quarta-feira, 8 de julho de 2009

Reunião

Na última 3a.feira, 07/07, discutimos o n.25 do capítulo IV do livro da Hanna que fala sobre A Teia das Relações e As Histórias Humanas. Texto muito rico e que dá muito o que pensar. A questão do "quem" da ação, do autor que não é autor, não se restringe apenas à figura deste, mas dá margem a desdobramentos. No discurso esse "quem" pode ter conotação de segregação: "Sabe com quem está falando?" ou "Quem você pensa que é?" "Quem manda nesse pedaço?", etc. Ela fala também na questão da "coragem": "A conotação de coragem, que hoje reputamos qualidade indispensável a um heroi, já está de fato presente na mera disposição de agir e de falar, de inserir-se no mundo e começar uma história própria." E isso nada tem a vem com arcar com as consequencias; o mostrar-se em público, o sair da toca para enfrentar o mundo e mostrar-se quem é, o revelar e exibir sua individualidade denota coragem e mesmo ousadia. E ela completa: "Essa coragem original, sem a qual a ação, o discurso e, segundo os gregos, a liberdade seriam impossíveis, não é menor - pode ser até maior - quando o "heroi" é um covarde. Até mais.
SSilv

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