Gente séria, de A a Z...
Acordei imaginando o significado ( além de psicanalítco ) da expessão "passar ao ato". Veio-me à mente ( ou ao corpo ? ) a mitologia bíblica tentando decrever a origem do mundo e da vida. Fiat Lux ( que virou marca de fósforo) teria dito Deus ( em latim ?) e apareceu a luz . O ato de aparecer a claridade, mesmo antes de o sol nascer...segue a palavra, o pronunciá-la, o dizê-la (ainda que não toda...)
E como desejamos tanto ser deuses, fazendo com que o pensamento e a palavra transformem-se em realidade, com mais velocidade do que um relâmpago cujo trovejar demora um pouco a atingir nossos ouvidos...
Alguns, mais divinos, correm céleres para a ação...Origines ao ouvir que vale a pena castrar-se por causa do Reino de Deus ( palavras...palavras...), cortou os próprios documentos. Mesmo sem eles foi um fisófoso muito respeitado e também respeitador.
Mas o normal da humanidade é a repetição compulsiva. Assim as crianças aprendem a falar...balbuciando sons sem fim, ad nauseam (mais latim em homenagem às Missas que a Camila está perdendo...).
Há alguns séculos que se sabe que o planeta terra gira em torno do sol, mas o astro rei, segundo o versejador Bilac e seus adeptos, continua ao entardecer de todos os dias a declinar no horizonte. Todo isso eu acho que é porque vai ser muito lento descobrir um novo linguajar e portanto um novo agir, para expressr as grandes descobertas. Imaginem as dificudades que se seguirão ao grito de rompimento do elo entre corpo + mais alma, ou como diaria a Emê, a psiquê mais o soma! Espero que não seja tão sem reias consequências como o grito do Ipiranga...
Vou assinar essas arengas, mas tudo não passa por enquanto de palavras ( como diria a Claudia words, words...)
Bons proveitos no encontro de hoje, à luz de Hanna Arendt e com a ajuda somática do Dr.Lunch leader invicto da Gilza.
Viegas
terça-feira, 15 de setembro de 2009
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Bom já que o meu nome foi citado 2 vezes.... compareço com muita honra de poder participar deste ilustrado grupo. Meu querido professor, tenho a maior esperança de que a gente consiga uma nova linguagem para expressar o novo que está nascendo. Os marxistas diziam que a quantidade pode se transformar em qualidade em qualquer momento, e a compulsão á repetição pode dar lugar á criação. Lembra da piada das duas moscas se afogando numa xícara de leite? Uma se afogou e a outra se debateu tanto que o leite virou manteiga e ela se mandou! Então sou a favor da gente terminar logo com a Ana Árida e entrar numa sinapse qualificada ( achei esse nome chiquérrimo a altura da Estudantina) e ver como o cérebro consegue dar conta dos símbolos, do desejo e principalmente do recalque tal qual o Freud propôs, falo aqui da dificuldade de se recuperar uma representação recalcada, não falo das representações que podem ser evocadas por um esfôrço da consciencia.
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