No encontro passado falou-se de retrato, se não me engano. Aniversários. Fotos. Pelo menos, eu assim tinha pensado. Hoje,lembrei-mde de Cecília Meirelles.
"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios.
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas, e frias e mortas;
Eu não tinha este coração!
que nem se mostra.
Eu não dei por conta desta mudança
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?"
Viegas e outros velhos voltados para si mesmos.
sábado, 20 de novembro de 2010
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Coloco algumas idéias complementares que li
ResponderExcluirno texto de André Dick (Globo):
"O filósofo Giorgio Agamben afirma que a infância não é um Paraíso Perdido , mas acompanha o homem na medida que êle vai se constituindo como um sujeito, representando a sua transcendência lingüística .
Eduardo Sterzi,no seu livro"Porque ler Dante" torna evidente a idéia de que Dante persegue Beatriz por saber que esta busca reproduz a si mesmo,em sua própria tentativa de transcendência .
A amada é símbolo da infância que o acompanha, mesmo longe de sua Florença.
Êle não é imortal, mas Beatriz, ou seja, sua matéria de linguagem,de certa maneira o conduz a Deus.
Por meio da linguagem representa a procura do amor em meio a luzes e sombras .
Dante visualiza o outro(BEATRIZ)como um escape de si mesmo, mas não só: a amada é seu reflexo para que deixe de lado sua potência Narcísica, ingressando no jogo do imaginário e na transcendência lingüística de sua Subjetividade.
O que percebemos é que Dante não regressa à infância, mas está inserido nela, em sua transcendência.
Dante faz parte da infância de todos nós."
Claudia.