segunda-feira, 2 de agosto de 2010

MEDITAÇÕES XIII

PRIMEIRO LIVRO-ALADIN
Primeiro Capítulo
ANTIGAMENTE (pág.24 a 26)
1- História de Aladim apud Mil e Uma Noites. Destaques para o poder mágico, as delongas e a parlamentação.
2- A sombra de Sócrates me lembra que os homens não param de correr atrás dos deuses, como se estivessem procurando serviçais poderosos que teriam sumido de vez. E agora perdemos mais tempo e trabalho implorando o auxílio desses invisíveis desaparecidos do que se nos esforçássemos nós mesmos para realizar os nossos desejos. Esses poderes ocultos nada fazem. É isso que se deveria saber. Nunca se viu construir um palácio e nem uma terra sem juntas de bois. Requer-se tempo e muita mão de obra para se desviar o curso de um rio ou para drenar um terreno pantanoso.
3- O autor recorda-se também da história contada por Sócrates sobre uma idosa dama de leite. Ela descrevia para os latentes um lugar onde se encontrava o paraíso perdido. Era povoado de gigantes poderosos um pouco parecidos com os humanos. Eles tomavam conta de tudo. Alimentos, habitação, vestuário, transporte e saúde. Era o reino dos encantamentos e das fadas. Os homens eram orantes, pedintes e rezadores e entregues à preguiça. Não plantavam, não aravam, não teciam, não faziam barcos e nem domesticavam animais para puxar carroças.Eram exímios observadores da natureza e devotos fiéis desses gigantes, preocupando-se em fazer somente o que lhes pudesse agradar.Os imperativos eram agradar os gigantes para obter favores e evitar cometer atos que os aborrecessem com medo de culpa e de represálias.
4- Os gigantes, enormes e muito pesados e donos de força descomunal, sem querer, às vezes destruíam as plantações dos humanos e suas choças ou cavernas. Reflitam sobre o significado dos ventos, furacões, enchentes, incêndios, maremotos, terremotos e vulcões para esse homem do paraíso. Seriam obras dos gigantes enfurecidos? Por outro lado, atribuíam-se à proteção dos gigantes o êxito na pesca ou a sorte por atingir com a flecha o coração de uma lebre.
5- Uma ideia é uma ficção. Seria a idéia o único instrumento de percepção? Os fatos, uma vez acontecidos, encerram a sua missão. Seria oportuno estudar a pergunta de Descartes, indagando sobre o modo de termos sido crianças antes nos ter transformados em adultos. E mais: não há ficção sem o homem. As ideias são formadas em nós. Elas não nos são dadas. A nossa primeira experiência de vida é totalmente enganosa.
NB. Assunto próximo: IDEIA E FICCÃO (pág.26); a partir de amanhã ficarei uns cinco dias sem computador. Viegas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário