terça-feira, 27 de abril de 2010

que reste-t-il de nos amours??????

Que reste-t-il de nos amours ?


Já entendemos que o organismo quando começa vem na forma de ovo, embrião. Brotinho que vingou. Todo enroladinho sobre si mesmo.
Pura inconsciência, nem cérebro tem.
Depois ele cresce, floresce, se multiplica,
e num entardecer colorido começa
a murchar, a secar, a quebrar, como graveto fino.
Alguns tomam consciência do percurso. Outros parecem que não. O fim é igual: todos viram pó.
Alguns levantam poeira.

Bem no meio, ainda que, a errar- por -uma -selva -escura, o organismo feminino, masculino ou gay experimenta as delicias do sexo, do amor e da paixão.
Alienação absoluta.
Encontro quase perfeito
Ilusão quase mortal.
Feito se existisse cara- metade, feito se cara- metade existisse.
Momento de altas loucuras.
De “bouleversement”. O que estava em cima vai para baixo
e o que estava em baixo vem para cima.
Trauma, marca , perplexidade
Dúvida, caos, despedaçamento.
Curva de Moebius. Revirão.
Novas galáxias.
Novos sistemas planetários.
Nossas possibilidades.
Alívio geral!
Ninguém é pedaço de ninguém.
Cada um é um. O mundo gira
Único invólucro,
Ùnica identidade,
Unico DNA.
O outro existe!
Sendo assim, como é que fica?
"Que reste-t-il de nos amours?" é o que pergunto!

Emê

Só para refrescar a memoria:


Que reste-t-il de nos amours

Ce soir le vent qui frappe à ma porte
Me parle des amours mortes
Devant le feu qui s' éteint
Ce soir c'est une chanson d' automne
Dans la maison qui frissonne
Et je pense aux jours lointains

{Refrain:}
Que reste-t-il de nos amours
Que reste-t-il de ces beaux jours
Une photo, vieille photo
De ma jeunesse
Que reste-t-il des billets doux
Des mois d' avril, des rendez-vous
Un souvenir qui me poursuit
Sans cesse

Bonheur fané, cheveux au vent
Baisers volés, rêves mouvants
Que reste-t-il de tout cela
Dites-le-moi

Un petit village, un vieux clocher
Un paysage si bien caché
Et dans un nuage le cher visage
De mon passé

Les mots les mots tendres qu'on murmure
Les caresses les plus pures
Les serments au fond des bois
Les fleurs qu'on retrouve dans un livre
Dont le parfum vous enivre
Se sont envolés pourquoi?

4 comentários:

  1. Emê, vc está com a corda toda, já com um pé em Paris, não é? Pois aproveite cada minuto porque o resto é o que está escrito acima da canção.
    beiiiijo,
    Sonia

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  2. sonia : voce está fazendo falta.Quem sabe nos vemos na proxima terça? Navegar é preciso, viver não é preciso e assim lá vou eu sem lenço e sem documento... Até breve, espero.

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  3. E o que que sobra ?
    A lembrança da Auséncia ?
    A memória que revigora, aquece e envolve.

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  4. Adorei o que Emê postou , comentei acima , sem assinar.

    Claudia.

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