sexta-feira, 3 de julho de 2009

O quem

Para quem não sabe, "os monumentos ao "Soldado desconhecido" erigidos após a Primeira Guerra Mundial comprovam a necessidade de glorificar, de encontrar um "quem", um alguém identificável que quatro anos de carnificina haviam deixado de revelar. A frustração desse desejo e a disposição de não aceitar o fato brutal de que ninguém havia, realmente, sido o agente da guerra, inspiraram a construção desses monumentos ao "desconhecido", a todos aqueles a quem a guerra havia privado de identidade, roubando-lhes nãos os atos, mas a dignidade humana." É estranho que, quando convocados para a guerra os soldados têm nomes e endereços, mesmo aqueles que se apresentam como voluntários, mas quando são mortos durante as batalhas, vão caíndo enquanto os batalhões seguem em frente, eles se tornam desconhecidos. E isto não acontece somente com os soldados, mas também com os civis que são ceifados pelas bombas e tiros a esmo. Enfim, é preciso pensar a guerra para almejar a paz, para se manifestar a favor da paz. Existe nos Estados Unidos um sério movimento de mulheres a favor da paz chamado "Pink Code" que não dá tréguas ao presidente e aos congressista para que sejam tiradas as tropas americanas do Iraque e do Afganistão. Elas estão em contato direto com as mulheres desses países para formarem uma corrente nessa luta. Até mais.
SSilv

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