sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ação

O campo da ação e do discurso é por demais extenso. Às vezes a ação é necessária e nem sempre anelada, no sentido de ser um desejo prazeroso. Vai aí um exemplo simples, e desculpem se o discurso parece dramático demais: Há a necessidade de novas cortinas para uma janela. Isto implica em entrar em contato com a fornecedora que, de "acordo com sua vontade", marca dia e hora para que se examine o material desejado, tirar medidas, fazer o cálculo do preço. Esse discurso assim expresso dá a impressão de que é tudo muito simples e rápido. Ledo engano! Aquela hora marcada jamais é aquela que se combinou. Pode ser a qualquer hora do dia depois de 10 horas; mas o combinado era 10:30. Nem pensar em sair de casa nesse dia, porque se não atender o tal funcionário da firma tudo terá que ser feito de novo. É preciso que se prepare para trabalhar em alguma coisa enquanto aguarda; o dia corre e esgotou-se tudo o que foi planejado para preencher o tempo de espera, e nada do tal funcionário. Faz-se uma chamada telefônica para a firma e de lá respondem que o funcionário está na rua e que se espere a vez. Lá para as 17:30 toca o interfone; é o tal homem das cortinas. A essa altura não se tem mais vontade de encomendar coisa alguma e é preciso um exercício de paciência para não dizer poucas e boas para aquela pessoa, que afinal é apenas um empregado, e para concluir a encomenda. Isto é uma amostra de ação sem reação e discurso desnecessário. Até mais.
SSilv

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