Cláudia viajou na última 3a-feira à tarde e não estará presente. Vamos ver o que ficou faltando comentar do n. 27 "A Solução Grega" e passar para o 28 "O Espaço da Aparência e o Poder". Até mais.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Almoço dos aniversariantes
Tivemos a reunião na casa da Cláudia, mas não rendeu discussão alguma. Ficamos mesmo no bate-papo. Ao meio-dia fomos para o restaurante Gula Gula onde nos encontramos com o Viegas, o Rogério, Gilza e as outras que não foram à reunião. A escolha do local não podia ser melhor, muito agradável na varanda, o que propiciou descontração e conversa amena. O Viegas está em plena recuperação, animado e chegou a fazer algumas gozações. Acho que as aniversariantes guardarão uma boa lembrança da comemoração. Até mais.
SSilv
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Comentário da Cláudia
Abaixo do título "Ociosidade" está, como comentário, um ótimo resumo que a Claudia fez da palestra do Morin. Os da turma que quiserem escrever no blog, não o façam como comentário, mas como nova postagem para que o texto fique alinhado com os outros títulos. Tenho a impressão de que essa coisa de blog comunitário funciona assim mesmo: custa a engrenar. Na próxima 3a.feria teremos o almoço comemorativo dos aniversariantes de julho no restaurante GulaGula de Ipanema, depois da reunião na casa da Claudia. O recado já foi dado por e-mail. Até mais.
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
As Teias das Relações Humanas
A reunião de 3a.feira, dia 21, foi bastante proveitosa e tivemos a presença de uma nova colega, a Aimée (será assim que se escreve seu nome?) que contribuiu para animar a discussão. O tema é muito rico e sobre ele poderiamos conversar por vários mêses. O melhor é que fatos recentes na política, na gestão de negócios públicos e particulares e das relações internacioais que preenchem as páginas dos jornais vêm corroborar o que diz a Hanna nesse capítulo do seu livro. No final da reunião conversamos sobre o almoço de comemoração dos aniversários de julho. Há várias possibilidades e tudo depende do estado de ânimo do convidado especial o Viegas. Qualquer que seja a decisão ela será colocada nesse blog. Até mais.
SSilv
domingo, 19 de julho de 2009
Ociosidade
Por aqui o livro do Paul Lafargue não tem vez. Foi aprovada uma lei que veio substituir outra de 1941 que proibia a mendicância e a ociosidade; a atual permite a mendicância levando em conta a realidade social do país, uma das piores distribuições de renda do planeta, mas mantem a proibição da ociosidade. Esta só vale em âmbito privado, mas no público nem pensar. Aqueles que escolhem o ócio estando apto para trabalhar têm que, pelo menos, parecer que estão fazendo alguma coisa. ou jogando bolinhas para o alto ou fingindo-se de flanelinha. Ociosidade e mandicância juntos, nem pensar. No entanto, os ociosos geralmente são pobres, então eles têm direito de mendigar. Como provar o contrário? Na realidade, quando antigamente os ricos vivam um ócio prazeroso, este não era proibido, mas até admirado. Depois pensou-se que o trabalhador, nas horas de folga pudesse gozar se um ócio também prazeroso. No entanto, o consumismo desse sistema capitalita selvagem comeu o ócio. Ao refletir sobre a cultura de massas, Hanna Arendt afirma que "o problema relativamente novo da sociedade de massas talvez seja mais grave, não devido às massas mesmas, mas porque tal sociedade é essencialmente uma sociedade de consumo em que as horas de lazer não são empregadas para o próprio aprimoramento ou para aquisição de status social, mas sim para consumir entretenimento." Até mais.
SSilv
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Aniversarios de Julho
A data da comemoração dos aniversários de julho, de Claudia, Beth e Rogério, vai mudando ao sabor do vento. A única coisa que permanece é o dia, 28, o que anda variando é o local. Seria primeiro na casa de Gilza, mas como o Viegas anda melhorando a olhos vistos, pensamos que seria bom um local na zona sul onde ele pudesse ir também. Agora fico sabendo que o nosso amigo anda tão bem que prefere o Pavilhão de São Cristovão para almoço e forró. Nada mais auspicioso! Esse local é bastante interessante, um pedaço do nordeste no Rio de Janeiro; quisera eu encontrar uma rapadura de gegibre como a que comi com café num daqueles restaurantes. Como são festivos os nordestinos! A comemoração vai ser lá pro fim do mês; antes disso teremos a reunião da 3a.feira, dia 21, quando combinaremos os detalhes e pormenores do evento. Espero voltar a ver, então, a baiana Alê dançar forró, o que ela faz com maestria. Até mais.
SSilv
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Palestra
Não deu para eu assistir a palestra do Morin, mas Claudia e Camila assistiram e vão poder contar tudinho. A Claudia anotou tudo que ele disse e vai colocar um resumo no blog. Parece que a Silvia foi ao local da palestra e não conseguiu entrar porque não havia mais fones de ouvido para a tradução simultanea; que coisa, hein? Como não tivemos nossa reunião na 3a.feira, na próxima discutiremos o n. 25 do cap. IV do livro. Espero que o Viegas tenha recebido notícias da palestra do Morin, e que comente alguma coisa no blog. Até mais.
SSilv
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Nova e importante adesão
Espera-se que um blog comunitário como este seja lido pelo menos de vez em quando pelos seguidores, pois ele não serve apenas para publicar matérias sobre o que estudamos, mas também para noticiar coisas importantes como a palestra do Morin, por exemplo. Não adianta a gente se esmerar em escrever coisas interessantes se ninguém lê. A importante adesão do nosso querido professor Viegas, irá, certamente, contribuir para elevar a qualidade das publicações desse blog e ele, tenho certeza, irá ler e comentar as matérias aqui publicadas. Benvindo Viegas! Nosso próximo assunto de discussão será "As Teias das Relações e as Histórias Humanas", texto muito interessante e muito pertinente para entendermos um pouco o desenrolar da ação e do discurso, e a não autoria de coisa alguma. Aí a gente fica pensando sobre o por que desses direitos autorais. Se ninguém é autor de suas ações e discursos, por que essa luta? Como fica o plágio? A grande importância do estudo do livro da Hanna é que somos levados a refletir sobre a questões da vida em sociedade, das implicações da ação e do discurso e, portanto, sobre a ética. Até mais.
SSilv
domingo, 12 de julho de 2009
Morin
Na 3a.feira às 11 horas o antropólogo Edgard Morin estará falando sobre os "Saberes" na Academia Brasileira de Letras. Programa altamente intelectual porque o Morin é um dos grandes de nossa época. Na sua auto-biografia intitulada "Meus Demônios" ele fala sobre ética e ação: "Se a auto-ética tem seus princípios bem assegurados, ela não encontra, por isso, menos dificuldades, que não têm solução apenas na consciência de "fazer bem", de "agir para o bem" ou de "fazer seu dever". Como tudo que é humano, ela deve enfrentar incertezas. Estas surgem das dificuldades do auto-conhecimento e do auto-exame crítico, das incertezas da própria açã e, enfim, de imperativos éticos contrários. ...Quanto às incetezas da ação, elas sugem primeiro da ecologia da ação. A ecologia da ação ensina-nos que toda ação escapa cada vez mais à vontade de seu autor, entrando no jogo das inter-retro-ações do meio onde ela intervém. Assim a ação arrisca-se não apenas à derrota, mas também ao desvio ou perversão de seu sentido inicial e pode até voltar contra seus iniciadores. Pode-se, seguramente, encarar e calcular os efeitos a curto prazo de uma ação, mas seus efeitos a longo prazo são imprevisíveis." A propósito desses pensamentos do Morin, achei-os importantes para nós do grupo que estamos refletindo sobre a ação e o discurso. Até mais.
SSilv
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Ação
O campo da ação e do discurso é por demais extenso. Às vezes a ação é necessária e nem sempre anelada, no sentido de ser um desejo prazeroso. Vai aí um exemplo simples, e desculpem se o discurso parece dramático demais: Há a necessidade de novas cortinas para uma janela. Isto implica em entrar em contato com a fornecedora que, de "acordo com sua vontade", marca dia e hora para que se examine o material desejado, tirar medidas, fazer o cálculo do preço. Esse discurso assim expresso dá a impressão de que é tudo muito simples e rápido. Ledo engano! Aquela hora marcada jamais é aquela que se combinou. Pode ser a qualquer hora do dia depois de 10 horas; mas o combinado era 10:30. Nem pensar em sair de casa nesse dia, porque se não atender o tal funcionário da firma tudo terá que ser feito de novo. É preciso que se prepare para trabalhar em alguma coisa enquanto aguarda; o dia corre e esgotou-se tudo o que foi planejado para preencher o tempo de espera, e nada do tal funcionário. Faz-se uma chamada telefônica para a firma e de lá respondem que o funcionário está na rua e que se espere a vez. Lá para as 17:30 toca o interfone; é o tal homem das cortinas. A essa altura não se tem mais vontade de encomendar coisa alguma e é preciso um exercício de paciência para não dizer poucas e boas para aquela pessoa, que afinal é apenas um empregado, e para concluir a encomenda. Isto é uma amostra de ação sem reação e discurso desnecessário. Até mais.
SSilv
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Reunião
Na última 3a.feira, 07/07, discutimos o n.25 do capítulo IV do livro da Hanna que fala sobre A Teia das Relações e As Histórias Humanas. Texto muito rico e que dá muito o que pensar. A questão do "quem" da ação, do autor que não é autor, não se restringe apenas à figura deste, mas dá margem a desdobramentos. No discurso esse "quem" pode ter conotação de segregação: "Sabe com quem está falando?" ou "Quem você pensa que é?" "Quem manda nesse pedaço?", etc. Ela fala também na questão da "coragem": "A conotação de coragem, que hoje reputamos qualidade indispensável a um heroi, já está de fato presente na mera disposição de agir e de falar, de inserir-se no mundo e começar uma história própria." E isso nada tem a vem com arcar com as consequencias; o mostrar-se em público, o sair da toca para enfrentar o mundo e mostrar-se quem é, o revelar e exibir sua individualidade denota coragem e mesmo ousadia. E ela completa: "Essa coragem original, sem a qual a ação, o discurso e, segundo os gregos, a liberdade seriam impossíveis, não é menor - pode ser até maior - quando o "heroi" é um covarde. Até mais.
SSilv
terça-feira, 7 de julho de 2009
finalmente
Estou entrando neste novo Blog pela primeira vez.
Espero ser a primeira de muitas!
Aguardem.
Beth
Espero ser a primeira de muitas!
Aguardem.
Beth
olá da Claudia
A Eliud telefonou dizendo que está gripada então não virá , a Sonia está aqui e me ensinou a entrar no blog , por isso comunico aos colegas que de agora em diante participarei. Para o Viegas envio meu abraço.
Claudia
Claudia
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Ação e discurso
A história real, em que nos engajamos durante a vida, não tem criador visível e nem invisível porque não é criada. O único "alguém" que ela revela é o seu heroi; e ela é o único meio pelo qual a manifestação originalmente intangível de um "quem" singularmente diferente pode tornar-se tangível depois através da ação e do discurso. Só podemos saber quem um homem foi se conhecermos a história da qual ele é o heroi - em outras palavras, sua biografia; tudo o mais que sabemos a respeito dele, diz-nos apenas o que ele é ou foi. Dessa maneira, cada um, seja lá quem for, é heroi de sua história que é diferente das dos outros; a palavra heroi mplica, sem dúvida distinção, como em Homero, mas é uma distinção que está ao alcance de qualquer homem livre. Até mais.
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domingo, 5 de julho de 2009
Hoje é domingo, bate no sino
Domingo de céu fechado com nuvens escuras. Estranho, mês de julho costumava ser de sol o tempo todo, era a melhor época no Rio pq a temperatura amena convidava a uma ida ao Pão de Açucar e Corcovado. A temperatura continua amena mas não dá para subir os morros com tempo fechado. As crianças reclamam que as férias passam muito rápido, enquanto os dias de aula passam muito devagar. Tentei explicar a elas um básico conceito de tempo dizendo que ele nada mais é do que a maneira como percebemos as mudanças que ocorrem em nosso espaço pelo rítimo que imprimimos a ele. Quanto mais acelerado o rítmo dos movimentos, quanto mais elevada a frequencia das nossas mentes, emoções e sentimentos, etc., mais rápido ele passará. É a agitação da vida contemporânea que dá a sensação de que os dias, meses e anos passam mais rápido. Há uma frase de John Wheeler que explica o tema com perfeição: "O tempo veste um traje diferente para cada papel que desempenha em nosso pensamento." Até mais.
SSilv
sábado, 4 de julho de 2009
O riso
Apesar de tudo é preciso rir porque o riso lava a alma. Para Nietzsche, o riso e a paródia são operadores filosóficos inigualaveis: eles permitem reverter perspectivas fossilizadas. Nietzsche, o impiedoso crítico das crenças canônicas, é também um mestre da ironia. Sua ambição consiste em tornar superfície o que é profundidade, restituir a graça ao peso da seriedade filosófica. O humorismo é uma forma do sentimento cômico derivado não do instinto, mas da inteligência. É a arte de fazer cócegas no raciocínio dos outros. Humorismo é nem mais nem menos que ironia, ou seja, burla que não fere porque nasce de um coração sem ódio e de uma mente onde cabe a poesia: o humorismo constitui uma atividade benévola, refinada e espiritual. Para ilustrar: Gargalhada - Cecília Meireles: Homem vulgar! / Homem de coração mesquinho! / Eu te quero ensinar a arte sublime de rir. / Dobra essa orelha grosseira, / e escuta o ritmo e o som / de minha gargalhada: / Ah! Ah! Ah! Ah! / Ah! Ah! Ah! Ah! Até mais.
SSilv
sexta-feira, 3 de julho de 2009
O quem
Para quem não sabe, "os monumentos ao "Soldado desconhecido" erigidos após a Primeira Guerra Mundial comprovam a necessidade de glorificar, de encontrar um "quem", um alguém identificável que quatro anos de carnificina haviam deixado de revelar. A frustração desse desejo e a disposição de não aceitar o fato brutal de que ninguém havia, realmente, sido o agente da guerra, inspiraram a construção desses monumentos ao "desconhecido", a todos aqueles a quem a guerra havia privado de identidade, roubando-lhes nãos os atos, mas a dignidade humana." É estranho que, quando convocados para a guerra os soldados têm nomes e endereços, mesmo aqueles que se apresentam como voluntários, mas quando são mortos durante as batalhas, vão caíndo enquanto os batalhões seguem em frente, eles se tornam desconhecidos. E isto não acontece somente com os soldados, mas também com os civis que são ceifados pelas bombas e tiros a esmo. Enfim, é preciso pensar a guerra para almejar a paz, para se manifestar a favor da paz. Existe nos Estados Unidos um sério movimento de mulheres a favor da paz chamado "Pink Code" que não dá tréguas ao presidente e aos congressista para que sejam tiradas as tropas americanas do Iraque e do Afganistão. Elas estão em contato direto com as mulheres desses países para formarem uma corrente nessa luta. Até mais.
SSilv
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Ainda a Ação
Cap. V, 24 da Hanna, coisa importante: "É com palavras e atos que nos inserimos no mundo humano; e esta inserção é como um segundo nascimento, o qual confirmamos e assumimos o fato original e singular do nosso aparecimento físico original. ..." Isto é muito sério. A muitos esse nascimento não acontece. Crianças pobres que vivem em lares onde pai e mãe, ou um só deles, saem para trabalhar de madrugada e chegam em casa tarde da noite, não têm meios de desenvolver esse potencial porque não há troca. Não sei se nas escolas públicas essas crianças recebem a atenção devida para chamá-las a exercitar tais potencialidades. Essas reflexões filosóficas da Hanna nos leva a pensar o alcance de se estar no mundo humano e conviver na sociedade humana. / Mês de julho, mês de férias. Férias da secretária, férias das crianças (netos) que vêm de longe para visitar a avó e esta vira criança no meio deles. Uma das melhores coisas da vida. Até mais.
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
Mudanças
Recebi hoje o último artigo do Viegas que fala sobre "Mudanças" nos costumes e na sociedade. Acho que algumas pessoas sentem na pele a necesidade de certas mudanças e acabam por serem pioneiros, e também sofrem na pelo por isso. Mas as mudanças estão sempre acontecendo porque a vida não é estática. Muito bom o artigo. A bruxa anda solta no meio artístico, ontem foi a vez da fabulosa coreógrafa e bailarina Pina Bausch deixar esse mundo. É uma pena; muitos cineastas sentirão falta da presença de sua arte nos seus projetos. Na última 3a.feira ainda não deu para eu comparecer à reunião. A leitura dos capítulos para discussão continua ainda em lento andamento até porque estamos aguardando a volta da Camila. Hoje o sol voltou a iluminar a cidade do Rio e a temperatura subiu bastante para nossa alegria. Até mais.
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